Enildes Corrêa alerta para a violência doméstica antes do su1c1d10: “O que aconteceu antes?”
Administradora, cronista e ativista na defesa da vida e dos direitos das mulheres, Enildes Corrêa propõe uma reflexão sobre a violência psicológica, o sofrimento silencioso e os sinais que muitas vezes passam despercebidos. O tema será debatido no podcast Conexão Materna, apresentado por Mirian Marques.
A violência doméstica nem sempre deixa marcas visíveis. Muitas vezes, ela começa com humilhações, ameaças, controle excessivo, chantagens emocionais e isolamento. São comportamentos que podem destruir a autoestima de uma mulher e permanecer invisíveis aos olhos de familiares, amigos e da própria sociedade.
É sobre essa realidade que Enildes Corrêa chama a atenção em seu artigo “Antes do su1c1d10, a violência doméstica”. A autora propõe uma reflexão sobre a importância de olhar para a história de uma mulher, investigar o contexto em que ela vivia e considerar possíveis situações de violência ao tentar compreender uma morte por su1c1d10.
A reflexão ganha espaço no podcast Conexão Materna, apresentado pelas jornalistas Mirian Marques e Letícia Ojeda, em uma entrevista dedicada à violência contra a mulher, ao sofrimento emocional e à necessidade de fortalecer a prevenção e as redes de proteção.
Enildes Corrêa questiona o que acontece antes do sofrimento chegar ao limite
Em sua abordagem, Enildes chama a atenção para uma pergunta que nem sempre recebe a devida atenção: o que aconteceu antes de uma mulher chegar a uma situação extrema de sofrimento?
A proposta é ampliar o olhar para além do episódio final e considerar os acontecimentos que podem ter marcado a trajetória daquela mulher. Histórico de violência, ameaças, perseguição, humilhação e controle são aspectos que merecem atenção quando existem indícios dessas situações.
A discussão não significa atribuir uma morte a uma única causa, já que o su1c1d10 é um fenômeno complexo e multifatorial. O objetivo é destacar que possíveis situações de violência também precisam ser consideradas e investigadas, quando pertinentes.
Violência psicológica: marcas que nem sempre aparecem
Outro ponto importante levantado pela discussão é a violência psicológica, que pode se manifestar por meio de comportamentos como desqualificar constantemente a companheira, controlar suas amizades, restringir sua liberdade, fazer ameaças e tentar afastá-la de sua rede de apoio.
Em determinadas relações abusivas, os filhos também podem ser utilizados como instrumento de pressão e chantagem emocional, aumentando o medo e dificultando a busca por ajuda.
A dificuldade de reconhecer essas situações contribui para que muitas mulheres permaneçam em relacionamentos abusivos sem conseguir falar abertamente sobre o que estão vivendo.
Por isso, a reflexão proposta por Enildes também convida a sociedade a rever julgamentos comuns, como questionar por que uma mulher não deixou o relacionamento, sem considerar os obstáculos, as ameaças e as condições emocionais e financeiras que podem estar envolvidos.
Crianças e famílias também precisam de proteção
A violência dentro de casa não afeta apenas o casal. Crianças que presenciam ameaças, agressões e humilhações contra a mãe também podem sofrer consequências emocionais, mesmo quando não são agredidas diretamente.
O tema reforça a importância de familiares, amigos, profissionais e instituições saberem identificar sinais de alerta e oferecer apoio sem culpabilizar a mulher.
Para Enildes, a discussão sobre violência doméstica precisa envolver não apenas a responsabilização dos agressores, mas também a prevenção, o acolhimento e o fortalecimento das políticas públicas de proteção.
Uma reflexão que precisa chegar a mais pessoas
Ao levar o tema ao Conexão Materna, Enildes Corrêa amplia o alcance de uma discussão que exige sensibilidade e responsabilidade. Sua reflexão convida o público a prestar atenção ao sofrimento que pode existir por trás das aparências e à importância de ouvir mulheres que enfrentam situações de violência.
A entrevista também busca estimular uma mudança de perspectiva: em vez de julgar quem sofre, é necessário compreender sua realidade, reconhecer sinais de violência e facilitar o acesso à ajuda.
Mulheres que precisam de orientação podem procurar a Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.
O artigo de Enildes Corrêa e sua participação no Conexão Materna reforçam uma mensagem essencial: reconhecer a violência, ouvir sem julgar e oferecer apoio são atitudes fundamentais para proteger mulheres e crianças.
Conexão Materna alerta: seu filho enxerga bem? Oftalmologista explica sinais que os pais não podem ignorar
cast Conexão Materna, a Dra. Giovana Marchezine esclarece dúvidas sobre a primeira consulta oftalmológica do bebê, estrabismo, miopia, uso de telas e cuidados essenciais com a visão infantil.
A visão das crianças exige atenção desde os primeiros meses de vida. Mas você sabe quando deve levar seu bebê ao oftalmologista pela primeira vez? E quais sinais podem indicar que seu filho está com dificuldades para enxergar?
Essas e outras perguntas são tema de um episódio especial do podcast Conexão Materna, que recebe a Dra. Giovana Marchezine, oftalmopediatra especialista em estrabismo infantil e adulto, para uma conversa sobre prevenção, diagnóstico e cuidados com a saúde visual de crianças e adultos.
Durante a entrevista, a médica esclarece dúvidas frequentes de mães e pais e explica por que acompanhar o desenvolvimento da visão é fundamental, mesmo quando a criança não apresenta queixas aparentes.
Conexão Materna aborda os sinais de alerta na visão infantil
Nem sempre uma criança consegue perceber ou comunicar que está enxergando mal. Por isso, alguns comportamentos merecem atenção dos responsáveis, como apertar os olhos com frequência, aproximar muito o rosto de livros ou telas e apresentar dificuldades em atividades que exigem visão de longe.
Esses sinais não significam necessariamente a existência de um problema visual, mas podem indicar a necessidade de uma avaliação oftalmológica.
No Conexão Materna, a Dra. Giovana também explica a importância de identificar possíveis alterações durante a infância, período essencial para o desenvolvimento visual.
Estrabismo: muito além da estética
Outro destaque da entrevista é o estrabismo, condição caracterizada pelo desalinhamento dos olhos e que ainda é frequentemente interpretada apenas como uma questão estética.
Dependendo do caso, o estrabismo pode prejudicar o desenvolvimento da visão binocular. Por isso, a avaliação especializada é importante para identificar a condição e definir o tratamento adequado.
A médica também aborda as possibilidades de tratamento em crianças e adultos, explicando que a conduta depende de cada situação e que nem todos os casos exigem cirurgia.
Celular, televisão e miopia: o que os pais precisam saber?
A presença de celulares, tablets e computadores na rotina das famílias levanta dúvidas sobre os possíveis impactos na saúde visual das crianças.
No episódio do Conexão Materna, a especialista aborda os hábitos que merecem atenção, a importância das atividades ao ar livre e as preocupações relacionadas à miopia infantil.
A conversa também esclarece mitos sobre o uso de óculos e reforça que a ausência de reclamações não significa, necessariamente, que a criança esteja enxergando perfeitamente.
Uma conversa importante para toda a família
Com uma proposta de informação e orientação, o Conexão Materna busca aproximar o conhecimento médico da realidade das famílias, incentivando mães, pais e responsáveis a observarem o desenvolvimento dos filhos e procurarem orientação profissional sempre que necessário.
O episódio completo com a Dra. Giovana Marchezine está disponível no canal do YouTube do podcast Conexão Materna.
Uma conversa essencial para quem deseja compreender melhor a saúde visual das crianças e saber como cuidar dos olhos desde os primeiros anos de vida.
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