A cuiabana Marina Antunes Cândia e Figueiredo, conhecida eleitoralmente como Marina JHC (PSDB), ganhou espaço na reta final da disputa pelo Senado em Alagoas e aparece numericamente à frente de dois dos nomes mais tradicionais da política alagoana: o senador Renan Calheiros (MDB) e o deputado federal Arthur Lira (PP).
De acordo com levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado nesta quarta-feira (30), Marina registra 45,6% das intenções de voto, contra 41,6% de Arthur Lira e 36,9% de Renan Calheiros. A pesquisa ouviu 1.400 eleitores em 59 municípios de Alagoas entre os dias 26 e 29 de setembro, com margem de erro de 2,7 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número AL-01237/2026.
Apesar da liderança numérica de Marina, os três primeiros colocados estão dentro da margem de erro e, portanto, aparecem em situação de empate técnico no levantamento.
A disputa tem uma particularidade: neste domingo (4), os eleitores de Alagoas escolherão dois senadores. Com isso, a presença de três candidatos com percentuais próximos mantém aberta a disputa pelas duas cadeiras.
Crescimento nas pesquisas
O desempenho de Marina também aparece em outros levantamentos divulgados nas últimas semanas.
Na pesquisa Quaest, divulgada em 25 de setembro, Marina e Arthur Lira registraram 20% cada, enquanto Renan Calheiros apareceu com 17%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os três estavam tecnicamente empatados. O estudo ouviu 804 eleitores e está registrado no TSE sob o número AL-09692/2026.
Já o RealTime Big Data apontou Marina com 23%, Renan com 22% e Lira com 20%. A margem de erro era de dois pontos percentuais, mantendo os três em situação de empate técnico. A pesquisa, realizada com 1.600 eleitores, está registrada sob o número AL-06597/2026.
No levantamento mais recente do Paraná Pesquisas, além de Marina, Lira e Renan, aparecem Davi Davino Filho (Republicanos), com 22,9%, Dr. Wanderley (MDB), com 15,2%, Alexandre Fleming (UP), com 1,1%, e Mariedson (Democrata), com 0,4%. Outros 5,4% disseram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 4,2% não souberam ou não opinaram.
Da Cidade Alta, em Cuiabá, para a política alagoana
A trajetória de Marina chama atenção também pela origem. Aos 35 anos, ela nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, e é neta do ex-vice-governador mato-grossense José Monteiro de Figueiredo, o doutor Zelito, que ocupou o cargo entre 1971 e 1975.
Formada em Direito e Administração, Marina nunca havia ocupado cargo eletivo antes da atual candidatura. Ela se mudou para Maceió em 2020, depois que o marido, João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), assumiu a Prefeitura de Maceió.
Na campanha, adotou o nome Marina JHC na urna e apresenta-se como uma alternativa de renovação na política alagoana. A candidatura ao Senado foi confirmada apenas no último dia permitido para o registro das chapas.
Marina também integra a mesma chapa política de Arthur Lira em Alagoas e participa de atos ao lado do deputado. A ascensão nas pesquisas, porém, colocou seu nome diretamente no centro da disputa pelas duas cadeiras do Senado.
Disputa entra na fase decisiva
Com a eleição marcada para domingo, os números dos últimos levantamentos mostram uma disputa concentrada entre Marina JHC, Arthur Lira e Renan Calheiros, embora as pesquisas apresentem metodologias, períodos de coleta e margens de erro diferentes.
O cenário divulgado pelo Paraná Pesquisas coloca a cuiabana numericamente na primeira posição, mas a margem de erro impede tratar a diferença como uma vantagem estatisticamente consolidada sobre os adversários.
A definição das duas vagas ficará para as urnas neste domingo (4).
Jornalista: Mika Sbardelott
Clique aqui e receba notícias do VOZMT no seu celular