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Mulher é assassinada a facadas e tem corpo carbonizado

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Um crime de extrema violência chocou o município de Várzea Grande na manhã da última segunda-feira (1º). O corpo de uma mulher, ainda não identificada, foi encontrado despido e parcialmente carbonizado em um terreno baldio. A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu o caso e trabalha com a linha principal de feminicídio.

A crueldade do crime aponta para uma tentativa minuciosa do assassino em apagar vestígios. No local onde o cadáver foi localizado, os investigadores da Polícia Civil encontraram apenas uma bolsa vazia. Nenhum documento ou objeto pessoal foi deixado para trás, dificultando a identificação imediata da vítima.

Discussão e imagens de segurança

A investigação, liderada pela delegada Jéssica Assis, já obteve imagens cruciais de câmeras de segurança da região. Os registros revelam os últimos momentos de vida da mulher e trazem fortes indícios de que ela conhecia o agressor.

Por volta das 2h40 da madrugada, a vítima foi filmada caminhando ao lado do suspeito. Segundo a polícia, o clima entre os dois era de forte tensão.

“Pelas filmagens, é possível perceber que há uma discussão acirrada entre eles. Não parece se tratar de uma abordagem entre desconhecidos. Trata-se de um provável feminicídio”, explicou a delegada Jéssica Assis.

Intervalo macabro entre a morte e o fogo

A perícia preliminar realizada na cena do crime constatou que a vítima foi morta com golpes de arma branca (faca), que atingiram as regiões da cabeça, do queixo e do pescoço. A polícia aguarda laudos médicos complementares para determinar se ela sofreu outros tipos de violência física ou sexual antes de morrer.

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Outro ponto que impressiona os investigadores é a cronologia do crime, que aponta para o sangue-frio do assassino. Enquanto a discussão foi registrada perto de 2h40, o incêndio no terreno baldio só foi percebido nas primeiras horas da manhã, por volta das 5h.

A DHPP trabalha com duas hipóteses para esse intervalo de mais de duas horas:

  1. O suspeito permaneceu ao lado do corpo da vítima após o assassinato e, horas depois, decidiu atear fogo.

  2. Ele fugiu da cena do crime e retornou ao amanhecer apenas para incendiar o cadáver, na tentativa de ocultar as digitais e impedir o reconhecimento da mulher.

“É isso que estamos tentando entender. Precisamos analisar as imagens na íntegra para esclarecer a dinâmica dos fatos”, destacou a responsável pelas investigações.

Próximos passos

As diligências da Polícia Civil continuam intensas. O foco principal das autoridades no momento é duplo: cruzar dados de pessoas desaparecidas na Baixada Cuiabana para descobrir a identidade da vítima e, paralelamente, identificar o homem que aparece nas imagens de segurança para efetuar sua prisão.

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O caso segue sob sigilo investigativo até que novos elementos sejam consolidados pela Politec e pela DHPP.

Jornalista: Luan Schiavon

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Policial

Após homicídio em clínica, CRM-MT apura funcionamento da unidade Pró-Vida

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O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) anunciou nesta terça-feira (2) a abertura de uma investigação para apurar possíveis irregularidades envolvendo a clínica Pró-Vida, em Cuiabá, onde um paciente de 38 anos morreu no último domingo (31).

A vítima, identificada como Alessandro Sidinei Braga, foi encontrada morta em um dos quartos da unidade, localizada no bairro Jardim Primavera. O principal suspeito do crime é Odiley Rodrigues de Souza, de 42 anos, que atuava como plantonista no local.

Segundo as investigações da Polícia Civil, Alessandro foi morto por enforcamento durante um suposto surto. Inicialmente, o caso foi apresentado como suicídio, mas a apuração apontou que a cena teria sido alterada para simular que a vítima tirou a própria vida.

Em depoimento, Odiley confessou ter participado da montagem da cena para aparentar um suicídio, mas negou ter cometido o enforcamento. A Polícia Civil, no entanto, segue investigando sua participação direta na morte do paciente.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a constatação de que o suspeito não possuía formação adequada para atuar na unidade. Além disso, ele era paciente de outra clínica especializada.

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Durante o atendimento da ocorrência, a Polícia Civil também verificou que não havia no local profissionais especializados no atendimento de pacientes com transtornos psiquiátricos graves, como esquizofrenia, condição atribuída à vítima.

Em nota, o CRM-MT informou que tomou conhecimento do caso por meio das reportagens divulgadas pela imprensa. Após consulta em seus registros, o Conselho afirmou não ter localizado cadastro da empresa com os nomes que vêm sendo divulgados em relação ao estabelecimento.

Diante da situação, a autarquia informou que solicitará informações complementares à Polícia Civil, incluindo dados cadastrais da instituição, como o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), para verificar a regularidade do funcionamento da clínica.

O objetivo da investigação é apurar se o estabelecimento possuía as autorizações necessárias para operar, além de verificar a existência de profissionais habilitados e regularmente registrados para prestar atendimento aos pacientes.

“O Conselho irá analisar todas as informações disponíveis antes de definir as medidas cabíveis”, informou o órgão.

O caso ganhou ampla repercussão após a revelação das circunstâncias da morte de Alessandro Sidinei Braga. Paralelamente à investigação administrativa do CRM-MT, a Polícia Civil continua apurando a responsabilidade criminal dos envolvidos e as condições de funcionamento da clínica.

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O Conselho Regional de Medicina também orientou pacientes e familiares a consultarem a regularidade de clínicas, hospitais e profissionais de saúde por meio do sistema nacional de busca disponível no site da entidade.

Jornalista: Luan Schiavon

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