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Homem é preso suspeito de manter ex-companheira e criança de 6 anos em cárcere privado em Cuiabá

Segundo a vítima, homem teria iniciado discussão por ciúmes, feito ameaças de morte, danificado o celular e a agredido antes de impedi-la de sair da residência

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Um homem foi preso pela Polícia Militar, nesta quinta-feira (17), suspeito de manter a ex-companheira e o filho dela, de apenas 6 anos, em cárcere privado, durante uma ocorrência de violência doméstica no bairro Novo Paraíso, em Cuiabá. O caso foi registrado por volta das 13h30.

De acordo com a Polícia Militar, uma equipe do 3º Batalhão foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) após receber informações de que uma mulher e uma criança estariam trancadas dentro de uma residência.

Ao chegar ao endereço, os policiais encontraram o suspeito saindo do imóvel. Ele foi abordado e detido imediatamente. Dentro da casa, os militares localizaram a mulher e o menino.

Discussão teria começado por ciúmes

Conforme o relato apresentado pela vítima aos policiais, o episódio teria começado durante a madrugada, quando o homem iniciou uma discussão motivada por ciúmes.

Segundo ela, durante a briga, o suspeito teria feito ameaças de morte, danificado o celular dela e cometido agressões físicas.

Na sequência, ainda conforme o depoimento, a mulher teria sido impedida de deixar a residência, permanecendo no local contra a própria vontade juntamente com a criança.

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A vítima conseguiu deixar a situação de cárcere depois que a mãe dela tomou conhecimento do que estava acontecendo e foi até o local. A familiar acionou as autoridades.

Suspeito foi levado à delegacia

O homem foi detido pela Polícia Militar e encaminhado, algemado e sem lesões, juntamente com a vítima, ao Plantão de Atendimento de Violência Doméstica, em Cuiabá.

No local, foram realizados o registro da ocorrência e os demais procedimentos legais.

A ocorrência deverá ser investigada pelas autoridades competentes, que vão apurar as circunstâncias das supostas agressões, ameaças e do cárcere privado.

Jornalista: Mika Sbardelott

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Operação Arcanum mira grupo suspeito de extorquir vítimas com ameaça de divulgar nudes em MT

Polícia Civil cumpre seis mandados em três cidades de Mato Grosso; investigação aponta abordagem de vítimas em plataforma voltada a casais liberais

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, na manhã desta quarta-feira (16), três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão contra integrantes de um grupo investigado por um esquema de extorsão digital envolvendo a ameaça de divulgação de conteúdos íntimos.

As ordens judiciais são cumpridas em Tangará da Serra, Barra do Bugres e Cáceres, a 253 km, 177 km e 220 km de Cuiabá, respectivamente. A ação faz parte da Operação Arcanum, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que também cumpre um mandado de busca e apreensão em Santa Catarina.

Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam uma plataforma de relacionamento voltada a casais liberais para localizar possíveis vítimas. Após estabelecer contato, o grupo teria passado a exigir pagamentos sob a ameaça de divulgar fotos, vídeos e outros conteúdos íntimos.

Vítimas eram ameaçadas de exposição

As investigações começaram depois que vítimas procuraram a Polícia Civil do Distrito Federal para relatar que estavam sendo ameaçadas por pessoas que afirmavam possuir imagens e outros materiais íntimos.

De acordo com os relatos, os suspeitos exigiam dinheiro para não encaminhar os conteúdos a familiares, amigos, colegas de trabalho e outras pessoas próximas.

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Durante a apuração, os policiais analisaram dados digitais e movimentações financeiras e encontraram indícios de ligação entre os investigados.

Os elementos reunidos apontaram, segundo a polícia, para uma atuação coordenada, com repetição do mesmo método de abordagem.

Investigação encontrou possíveis vítimas em outros estados

Com o avanço das diligências, os investigadores localizaram outras possíveis vítimas, inclusive fora do Distrito Federal.

Os relatos apresentavam um padrão semelhante: após o contato, ocorria a ameaça de exposição de conteúdo íntimo, acompanhada da exigência de dinheiro para impedir a divulgação.

A investigação também identificou, conforme a Polícia Civil, o uso de contas bancárias digitais e intermediários financeiros para movimentar os valores supostamente obtidos nas extorsões.

A estratégia teria como objetivo dificultar o rastreamento do dinheiro e a identificação dos responsáveis pela movimentação dos recursos.

Grupo ainda estaria em atividade

Os investigadores encontraram ainda indícios de que a prática poderia continuar ocorrendo, o que levou à solicitação das medidas judiciais.

A operação busca interromper a atuação do grupo e evitar que novas pessoas sejam vítimas do esquema.

Durante as buscas, os policiais procuram apreender celulares, computadores, outros dispositivos eletrônicos, documentos e materiais que possam contribuir para esclarecer os crimes.

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Todo o material recolhido deverá passar por análise técnica.

Crimes investigados

Os suspeitos são investigados pelos crimes de extorsão, associação criminosa e divulgação ou transmissão de cena de nudez ou conteúdo íntimo sem consentimento.

Somadas, as penas máximas previstas para esses crimes podem chegar a 18 anos de prisão, sem considerar eventuais outros delitos que possam ser identificados no decorrer das investigações.

Em Mato Grosso, o cumprimento dos mandados é realizado por policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), com apoio das delegacias das cidades envolvidas. A Polícia Civil de Santa Catarina também participa da operação.

Por que “Arcanum”?

O nome da operação faz referência à ideia de algo oculto ou secreto.

Segundo a Polícia Civil, a denominação está relacionada à estratégia atribuída aos investigados, que explorariam o medo das vítimas de terem a intimidade exposta para pressioná-las a realizar os pagamentos exigidos.

As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas, esclarecer a participação individual dos investigados e verificar a extensão do esquema.

Jornalista: Mika Sbardelott

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