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José Medeiros diz ter procurado Gilmar Mendes após ouvir sobre suposta operação contra ele

Candidato ao Senado afirma que foi pessoalmente a Brasília para questionar ministro do STF. Até o momento, não há prova pública apresentada por Medeiros sobre a existência da suposta articulação

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O candidato ao Senado por Mato Grosso José Medeiros (PL) afirmou, nesta quarta-feira (23), que procurou pessoalmente o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após tomar conhecimento de uma suposta articulação para deflagrar uma operação contra ele durante a reta final da campanha eleitoral.

Segundo Medeiros, a informação chegou até ele antes da divulgação de áudios de conversas que manteve com Chico Mendes (União), prefeito de Diamantino e irmão do ministro do STF.

O candidato afirmou que decidiu ir a Brasília para questionar diretamente Gilmar Mendes sobre a existência de alguma investigação envolvendo seu nome. De acordo com Medeiros, o ministro teria informado que não havia investigação em andamento contra ele.

“A última jogada foi tentar articular uma operação contra mim e assim que soube disso eu fui pessoalmente a Brasília procurar o Ministro Gilmar Mendes”, declarou Medeiros em publicação nas redes sociais.

Até o momento, porém, Medeiros não apresentou documentos ou outras evidências públicas que comprovem a existência da suposta articulação para uma operação contra ele.

Áudios repercutem na campanha

A declaração ocorre em meio à repercussão de áudios atribuídos a Medeiros, divulgados após conversas mantidas com Chico Mendes.

Nas gravações, o candidato faz comentários considerados ofensivos sobre parte dos eleitores que apoiam o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre as expressões utilizadas estão referências a pessoas que seriam “bebedoras de detergente” e a “oradores de alienígenas”.

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Nos mesmos diálogos, Medeiros afirma que não ataca o Supremo Tribunal Federal, embora tenha adotado anteriormente uma postura crítica em relação à Corte e tenha defendido o impeachment de ministros do STF.

A divulgação das gravações passou a integrar o debate eleitoral em Mato Grosso e provocou reações no cenário político.

Candidato contesta ataques e fala em perseguição

Na publicação, Medeiros afirmou que a disputa pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado estaria sendo marcada por ataques pessoais.

O candidato também fez críticas a adversários e afirmou que sua candidatura estaria sendo alvo de uma tentativa de desgaste político. Ele relacionou a situação ao apoio recebido de Jair Bolsonaro para disputar uma das cadeiras do Senado.

Medeiros declarou ainda que sua família e sua vida pessoal estariam sendo alvo de questionamentos durante a campanha.

“Quando fui escolhido pelo capitão Bolsonaro, eu sabia o que enfrentaria”, afirmou.

As acusações feitas pelo candidato contra adversários foram apresentadas por ele em sua manifestação, mas não vieram acompanhadas, na publicação, de documentos que comprovassem as irregularidades mencionadas.

Medeiros cita disputa pelo Senado e STF

Na mesma publicação, o candidato associou a eleição para o Senado em Mato Grosso à relação dos futuros senadores com o Supremo Tribunal Federal.

Medeiros afirmou que, em sua avaliação, os dois senadores que forem eleitos pelo Estado terão entre suas atribuições políticas o enfrentamento de integrantes da Corte e a defesa de pautas ligadas ao campo bolsonarista.

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Ele também voltou a defender Jair Bolsonaro e fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes.

Suposta operação não foi comprovada

Apesar de afirmar que recebeu informações sobre uma possível operação contra sua candidatura, Medeiros não apresentou, até o momento, elementos públicos que comprovem que uma ação policial ou judicial estivesse sendo preparada contra ele.

A informação atribuída ao ministro Gilmar Mendes, de que não haveria investigação em andamento, também foi relatada pelo próprio Medeiros.

O episódio, portanto, reúne até agora a declaração pública do candidato, a repercussão dos áudios e o relato sobre a conversa com o ministro, sem comprovação pública da suposta articulação mencionada por Medeiros.

Campanha entra na reta final

Medeiros afirmou que uma eventual operação contra ele nos últimos dias da campanha poderia, na avaliação do próprio candidato, produzir efeito político contrário ao pretendido por seus adversários.

“Se fizerem uma operação contra mim nesta reta final da campanha, eles vão me eleger”, declarou.

Ao final da publicação, o candidato pediu aos apoiadores que mantenham atenção durante os últimos dias da campanha e reforçou seu alinhamento político com Jair Bolsonaro.

Jornalista: Mika Sbardelott

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Eleição da AMM terá votação complementar nesta quarta, mas resultado continuará sob sigilo judicial

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A eleição da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) terá uma etapa complementar nesta quarta-feira (23). Os prefeitos dos municípios associados que ainda não participaram da votação poderão comparecer à sede da entidade, das 14h15 às 17h, para registrar o voto na disputa pela diretoria.

Apesar da conclusão da votação, o resultado não poderá ser conhecido neste momento. Por determinação judicial, as urnas permanecerão lacradas e não poderão ser abertas, os votos não poderão ser contados e nenhuma chapa poderá ser proclamada ou homologada como vencedora.

A decisão foi tomada nesta terça-feira (22) pelo desembargador Hélio Nishiyama, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O magistrado autorizou exclusivamente a coleta dos votos que ainda faltam, sem permitir, por enquanto, qualquer etapa de apuração.

Dois momentos da votação

A eleição havia sido interrompida no dia 16 de setembro, após a AMM ser notificada de uma ordem judicial. Até aquele momento, 99 votos já haviam sido depositados.

A urna contendo esses votos foi lacrada e permanece sem abertura ou apuração. Para a votação desta quarta-feira, será utilizada uma segunda urna, destinada exclusivamente aos municípios que ainda não votaram.

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Ao final da sessão, essa nova urna também deverá ser lacrada e preservada.

Dessa forma, os votos das duas etapas permanecerão separados e sob custódia, sem qualquer contagem ou divulgação do resultado.

O que está autorizado nesta quarta-feira?

A decisão judicial permite somente a continuidade da coleta dos votos dos municípios que ainda estão aptos a participar do processo eleitoral.

A sessão complementar ocorrerá das 14h15 às 17h.

Estão proibidas, neste momento:

  • a abertura das urnas;
  • a contagem dos votos;
  • a tabulação do resultado;
  • a proclamação da chapa vencedora;
  • a homologação da eleição.

A decisão também determina a preservação de todo o material relacionado ao processo eleitoral.

Na prática, os prefeitos poderão votar e concluir a participação no pleito, mas o resultado permanecerá sob sigilo até que haja uma nova determinação judicial autorizando a apuração.

Chapa única

A disputa pela diretoria da AMM tem chapa única, encabeçada pelo atual presidente da entidade, Hemerson Lourenço Máximo, conhecido como Maninho.

A composição foi registrada para comandar a Associação Mato-Grossense dos Municípios no triênio 2027-2029.

Como existe apenas uma chapa inscrita, a questão judicial não envolve, neste momento, uma disputa entre diferentes chapas, mas a continuidade e a validação do processo eleitoral e de seus procedimentos.

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Questão estatutária ainda será analisada

O desembargador Hélio Nishiyama também não declarou, de forma definitiva, a validade da reforma estatutária relacionada ao processo eleitoral.

Segundo a decisão, a análise definitiva da questão deverá ser realizada pelo relator natural do processo, após a distribuição regular do caso e a manifestação das partes envolvidas, respeitando o contraditório.

Assim, a decisão desta terça-feira tem caráter específico: permite que os municípios que ainda não votaram concluam a votação, mas mantém suspensa a etapa seguinte, que é a apuração.

Eleição continua, mas resultado permanece suspenso

Com a determinação judicial, a eleição da AMM não foi cancelada.

O que foi autorizado é a conclusão da votação pelos municípios que ainda não haviam participado. Os 99 votos já depositados em 16 de setembro e os novos votos desta quarta-feira ficarão em urnas separadas e lacradas.

A apuração e a divulgação do resultado dependerão de uma nova decisão da Justiça.

Até lá, a eleição poderá ser concluída na etapa de votação, mas o resultado permanecerá oficialmente desconhecido.

Jornalista: Mika Sbardelott

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