Polêmica em MT

Cattani ataca esquerda e PT rebate

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) repercutiu nas redes sociais o episódio envolvendo o empresário Carlos Eduardo Caliman e a presidente municipal do Novo, Raquel Becker Mattei, em Rondonópolis, afirmando que a “esquerda é violenta”. O caso ganhou visibilidade política diante das versões conflitantes apresentadas pelos envolvidos.

Em vídeo publicado nesta semana, Cattani expressou solidariedade à dirigente partidária e repúdio à esquerda:

“Eu deixo aqui a minha solidariedade à Raquel e o meu repúdio a essa esquerda violenta, que prega e dissemina a violência em nosso país. Peço a você, brasileiro, que abra os olhos. É necessário pensar sobre política”, afirmou.

O parlamentar também informou que seu gabinete tomará providências a respeito do episódio.

PT contesta posicionamento de Cattani

Em resposta, a presidente estadual do PT, Rosa Neide, repudiou as declarações de Cattani. Em publicação nas redes sociais, a petista destacou que o empresário não possui filiação partidária e acusou o deputado de utilizar o caso envolvendo uma mulher para incitar ódio político e criminalizar a esquerda.

“A violência contra a mulher não tem ideologia. Ela é alimentada pela cultura do machismo, pela intolerância e pela incapacidade de aceitar a autonomia feminina — problemas que a direita brasileira historicamente se recusa a enfrentar, preferindo criminalizar pautas de proteção às mulheres como ‘ideologia’”, escreveu.

Contexto do episódio

O caso ganhou contornos políticos após a divergência de versões entre os envolvidos. Raquel Mattei, integrante do Movimento Conservador, afirmou que foi perseguida no trânsito por um empresário devido aos adesivos de candidatos conservadores em seu veículo, incluindo o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e o suplente de vereador Vinicius Santana (Novo), pré-candidato a deputado federal.

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O episódio, inicialmente registrado como conflito no trânsito, acabou se tornando um debate político nas redes sociais, envolvendo acusações de perseguição, boicote a estabelecimentos comerciais e manifestações de parlamentares de diferentes espectros ideológicos.

Jornalista: Mika Sbardelott

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“Eu aguentei calado”: empresário se defende após denúncia de perseguição feita por líder do Novo

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O empresário Carlos Eduardo Caliman divulgou um vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira (4) pedindo desculpas à presidente municipal do partido Novo, Raquel Becker Mattei, após um episódio de conflito no trânsito ocorrido na cidade. Caliman, no entanto, afirmou que o incidente não tem relação com disputas partidárias ou eleitorais.

Segundo o empresário, o episódio começou na Avenida Lions, nas proximidades de duas lojas que possui. Ele afirmou que o automóvel à sua frente mudou de faixa abruptamente e que a condutora do veículo estava manuseando um celular, quase provocando uma colisão. Em seguida, Caliman emparelhou o carro e gesticulou em protesto:

“Não acredito que tenha sido intencional, porque a pessoa estava no celular, veio para a pista em minha direção e eu quase bati o carro. Quase tive um prejuízo grande. Aí eu segui, abri o vidro e gesticulei para a pessoa, algo como: ‘Você não me viu? Você não me viu?’”

O empresário relatou que houve troca de ofensas verbais entre ele e Raquel Mattei. Ele também comentou que a situação o fez recordar de uma lista que circulou em Rondonópolis após as eleições de 2022, na qual estabelecimentos comerciais eram boicotados por suposta ligação com o PT.

“Eu tenho minha ideologia, todos sabem qual é, mas nunca agredi nem desrespeitei ninguém. Quero ler um trecho dessa mensagem: ‘Temos que excluir os petistas de nossas vidas de vez. Se você sabe de algum comércio, colégio ou qualquer ramo de atividade que seja petista, liste aqui para que não vejam a cor do nosso dinheiro’. As minhas lojas estavam nessa lista”, declarou.

Caliman disse que as menções negativas aos seus negócios geraram impactos financeiros, incluindo o fechamento temporário de uma de suas lojas, da qual dependem 15 famílias. Ele registrou um Boletim de Ocorrência por calúnia, difamação e perseguição e acionou sua assessoria jurídica, defendendo o fim das hostilidades na cidade.

“Eu aguentei calado. Quero dizer às pessoas que não é essa versão que estão divulgando. Não tem nada a ver com política. Isso que eles fazem é política. Como cidadãos rondonopolitanos, que certamente gostam da cidade, fazem uma barbaridade dessas?”, afirmou.

O empresário reforçou que a intenção do vídeo é esclarecer os fatos e pedir que a situação não se prolongue, preservando tanto sua imagem quanto a da dirigente partidária envolvida.

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Vídeo:

Jornalista: Mika Sbardelott

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