Mato Grosso

Mato Grosso terá calor de até 36°C e manhãs mais frescas no início de junho

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O início de junho será marcado por temperaturas elevadas em Mato Grosso, mas com manhãs mais frescas, céu parcialmente nublado e ventos amenos em diversas regiões do Estado. Apesar da variação térmica ao longo do dia, não há previsão de chuva para os próximos dias.

Em Cuiabá, a semana começou com céu nublado durante as primeiras horas da manhã. Ao longo desta segunda-feira (2), os termômetros variaram entre 23°C e 33°C. Para terça-feira (3), a previsão indica mínima de 19°C e máxima de até 35°C.

Nos demais dias da semana, o cenário deve permanecer semelhante na Capital, com amanheceres mais amenos, temperaturas próximas dos 20°C e calor intenso durante as tardes. Até sexta-feira (6), as máximas devem atingir 35°C, enquanto as mínimas não devem ultrapassar os 23°C.

Em Chapada dos Guimarães, a 67 quilômetros de Cuiabá, as manhãs continuam mais frias, com mínima prevista de 16°C. Apesar do clima agradável no início do dia, as temperaturas sobem gradativamente e podem alcançar os 35°C durante as tardes. A previsão também aponta céu com poucas nuvens ao longo da semana.

Já em Cáceres, a 225 quilômetros da Capital, o tempo seguirá estável, com temperaturas variando entre 19°C e 36°C. O município terá dias de sol entre poucas nuvens e calor predominante durante a semana.

No norte do Estado, em Sinop, os moradores também enfrentarão calor intenso. A mínima prevista é de 17°C, mas os termômetros podem chegar aos 36°C nos períodos mais quentes do dia.

Em Rondonópolis, a 212 quilômetros de Cuiabá, as temperaturas serão ligeiramente mais amenas em comparação com outras regiões. A mínima deve ficar em 16°C e a máxima em torno de 34°C. A tendência é de redução da nebulosidade ao longo da semana, favorecendo dias ensolarados.

A previsão indica que o padrão climático deverá se manter nos próximos dias, com baixa umidade relativa do ar durante as tardes, calor intenso e ausência de chuvas em praticamente todo o território mato-grossense.

Jornalista: Luan Schiavon

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Mato Grosso

Governadora do Pará reage à disputa com MT e diz que não vai ceder “um palmo” de território

Hana Ghassan critica tentativa de Mato Grosso de reabrir discussão no STF sobre área de 22 mil km² na divisa entre os estados

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A governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), afirmou que o Estado não irá ceder “um palmo sequer” das terras paraenses na disputa territorial com Mato Grosso envolvendo a região conhecida como Salto das Sete Quedas, localizada na divisa entre os dois estados.

A declaração foi feita após o Governo de Mato Grosso tentar reabrir no Supremo Tribunal Federal (STF) a discussão sobre uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados atualmente sob jurisdição paraense. Uma reunião entre representantes dos dois estados chegou a ser marcada para o último dia 21 de maio, na Suprema Corte, mas foi remarcada para o próximo dia 10 de junho.

“O Pará não se divide. Não vamos ceder um palmo de terra que pertence aos paraenses. O Estado de Mato Grosso foi ao STF para tentar reabrir um caso encerrado”, declarou Hana Ghassan.

Segundo a governadora, a área em disputa equivale territorialmente ao tamanho do estado de Sergipe e engloba regiões pertencentes a seis municípios paraenses: Altamira, Cumaru do Norte, Jacareacanga, Novo Progresso, Santana do Araguaia e São Félix do Xingu.

O encontro no STF busca tentar construir um consenso definitivo sobre os limites territoriais entre os estados, uma disputa histórica que se arrasta há mais de um século. Em decisões anteriores, o plenário do Supremo julgou improcedente a ação apresentada por Mato Grosso e manteve os limites atuais, reconhecendo a área como pertencente ao Pará.

Hana classificou a tentativa de reabertura do processo como uma ameaça à segurança jurídica da região e aos produtores locais.

“O próprio STF já decidiu sobre isso por unanimidade, em 2020, após anos de perícias, análises de mapas, documentos e visitas técnicas, inclusive realizadas pelo Exército Brasileiro. Tentar reabrir esse processo agora é ignorar a lei e gerar insegurança para quem vive e produz na nossa terra”, afirmou.

A área reivindicada por Mato Grosso corresponde a cerca de 22 mil km², território que o estado tenta incorporar oficialmente aos seus limites.

Disputa centenária

A definição da divisa entre Pará e Mato Grosso remonta a 1922, mas o tema segue sendo alvo de questionamentos judiciais. A discussão envolve interpretações distintas sobre a localização exata do marco geográfico conhecido como Salto das Sete Quedas.

O caso já passou por diferentes momentos históricos e técnicos, incluindo estudos realizados pela Comissão Rondon, em 1890; a Convenção de Petrópolis, em 1900, quando os estados chegaram a um consenso inicial; e a Carta Geográfica do Brasil, de 1922, que consolidou os limites territoriais.

Em 2004, Mato Grosso ingressou no STF pedindo a revisão da demarcação, alegando erro na localização do Salto das Sete Quedas. Após anos de perícias e análises técnicas, o Supremo decidiu, em maio de 2020, de forma unânime, manter o território sob domínio do Pará.

Mesmo após a decisão definitiva, Mato Grosso continuou tentando reverter o entendimento judicial. Em fevereiro de 2021, o STF rejeitou embargos de declaração apresentados pelo estado. Em setembro de 2023, a Corte também negou ação rescisória proposta pelo governo mato-grossense. Já em março de 2026, mais um recurso foi rejeitado pelo Supremo.

Jornalista: Luan Schiavon

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