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Vice de Abilio reage após ataque político: “Cadê a gestão?”

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A vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa (MDB), respondeu às declarações do prefeito Abilio Brunini (PL) após ser citada em uma publicação sobre a aproximação política entre MDB e PL. O embate ganhou força depois que o prefeito relembrou antigos atritos entre lideranças das duas siglas para questionar a aliança em construção.

Em entrevista, Vânia negou ter feito críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que suas manifestações sempre foram direcionadas exclusivamente à administração municipal conduzida por Abilio.

“Eu falo do Abilio porque é da gestão, ele é gestor da minha cidade. Eu estou aqui na gestão. Do Bolsonaro nunca falei, ele é um mito”, declarou.

A vice-prefeita afirmou que sua única ressalva dentro do campo bolsonarista é em relação às pessoas que utilizam o nome do ex-presidente como instrumento político.

“Eu nunca fui contra ele, contra a pessoa que ele é, contra a gestão que ele fez. Eu critico os bolsonaristas que usam o nome dele para tudo. Então, assim, eu fico chateada com esse uso do nome dele”, disse.

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Críticas à administração

Apesar da defesa de Bolsonaro, Vânia endureceu o tom ao avaliar a gestão municipal. Segundo ela, a constante troca de secretários demonstra falta de planejamento e compromete a entrega de resultados para a população.

“Cadê a gestão? Cadê? Aparece realmente serviço? Eu fico olhando essa troca de cadeiras o tempo todo, os secretários. Parece que a gente está vivendo um amadorismo”, afirmou.

A vice também voltou a reclamar da falta de espaço dentro da administração e disse que nunca teve oportunidade de exercer efetivamente as atribuições do cargo.

“Deixar um vice-prefeito sem função é muito imoral. Eu não tenho nenhuma culpa porque eu não tive oportunidade mínima de participar de gestão. A pessoa não tem capacidade de sentar frente a frente, fazer uma discussão saudável. Olha, é melhor para isso, é melhor para esse lado, é melhor para aquele”, argumentou.

Aliança entre MDB e PL

Sobre a aproximação entre MDB e PL, Vânia avaliou que não vê impedimentos para que partidos de diferentes espectros políticos construam alianças, ressaltando que a política exige diálogo e composição.

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“Toda coligação pode dar certo. Política não se faz sozinho. Não vai ser um time só. Time não joga sozinho”, afirmou.

Apesar de considerar a movimentação legítima, a vice-prefeita reconheceu que a mudança representa uma alteração significativa no cenário político.

“É uma guinada, assim, repentina, mas não que não seja estratégica”, concluiu.

As declarações evidenciam o distanciamento político entre Vânia Rosa e o prefeito Abilio Brunini, mesmo ambos integrando a administração municipal. O episódio também ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026, período em que alianças partidárias e reposicionamentos políticos têm movimentado o cenário em Mato Grosso.

 

 

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Cuiabana pode se tornar a primeira mulher da capital a disputar a Vice-Presidência da República

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A administradora e advogada cuiabana Marina Candia Figueiredo (PSDB) passou a integrar a lista de nomes avaliados pelo Partido Liberal (PL) para compor a chapa presidencial encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo e faz parte das articulações da legenda para definir a candidatura à Vice-Presidência da República.

Segundo a publicação, o PL busca um nome feminino capaz de ampliar o diálogo com partidos de centro e fortalecer a composição eleitoral para a disputa presidencial.

Natural de Cuiabá, Marina Candia é formada em Direito e Administração e atua em projetos sociais e iniciativas voltadas ao empreendedorismo e ao protagonismo feminino. Ela também é esposa do ex-prefeito de Maceió (AL), JHC, uma das principais lideranças do PSDB no Nordeste.

Feito inédito para Mato Grosso

Caso a composição seja confirmada durante as convenções partidárias, que se encerram nesta quarta-feira (5), Marina poderá se tornar a primeira mulher nascida em Cuiabá a integrar uma chapa presidencial na história do Brasil.

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A eventual indicação também representaria um espaço de destaque para Mato Grosso na disputa nacional, colocando uma representante do Estado entre os principais nomes da corrida ao Palácio do Planalto.

Estratégia do PL

A escolha de uma vice mulher faz parte da estratégia do Partido Liberal para ampliar sua presença junto ao eleitorado feminino e construir alianças além da base tradicional da legenda.

Nos bastidores, o nome de Marina Candia é visto como uma alternativa capaz de aproximar o PL de setores do centro político, sem romper com o perfil conservador defendido pelo partido.

Resistência no PSDB

Apesar das articulações, a possível composição enfrenta obstáculos dentro do próprio PSDB. Lideranças da sigla discutem a possibilidade de manter neutralidade na eleição presidencial, o que pode dificultar uma eventual liberação de filiados para integrar chapas de outros partidos.

A definição sobre a candidatura dependerá das decisões das convenções partidárias e das negociações entre as direções nacionais das legendas envolvidas. Até o momento, não há confirmação oficial do PL nem do PSDB sobre a indicação de Marina Candia para a Vice-Presidência da República.

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Jornalista: Luan Schiavon

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