ELEIÇÕES 2026

Taques troca adversários ausentes por espantalho e gato em debate ao Senado

Candidato do PSB ironizou ausência de Mauro Mendes e Janaina Riva e transformou púlpitos vazios em cenário de provocação eleitoral

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O debate entre candidatos ao Senado por Mato Grosso ganhou um ingrediente inusitado nesta quinta-feira (17). Diante das ausências de Mauro Mendes (União) e Janaina Riva (MDB), o candidato Pedro Taques (PSB) decidiu preencher os púlpitos vazios — e não foi com substitutos humanos.

No lugar reservado a Mauro, Taques colocou um espantalho batizado de “Panhozinho”, em uma referência feita pelo próprio candidato ao chamado “escândalo do Oi”, investigação que envolve suspeitas sobre suposta atuação relacionada a um prejuízo de R$ 308 milhões aos cofres públicos.

Já no espaço destinado a Janaina, apareceu um gato, em alusão ao apelido de “Onça do Pantanal”, utilizado pela candidata durante a campanha.

A cena arrancou atenção e deu ao debate um toque de ironia em meio à disputa eleitoral. A estratégia de Taques veio acompanhada de críticas às ausências dos dois adversários.

Mauro Mendes não participou do debate realizado pela TV Vila Real nesta quinta-feira. Segundo informações divulgadas durante a cobertura, o ex-governador cumpria agenda em municípios do interior. Janaina Riva também não compareceu ao encontro.

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Debate virou palco de provocação

Taques aproveitou os púlpitos vazios para transformar a ausência dos adversários em um dos assuntos centrais de sua participação.

Durante o debate, o candidato questionou a disposição de Mauro e Janaina para enfrentar os confrontos eleitorais. Em declaração repercutida pela imprensa, Taques afirmou: “Se não tem coragem, quer ir para o Senado para quê?”

A ausência dos dois candidatos não é novidade. Mauro já havia faltado a outros debates e chegou a classificar esse tipo de evento como “show de horrores”, além de mencionar a baixa audiência como um dos fatores considerados.

Janaina também não participou de confrontos anteriores realizados durante a campanha.

Enquanto os dois candidatos escolheram seguir suas agendas fora do estúdio, Taques decidiu levar para o palco um espantalho e um gato. Assim, pelo menos os púlpitos não ficaram completamente abandonados.

E, no debate desta quinta-feira, ficou uma dúvida bem mais fácil de responder: quem falou pelos ausentes? Ninguém. Mas Taques tratou de arrumar quem ocupasse os lugares.

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Jornalista: Mika Sbardelott

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ATÉ ZUNIL

Chico Curvo renuncia à candidatura a deputado federal e deixa PSD com vaga aberta

Ex-presidente da Câmara de Várzea Grande havia obtido registro deferido pelo TRE-MT no início de setembro; motivo da desistência ainda não foi informado

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O ex-presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Chico Curvo (PSD), renunciou à candidatura a deputado federal por Mato Grosso nas eleições de 2026.

A desistência consta no sistema da Justiça Eleitoral com a situação “Renúncia”, classificação utilizada quando o candidato apresenta formalmente a desistência e ela é homologada pela Justiça Eleitoral.

Até o início de setembro, o registro de Chico Curvo havia sido deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Em 2 de setembro, o tribunal autorizou a candidatura após julgar improcedente uma impugnação apresentada anteriormente pela Procuradoria Regional Eleitoral.

Motivo da desistência não foi divulgado

Até o momento, não foi informado publicamente o motivo que levou Chico Curvo a desistir da disputa.

A saída ocorre durante a campanha eleitoral e modifica a composição da chapa do PSD para a Câmara dos Deputados em Mato Grosso.

O partido poderá apresentar outro nome para substituir o candidato, conforme as regras da legislação eleitoral. Até o momento, porém, a direção estadual do PSD não se pronunciou sobre a renúncia nem informou se haverá substituição.

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Candidatura havia sido liberada pelo TRE

A renúncia ocorre poucas semanas depois de Chico Curvo ter conseguido autorização da Justiça Eleitoral para disputar a eleição.

Inicialmente, o Ministério Público Eleitoral havia questionado o registro em razão de contas rejeitadas referentes ao período em que Curvo presidiu a Câmara de Várzea Grande.

Durante a tramitação, entretanto, a Procuradoria Regional Eleitoral mudou de entendimento e passou a defender o deferimento da candidatura. O relator, desembargador Marcos Machado, considerou preenchidas as condições de elegibilidade e não identificou causa de inelegibilidade que impedisse a candidatura.

Com a decisão, Chico Curvo estava autorizado a disputar uma das vagas de Mato Grosso na Câmara dos Deputados pelo PSD.

Agora, com a renúncia, o partido terá de reorganizar sua chapa e avaliar os próximos passos para eventual substituição.

A reportagem acompanha novas informações sobre a decisão e aguarda manifestação oficial do PSD e de Chico Curvo sobre o motivo da renúncia.

Jornalista: Mika Sbardelott

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