73 diagnósticos de câncer: Hilária Mireski revela como transformou dor em força para continuar vivendo
Hilária Mireski convive há anos com uma síndrome genética rara, passou por diversas cirurgias e afirma que a fé e a vontade de viver são fundamentais para continuar
Ser diagnosticada com câncer uma vez já é uma experiência capaz de mudar uma vida. Imagine passar por esse diagnóstico dezenas de vezes.
Essa é a realidade vivida por Hilária Mireski, que já enfrentou 73 tumores ao longo de sua trajetória e precisou passar por inúmeras cirurgias, incluindo procedimentos que resultaram na perda de um olho e de parte do nariz.
Mas a história de Hilária não se resume aos diagnósticos.
Mesmo diante das transformações provocadas pela doença, ela continua trabalhando, fazendo planos e encontrando motivos para agradecer pela vida. A fé é uma das principais forças que, segundo ela, ajudam a seguir em frente.
Uma batalha que mudou o corpo e a rotina
Hilária convive com a síndrome de Gorlin-Goltz, uma condição genética rara associada ao desenvolvimento de tumores, especialmente na pele.
Ao longo dos anos, foram tratamentos, cirurgias e períodos de recuperação que transformaram sua rotina e também sua relação com a própria imagem.
A perda de um olho e parte do nariz trouxe mudanças profundas. Além da recuperação física, Hilária precisou enfrentar outro desafio: aprender a lidar com o olhar das outras pessoas.
O preconceito por trás das cicatrizes
A aparência de Hilária também se tornou alvo de comentários e julgamentos.
Nas redes sociais, ela já relatou ter sido chamada por nomes ofensivos por causa das mudanças provocadas pela doença.
Para ela, porém, as cicatrizes representam uma parte de sua história — e não aquilo que define quem ela é.
A experiência levanta uma questão que ultrapassa o câncer: por que tantas pessoas ainda julgam alguém pela aparência sem conhecer a história que existe por trás dela?
Não é uma história de tristeza
Apesar de todos os desafios, Hilária faz questão de mostrar que sua trajetória não deve ser vista apenas pelo sofrimento.
Ela continua trabalhando, sonhando e acreditando no futuro.
A cada novo dia, a mensagem que procura transmitir é de gratidão pela oportunidade de continuar vivendo.
Mais do que falar sobre os 73 diagnósticos, sua história fala sobre fé, autoestima, preconceito, recomeços e a escolha de continuar.
Hilária no Conexão Materna
No Conexão Materna, Hilária abre o coração e conta detalhes de uma trajetória marcada por desafios, mas também por muita força.
Na entrevista, ela fala sobre a infância, família, doença, cirurgias, mudanças no rosto, autoestima, preconceito, fé, trabalho e os sonhos que ainda deseja realizar.
A conversa também mostra a mulher que existe por trás das cicatrizes e dos números.
Assita o vídeo:
Depois de tudo o que viveu, Hilária deixa uma mensagem que resume sua trajetória: a doença pode transformar o corpo, mas não precisa determinar o fim da história.
Sua caminhada mostra que, mesmo diante de circunstâncias extremamente difíceis, ainda pode existir espaço para fé, sonhos, trabalho e vontade de viver.
Conexão Materna — histórias que precisam ser ouvidas.
Podcast Conexão Materna e Colégio Porto Gaspar debatem a importância da parceria entre família e escola
Conexão Materna reúne representantes do Colégio Porto Gaspar para discutir ensino integral, participação dos pais, disciplina e desenvolvimento dos alunos
A rotina das famílias mudou. Com pais e mães cada vez mais inseridos no mercado de trabalho e com jornadas que muitas vezes ocupam grande parte do dia, as crianças passam mais tempo na escola e o ensino integral tornou-se uma realidade para muitas famílias.
Diante desse cenário, uma questão ganha cada vez mais espaço no debate sobre educação: como aproximar família e escola para que as duas instituições trabalhem juntas na formação das crianças e dos adolescentes?
Esse foi um dos principais temas abordados pelo Conexão Materna, que recebeu Márcia Magalhães Oliveira, secretária do Colégio Porto Gaspar, e Anselmo Sauder, diretor da instituição, para uma conversa sobre educação, participação familiar e os desafios enfrentados por pais e educadores.
Durante o episódio, a discussão parte de uma realidade comum: em muitas famílias, os filhos permanecem durante grande parte do dia no ambiente escolar. Nesse contexto, a escola assume uma presença significativa na rotina das crianças, acompanhando atividades pedagógicas, convivência, comportamento e diferentes etapas do desenvolvimento.
A ampliação desse tempo, no entanto, também reforça a necessidade de diálogo com os pais. A proposta discutida no programa é que o ensino integral seja compreendido como uma ferramenta de apoio às famílias, e não como uma substituição do papel familiar.
Família e escola precisam trabalhar juntas
A participação dos pais na vida escolar vai além do acompanhamento das notas ou das tarefas de casa. Conhecer a rotina dos filhos, manter diálogo com professores, participar das reuniões e procurar a escola quando surgem dificuldades são atitudes que podem contribuir para uma relação mais próxima.
Da mesma forma, cabe à escola manter canais de comunicação com as famílias e compartilhar informações importantes sobre o desempenho, o comportamento e as necessidades dos alunos.
A construção dessa relação pode ser especialmente importante quando surgem dificuldades de aprendizagem ou mudanças de comportamento.
Em vez de enxergar a situação apenas como um problema da família ou da escola, a proposta é buscar uma atuação conjunta, colocando o aluno no centro da discussão.
Ensino integral e a responsabilidade compartilhada
O ensino integral também levanta questionamentos sobre os limites e as responsabilidades de cada lado.
A escola participa de maneira intensa da rotina da criança, mas a formação dos valores, dos vínculos familiares, dos limites e do acompanhamento da vida dos filhos continua envolvendo a família.
Para os pais que trabalham durante todo o dia, a questão também passa pela qualidade da presença. Mesmo com uma rotina apertada, momentos de conversa, acompanhamento e interesse pela vida escolar podem contribuir para que a criança perceba que família e escola estão conectadas.
Nesse sentido, a discussão proposta pelo Conexão Materna não trata de escolher entre família ou escola, mas de compreender como as duas podem atuar de maneira complementar.
Disciplina também exige diálogo
Outro ponto abordado é a disciplina.
Regras estabelecidas pela escola precisam ser compreendidas e acompanhadas pelas famílias, assim como os limites estabelecidos em casa precisam ser conhecidos e respeitados no ambiente escolar.
Quando pais e educadores conseguem dialogar sobre essas questões, o aluno passa a receber orientações mais coerentes em diferentes ambientes.
A disciplina, nesse contexto, deixa de ser vista apenas como punição e passa a envolver responsabilidade, respeito, convivência e compreensão das consequências das próprias atitudes.
O aluno no centro
A relação entre família e escola também envolve desafios relacionados à tecnologia, ao uso de celulares, à concentração, ao desempenho acadêmico e às mudanças de comportamento.
Por isso, a comunicação entre pais e educadores se torna uma ferramenta importante para identificar dificuldades e buscar soluções antes que pequenos problemas se transformem em situações maiores.
A principal reflexão levantada pelo episódio é que a escola pode ensinar, orientar e contribuir de maneira significativa para a formação dos alunos, mas a participação da família continua sendo fundamental.
Mais do que estabelecer onde começa ou termina a responsabilidade de cada um, a proposta é construir uma relação de parceria.
Uma conversa necessária
Ao colocar família e escola no centro do debate, o Conexão Materna amplia uma discussão que interessa diretamente aos pais: como garantir que crianças e adolescentes tenham não apenas acesso à educação, mas também acompanhamento, limites, acolhimento e presença ao longo de sua formação?
A resposta passa pelo diálogo.
Quando pais e escola compartilham informações, estabelecem objetivos e trabalham juntos diante dos desafios, o principal beneficiado é o aluno.
Porque educar não precisa ser uma responsabilidade disputada entre família e escola. Pode — e deve — ser uma construção conjunta.
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