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Max Russi decide futuro do Podemos entre Pivetta e Wellington em reunião decisiva nesta terça-feira

Presidente estadual da sigla reúne pré-candidatos antes da convenção para definir se mantém aliança com Mauro Mendes ou adere ao projeto de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso.

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O presidente estadual do Podemos, deputado estadual Max Russi, realiza nesta terça-feira (4) uma reunião decisiva com pré-candidatos do partido para definir os rumos da legenda nas eleições estaduais. O encontro acontece na residência do parlamentar, horas antes da convenção partidária, marcada para as 13h.

A principal decisão em pauta é se o Podemos permanecerá na base política do ex-governador Mauro Mendes, apoiando a candidatura de Otaviano Pivetta ao Palácio Paiaguás, ou se romperá com o grupo para integrar a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes.

Nos bastidores, as negociações se intensificaram nas últimas horas. Wellington Fagundes ofereceu ao Podemos a indicação da vaga de vice-governador em sua chapa. Já o grupo de Mauro Mendes e Otaviano Pivetta apresentou como proposta a indicação da segunda suplência na candidatura de Mendes ao Senado, além de apoio político para que Max Russi dispute a reeleição à Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, prevista para fevereiro do próximo ano.

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A possibilidade de o Podemos lançar candidatura própria ao Governo do Estado, com o empresário Elson Ramos, praticamente deixou de ser considerada. Outra alternativa discutida internamente seria a neutralidade da legenda na disputa, cenário que também perdeu força diante das articulações em andamento.

Avaliação estratégica

Segundo interlocutores do Podemos, parte da sigla avalia que uma eventual permanência no grupo liderado por Mauro Mendes poderá manter o partido em uma posição secundária dentro da futura administração estadual.

Nos bastidores, aliados de Max Russi defendem que um eventual apoio à candidatura de Wellington Fagundes representa uma oportunidade de ampliar o protagonismo político da legenda, embora reconheçam que a mudança envolve riscos eleitorais.

De acordo com fontes próximas ao partido, Max Russi pretende ouvir todos os pré-candidatos antes de tomar uma decisão definitiva, buscando construir um consenso interno sobre o posicionamento da sigla.

Na noite de segunda-feira (3), o parlamentar voltou a se reunir com Wellington Fagundes, em encontro realizado na residência do deputado estadual **Eduardo Botelho>. Na ocasião, o senador reafirmou que a vaga de vice-governador continua à disposição do Podemos.

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A expectativa é de que a definição seja anunciada ainda nesta terça-feira durante a convenção estadual do partido, encerrando um dos principais impasses das articulações políticas para as eleições em Mato Grosso.

Jornalista: Luan Schiavon

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Valdemar veta apoio a Pivetta e endurece regras para filiados do PL em Mato Grosso

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O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, determinou que prefeitos, vereadores, deputados e demais filiados da legenda em Mato Grosso não peçam votos para o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo do Estado.

A decisão foi tomada após uma reunião em Brasília com o deputado federal José Medeiros (PL), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e o primeiro-suplente de Medeiros, Odílio Balbinotti Filho. O encontro teve como principal pauta o descontentamento de lideranças do partido com a aliança firmada entre o PL e o MDB, que resultou na composição da chapa de Wellington Fagundes com a deputada estadual Janaina Riva (MDB) como candidata ao Senado.

Segundo José Medeiros, Valdemar Costa Neto deixou claro que não obrigará os integrantes do partido a fazer campanha para Janaina Riva, mas foi categórico ao proibir qualquer manifestação de apoio à candidatura de Otaviano Pivetta.

“Ele foi claro que não irá obrigar ninguém a fazer dobradinha com a candidata do MDB, ou pedir voto para ela. Mas vetou que a gente peça voto para o Pivetta, já que o partido tem candidatura própria”, afirmou Medeiros.

Questionado sobre a possibilidade de abertura de processos disciplinares contra integrantes do PL que criticam a aliança com o MDB, Medeiros afirmou que eventuais punições ocorrerão apenas em casos de apoio ao candidato adversário.

“O presidente foi claro. Se tiver pedido de voto para Pivetta, ele terá que agir”, declarou o parlamentar.

Nos bastidores, a determinação de Valdemar Costa Neto foi interpretada como uma tentativa de reduzir o desgaste interno provocado pela aliança entre PL e MDB. Isso porque diversos prefeitos e lideranças da legenda demonstraram resistência à composição com Janaina Riva.

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Com a orientação da direção nacional, os filiados que não concordam com a parceria não serão obrigados a pedir votos para a candidata do MDB. No entanto, ficam impedidos de declarar apoio ao principal adversário de Wellington Fagundes na corrida ao Palácio Paiaguás.

A aliança entre PL e MDB foi articulada e avalizada pelo próprio Valdemar Costa Neto, que manteve a composição mesmo diante das manifestações contrárias de parte da executiva estadual e de lideranças como José Medeiros durante a convenção do partido.

Jornalista: Mika Sbardelott

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