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Corpo carbonizado é encontrado dentro do porta-malas de carro incendiado

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Um corpo ainda não identificado foi encontrado completamente carbonizado dentro do porta-malas de um veículo incendiado na tarde desta terça-feira (28), na região conhecida como Três Pontes, em Rondonópolis, a 212 quilômetros de Cuiabá. O caso é tratado como suspeito e está sendo investigado pela Polícia Civil.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBM-MT), a equipe foi acionada para combater um incêndio em um Hyundai HB20 branco que estava completamente tomado pelas chamas.

Após controlar o fogo, os militares realizaram uma vistoria no veículo e localizaram um corpo totalmente carbonizado no interior do porta-malas.

Diante da descoberta, a área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil, que realizaram os primeiros levantamentos no local.

Em seguida, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames de necropsia e identificação.

Até o momento, a identidade da vítima não foi confirmada, assim como a causa da morte. Também não há informações sobre a dinâmica do crime ou suspeitos envolvidos.

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A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso e esclarecer as circunstâncias da morte, além de identificar a vítima e os possíveis responsáveis pelo crime.

Jornalista: Mika Sbardelott

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Júri de acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri é suspenso após jurado passar mal em Cuiabá

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O Tribunal do Júri que julga três acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto a tiros em dezembro de 2023, em Cuiabá, foi suspenso nesta quarta-feira (29) após um dos jurados do Conselho de Sentença apresentar problemas de saúde.

Os réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas começaram a ser julgados nessa terça-feira (28). A sessão seria retomada nesta quarta, mas acabou interrompida por decisão do juiz José Mauro Nagib Jorge, que determinou a dissolução do Conselho de Sentença para preservar a saúde dos jurados e dos demais participantes.

Segundo o magistrado, o jurado passou mal durante a madrugada, recebeu atendimento médico da equipe do Tribunal de Justiça e precisará realizar uma tomografia após apresentar comprometimento no peito. A suspeita inicial é de uma infecção viral.

“Um dos jurados sorteados passou mal durante a noite, recebeu atendimento médico por médico da equipe do Tribunal de Justiça, e a indicação médica é para dissolução do Conselho, tendo em vista que o referido jurado está com o peito comprometido, de forma que é urgente que se submeta à tomografia para a verificação de seu quadro de saúde, que, a princípio, é algo viral”, afirmou o juiz.

Na sequência, o magistrado justificou a interrupção dos trabalhos.

“Diante dessa relevante questão, e para preservar a saúde do jurado e dos outros jurados com quem ele tem contato e que podem ser prejudicados pelo quadro viral, bem como de todos os aqui presentes, eu decido pela dissolução do Conselho e designarei outra data, analisando qualquer requerimento na ata”, declarou.

Com a decisão, uma nova data para o julgamento deverá ser marcada pelo Poder Judiciário.

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Primeiro dia de julgamento

No primeiro dia de sessão, foram ouvidas seis testemunhas: o delegado da Polícia Civil Nilson André Farias de Oliveira, o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo, José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto, Lucilene Gonçalves da Silva e o delegado da Polícia Civil Edison Ricardo Pick.

Para esta quarta-feira, estava prevista a oitiva de Coraci Raimundo de Oliveira, testemunha de defesa do réu Hedilerson Fialho Martins Barbosa.

Acusação

Conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os três réus exerceram funções distintas na execução do homicídio.

Antônio Gomes da Silva é apontado como o executor do crime. Segundo a investigação, ele confessou ter efetuado os disparos que mataram Roberto Zampieri após ser contratado para a execução.

Hedilerson Fialho Martins Barbosa, integrante do Exército e instrutor de tiro, foi denunciado como intermediário entre o executor e os supostos contratantes, além de ter fornecido a arma utilizada no assassinato.

Já o coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas responde à acusação de ter articulado e financiado o homicídio, participando da logística da ação e oferecendo recompensa pela morte do advogado.

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Ao todo, nove pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público por envolvimento no caso. Além dos três julgados, também respondem ao processo o produtor rural Aníbal Manoel Laurindo e a esposa, Elenice Ballarotti Laurindo, apontados como mandantes do crime, além de Gilberto Louzada da Silva, Peterson Venites Komel Junior, Salezia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater, acusados de prestar apoio logístico e operacional.

Até o momento, apenas Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas foram levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Segundo o MPMT, o assassinato de Roberto Zampieri foi motivado por uma disputa judicial envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, localizada em Ribeirão Cascalheira, avaliada em cerca de R$ 100 milhões. O advogado atuava na defesa da parte contrária aos interesses do produtor rural Aníbal Manoel Laurindo, que havia perdido a posse provisória da propriedade.

Ainda de acordo com a denúncia, os supostos mandantes teriam pago R$ 124.250 antes da execução e mais R$ 60 mil após a consumação do crime.

Jornalista: Mika Sbardelott

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