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Vereador admite articulação de Abilio nos bastidores para eleição da Mesa da Câmara

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O vereador Kassio Coelho (Pode) admitiu que o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a atuar diretamente nos bastidores políticos para tentar influenciar a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. A movimentação ocorre após o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negar o pedido do Executivo em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).

Na ação, a Prefeitura buscava alterar trechos da Lei Orgânica do Município para facilitar mudanças no Regimento Interno da Câmara e criar condições jurídicas para viabilizar a candidatura da atual presidente do Legislativo, Paula Calil (PL).

Mesmo com o revés judicial, Kassio confirmou que mantém diálogo direto com o prefeito e revelou que o grupo governista já trabalha em uma estratégia para a disputa.

“Eu até falei com o prefeito ontem, né? A gente vai montar uma estratégia para a eleição”, declarou o parlamentar nesta terça-feira (15).

Grupo já trabalha com alternativas

Kassio também confirmou a permanência na base de apoio a Abilio, mas reconheceu que o grupo já avalia alternativas caso as regras regimentais impeçam Paula Calil de concorrer novamente ao comando da Câmara.

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Entre os nomes cotados estão o próprio Kassio Coelho e os vereadores Marcos Brito (Pode) e Kero Kero (Democrata).

“Ventilou o nome do Kero Kero e Marcos Brito, são dois colegas nossos que estão preparados para também substituir aí a Paula, caso ela não consiga ser candidata”, afirmou.

A movimentação ocorre em meio à disputa pela presidência da Câmara, que já conta com chapas articuladas pelos vereadores Ilde Taques (Pode) e Dilemário Alencar (União).

Decisão do TJMT aumenta pressão

A tentativa de alterar as regras que disciplinam a eleição da Mesa Diretora provocou reação entre vereadores da oposição e também gerou desconforto entre integrantes da própria base governista. O principal questionamento é sobre uma possível interferência do Executivo em assuntos internos do Legislativo.

O impasse jurídico está relacionado à regra que impede a reeleição contínua para os mesmos cargos da Mesa Diretora.

Com a decisão do TJMT de negar a medida cautelar solicitada pelo Executivo, a situação de Paula Calil permanece juridicamente incerta, enquanto os grupos políticos intensificam as articulações para a eleição.

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Abilio Brunini nega que esteja interferindo diretamente na Câmara e sustenta que o diálogo com os vereadores ocorre para tratar de projetos e matérias de interesse do município. Já os adversários políticos do prefeito afirmam que a gestão tenta utilizar a estrutura do Executivo para influenciar a composição do comando do Legislativo.

A declaração de Kassio, no entanto, evidencia que a eleição da Mesa já entrou no radar direto do grupo político ligado ao prefeito, que agora trabalha simultaneamente pela candidatura de Paula e pela construção de alternativas para manter sua influência sobre a Câmara.

Jornalista: Mika Sbardelott

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Senado de MT vira eleição milionária:

Disputa pelas duas vagas ao Senado já movimentou milhões em apenas 30 dias; diferença entre os maiores e menores gastos ultrapassa R$ 2,6 milhões

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A corrida pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado Federal já se transformou em uma disputa milionária. Em apenas 30 dias de campanha, os candidatos já declararam milhões de reais em despesas eleitorais, segundo dados da prestação de contas eleitoral analisados pelo Gazeta Digital.

Na liderança do ranking de gastos aparece Margareth Buzetti (PP), com R$ 2,607 milhões em despesas registradas. Logo atrás está Zé Medeiros (PL), que declarou R$ 2,535 milhões.

A diferença entre os candidatos que mais gastaram e aqueles que adotaram campanhas mais enxutas chama atenção. Enquanto Buzetti já ultrapassou a marca de R$ 2,6 milhões, Professor Nelson Ferreira (Agir) declarou apenas R$ 1 mil em despesas.

Quem mais gastou

Além de Buzetti e Medeiros, outros quatro candidatos já ultrapassaram a marca de R$ 1,5 milhão em despesas.

Pedro Taques (PSB) aparece com aproximadamente R$ 1,8 milhão, seguido por Janaina Riva (MDB), com R$ 1,7 milhão. Na sequência estão Mauro Mendes (União), com R$ 1,59 milhão, e Carlos Fávaro (PSD), com R$ 1,558 milhão.

Com valores bem menores aparecem Galvan (Avante), que declarou cerca de R$ 414 mil, Coronel Darwin (Democrata), com R$ 35,2 mil, e Beny Godoy (Agir), com R$ 11,5 mil.

Onde está indo o dinheiro?

A prestação de contas revela estratégias diferentes entre os candidatos.

Margareth Buzetti concentra grande parte dos recursos na produção de conteúdo para rádio, televisão e vídeo. Foram R$ 1,18 milhão nessa área, o equivalente a 45,25% do total declarado. Outros R$ 943,7 mil aparecem como serviços prestados por terceiros.

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Já Zé Medeiros aposta pesado na campanha de rua. O candidato destinou R$ 688 mil para militância e mobilização, o equivalente a 27,14% das despesas. Ele também declarou R$ 500 mil em impulsionamento de conteúdo e outros R$ 500 mil em serviços advocatícios.

A campanha de Pedro Taques registrou R$ 1,004 milhão em serviços prestados por terceiros, principal despesa da candidatura. O valor representa 54,58% do total. Outros R$ 300 mil foram registrados na categoria “diversas a especificar” e R$ 150 mil em serviços advocatícios.

Janaina já gastou R$ 1,7 milhão

Janaina Riva já desembolsou R$ 1,756 milhão. Mais da metade dos recursos, R$ 883 mil, foi destinada a serviços prestados por terceiros.

A candidata também declarou R$ 213 mil em serviços contábeis, R$ 193,6 mil em transporte ou deslocamento e R$ 150 mil em impulsionamento de conteúdos.

Mauro Mendes, por sua vez, já utilizou R$ 1.590.241,76. Entre as principais despesas estão R$ 400 mil em serviços prestados por terceiros, R$ 365,4 mil em publicidade com materiais impressos e R$ 275 mil em impulsionamento de conteúdo.

A produção de programas de rádio, televisão ou vídeo consumiu outros R$ 155 mil.

Fávaro aposta em militância e publicidade

Carlos Fávaro declarou R$ 1.558.836,45 em despesas.

O maior gasto individual foi com serviços advocatícios, que somam R$ 340 mil. Na sequência aparecem R$ 321,5 mil em militância e mobilização de rua e R$ 255 mil em impulsionamento de conteúdos.

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A campanha também declarou R$ 140,9 mil em publicidade por adesivos e R$ 130 mil em despesas com pessoal.

Campanhas mais enxutas

Entre os candidatos que menos gastaram, Galvan declarou aproximadamente R$ 414 mil, sendo R$ 195,9 mil em publicidade por materiais impressos, quase metade de todas as despesas.

O impulsionamento de conteúdos consumiu outros R$ 120,2 mil, enquanto serviços prestados por terceiros somaram R$ 84,6 mil.

Beny Godoy declarou apenas R$ 11,5 mil, divididos entre R$ 6,5 mil em publicidade por materiais impressos e R$ 5 mil em serviços contábeis.

Coronel Darwin aparece com R$ 35,2 mil, integralmente destinados à publicidade por materiais impressos.

Na lanterna dos gastos está Professor Nelson Ferreira, com apenas R$ 1 mil, todo o valor declarado como serviço contábil.

Uma eleição de extremos

Os números mostram uma disputa marcada por campanhas milionárias de um lado e candidaturas praticamente sem despesas do outro.

Entre os R$ 2,607 milhões declarados por Buzetti e os R$ 1 mil informados por Professor Nelson Ferreira existe uma diferença de mais de R$ 2,6 milhões.

A corrida pelas duas cadeiras de Mato Grosso no Senado ainda está longe do fim — e, com o avanço da campanha, a tendência é de que o ranking de gastos sofra novas mudanças até a reta final da eleição.

Jornalista: Luan Schiavon

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