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Discurso sobre “dificuldades” de juízes viraliza após salário de seis dígitos; Vídeo

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A presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho, Cláudia Márcia de Carvalho Soares, virou alvo de intenso debate nas redes sociais após defender, em plena sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), os benefícios pagos à magistratura — os chamados “penduricalhos”.

A fala ocorreu durante julgamento que discute justamente a legalidade dessas verbas indenizatórias. Em tom enfático, a magistrada aposentada afirmou que juízes custeiam despesas básicas do próprio bolso.

“Juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso. O combustível, o carro financiado, enfim. Não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água, não tem café. Nós pagamos!”, declarou.

Ela também citou desembargadores:

“Desembargador também tem quase nada, a não ser um carro, mal tem um lanche.”

“Não são penduricalhos”, diz magistrada

Cláudia Márcia rebateu o termo amplamente utilizado pela opinião pública e por entidades de controle.

“A magistratura brasileira não recebe penduricalho. Ela recebe verbas que são calcadas num fato gerador”, afirmou, sustentando que os pagamentos têm base em legislações estaduais e resoluções do CNJ.

Contracheque exposto amplia repercussão

A polêmica ganhou ainda mais força após a divulgação de dados da folha do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, que indicam que a magistrada aposentada recebeu cerca de R$ 113,8 mil líquidos em dezembro.

A combinação entre a defesa pública dos benefícios e o valor recebido intensificou críticas e dividiu opiniões nas redes.

O episódio ocorre em meio a um debate nacional sobre supersalários no Judiciário e o limite do teto constitucional, tema que está sob análise do STF e pode redefinir os critérios de pagamento de verbas indenizatórias em todo o país.

Vídeo:

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Escola transforma salas de aula em cinemas e promove imersão no cinema nacional

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Em tempos em que a educação busca ampliar experiências de aprendizagem para além dos métodos tradicionais, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Narceu de Paiva Filho, localizada no município de Ibiraçu, no interior do Espírito Santo, promoverá uma iniciativa que une cultura, arte e educação.

Na próxima sexta-feira, em celebração ao Dia do Cinema Brasileiro, comemorado em 19 de junho, a unidade realizará o projeto “Cine Narceu – Grandes Histórias. Nosso Cinema”. A proposta transformará as 11 salas de aula da escola em salas de exibição, permitindo que cada turma assista a uma obra diferente da cinematografia nacional.

O circuito contará com títulos de destaque, como Ainda Estou Aqui, Central do Brasil, O Auto da Compadecida, Meu Pé de Laranja Lima, O Menino e o Mundo, Medida Provisória, entre outros filmes que abordam questões sociais, culturais, históricas e humanas presentes na realidade brasileira.

A ação acontece após uma semana de avaliações escolares e foi planejada como uma estratégia pedagógica voltada à formação integral dos estudantes. Mais do que um momento de descontração, a atividade busca estimular a leitura crítica da realidade, ampliar repertórios culturais, desenvolver a sensibilidade artística e fortalecer competências relacionadas à interpretação, argumentação e reflexão.

Para o coordenador pedagógico da escola, Yuri FellerPeroni, o cinema ocupa um lugar importante nos processos educativos contemporâneos.

“Frequentemente associamos aprendizagem apenas às atividades tradicionais de sala de aula. No entanto, a arte também educa. O cinema permite que os estudantes entrem em contato com diferentes contextos históricos, sociais e culturais, desenvolvendo empatia, senso crítico e capacidade de análise. Ao escolhermos produções brasileiras, valorizamos nossa cultura e oferecemos aos jovens a oportunidade de conhecer histórias que dialogam diretamente com a realidade do país.”

A iniciativa também chama atenção pela simplicidade de sua implementação. Utilizando a estrutura já existente na escola, com projetores, computadores e organização prévia das turmas, o projeto demonstra que ações de grande impacto pedagógico podem ser realizadas sem altos custos financeiros.

Ao transformar a escola em um espaço de vivência cultural, o Cine Narceu reforça uma concepção de educação que reconhece a importância das múltiplas linguagens na formação dos estudantes. A experiência desenvolvida em Ibiraçu surge como uma inspiração para outras instituições de ensino que desejam aproximar seus alunos da cultura nacional e diversificar as práticas pedagógicas.

A experiência desenvolvida pela Escola Narceu de Paiva Filho demonstra que iniciativas pedagógicas inovadoras nem sempre dependem de grandes investimentos, mas de intencionalidade educativa e criatividade. Ao transformar as salas de aula em espaços de apreciação cultural, a escola reforça o papel da arte na formação dos estudantes e lança uma reflexão para gestores e educadores de todo o país: e se sua escola também reservasse um dia para celebrar a cultura brasileira por meio do cinema?

Com organização, planejamento e objetivos pedagógicos bem definidos, ações semelhantes podem ser adaptadas a diferentes realidades escolares, promovendo aprendizagem, pertencimento cultural e novas formas de ensinar e aprender.

@escolanarceudepaivafilho

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