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PM investiga denúncia de tortura e abuso sexual contra suspeito preso por tráfico em MT

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A Polícia Militar de Mato Grosso instaurou um procedimento administrativo para investigar denúncias de tortura e abuso sexual contra policiais militares acusados de agredir um suspeito de tráfico de drogas preso no município de Denise, a 210 quilômetros de Cuiabá.

Segundo a denúncia, o homem afirmou que os policiais introduziram um cabo de vassoura em seu ânus enquanto ele estava algemado. Após ser encaminhado à delegacia, o suspeito passou por exame de corpo de delito.

A Polícia Civil confirmou que o homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar por tráfico de drogas e levado para a Delegacia de Barra do Bugres. Na unidade policial, o suspeito relatou ao advogado ter sofrido agressões físicas supostamente praticadas pelos militares responsáveis pela condução.

De acordo com a Polícia Civil, conforme o procedimento padrão adotado para todos os conduzidos apresentados nas delegacias, foi solicitado exame de corpo de delito para apurar as alegações.

“Em razão da denúncia envolver policiais militares no exercício da função, o termo de declarações e demais documentos relacionados aos fatos foram encaminhados ao Comando local da Polícia Militar, para conhecimento e adoção das providências cabíveis”, informou a assessoria da Polícia Civil.

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Por meio de nota, a Polícia Militar afirmou que ainda não havia recebido denúncia formal sobre o caso, mas confirmou a abertura de procedimento administrativo para investigar os fatos “com o máximo rigor”.

A corporação destacou ainda que não compactua com abuso de autoridade ou qualquer outro tipo de crime praticado por seus integrantes.

Prisão por tráfico

Segundo a PM, a prisão ocorreu na última sexta-feira (22), durante a Operação CGFRON – Brasil Contra o Crime Organizado, após informações da equipe de inteligência apontarem que uma residência em Denise estaria sendo utilizada para comercialização e distribuição de entorpecentes.

Conforme a denúncia recebida pela polícia, o suspeito seria responsável pela coordenação da distribuição de drogas no município.

As equipes da Força Tática, com apoio da guarnição local, foram até o endereço informado e localizaram o homem em frente à residência. Ao perceber a aproximação dos policiais, ele teria tentado fugir, mas foi abordado.

Durante a revista pessoal, os militares encontraram três pinos de substância análoga à cocaína, cinco porções de maconha e R$ 10 em dinheiro.

Ainda de acordo com a PM, o suspeito resistiu à prisão, sendo necessário o uso moderado da força para contê-lo e algemá-lo.

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Após ser detido, o homem informou aos policiais que havia mais entorpecentes armazenados em seu quarto. Durante buscas na residência, os militares apreenderam outras porções de drogas, 35 pinos de cocaína, 20 porções de maconha, uma balança de precisão, um aparelho celular e dinheiro em espécie.

O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Barra do Bugres junto com o material apreendido. No boletim de ocorrência registrado pela PM não há menção às denúncias de abuso ou tortura.

Nota da Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso informou:

“A Polícia Militar de Mato Grosso informa, por meio da 22ª CIPM de Força Tática, que ainda não recebeu nenhuma denúncia, mas que instaurou um procedimento administrativo para investigar o caso com o máximo rigor.

A PMMT reforça que não coaduna com abuso de autoridade e nenhum tipo de crime cometido por parte de seus integrantes.”

Jornalista: Mika Sbardelott

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PM é preso acusado de liderar esquema de roubo de drogas entre facções em MT

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O policial militar Philippe Thiago Figueiredo foi preso na manhã desta quarta-feira (27) durante a Operação Tu Quoque, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso. Ele é apontado como um dos líderes de um esquema criminoso envolvido no roubo de entorpecentes e tráfico de drogas entre facções rivais no estado.

Segundo as investigações, o militar saía de Cuiabá até o município de Pontes e Lacerda para participar da subtração de carregamentos de drogas pertencentes a uma facção criminosa que atuava na região de fronteira.

A Polícia Civil afirma que, além de participar dos roubos, Philippe também era responsável pela separação e organização dos entorpecentes para que outra equipe da organização realizasse a distribuição das drogas na região metropolitana da Capital.

As investigações apontam que o esquema funcionava em dois núcleos. O primeiro grupo monitorava e identificava os locais utilizados pelas facções como depósitos de drogas na região de fronteira. Já o segundo núcleo, integrado pelo policial militar e outros investigados, executava os roubos dos entorpecentes armazenados.

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Após as ações criminosas, as drogas eram transportadas para outras cidades e redistribuídas para comercialização.

A Operação Tu Quoque cumpre 15 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão domiciliar. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cáceres.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda e Várzea Grande.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e restrições de veículos dos investigados. O valor dos bloqueios pode chegar a R$ 2,5 milhões.

Investigação

A investigação teve início após a prisão de um dos integrantes do grupo criminoso. A partir das apurações, a Polícia Civil conseguiu identificar outros envolvidos e descobrir a ligação entre facções rivais no esquema de roubo, redistribuição e venda de drogas.

Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, os investigados também são suspeitos de lavagem de dinheiro.

Conforme a Polícia Civil, o grupo utilizava familiares, empresas de fachada e até casas de apostas para movimentar e ocultar os valores obtidos com o tráfico de entorpecentes.

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Jornalista: Mika Sbardelott

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