Carlos Sirena

A Interiorização da Violência: O Alerta Vermelho de Pontes e Lacerda

Published

on

Como ex-prefeito, conheço de perto a realidade dos nossos municípios. Sei que a vida no interior de Mato Grosso é movida pelo trabalho, pela esperança das famílias e pelo desejo de um futuro melhor para nossos filhos. No entanto, tenho acompanhado, com profunda indignação e preocupação, um fenômeno que está mudando a face das nossas cidades: a migração desenfreada das facções criminosas da capital em direção ao interior. Segundo os dados do 7º Anuário da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso(Sesp) apontam uma taxa de 39,2 assassinatos por 100 mil habitantes – índice mais alto do estado. E colocam além de Pontes e Lacerda no topo, cidades como Juina, em quinto lugar, Tangará da Serra, em sexto, Sinop em oitavo, e Cuiabá na décima terceira posição entre as quinze primeiras colocadas. Essa configuração geográfica dos índices de criminalidade reforça a necessidade urgente de estratégias direcionadas para o interior, onde a dinâmica das ocorrências exige um olhar atento às especificidades socioeconômicas e de ocupação urbana que permeiam essas localidades.

Leia Também:  Por que torcer pelo Brasil? O próximo lance pode mudar a história

Esses dados mostram que o cenário de violência que transformou Pontes e Lacerda na região mais letal do nosso estado não é um caso isolado. É o sintoma de uma doença que se espalha silenciosamente pelas rodovias e estradas vicinais. O que antes víamos restrito aos grandes centros urbanos agora bate à porta das nossas casas no interior. A disputa por território, o tráfico de entorpecentes e a presença ostensiva do crime organizado estão sequestrando a paz do cidadão mato-grossense.

O Interior não pode ser refém

Não podemos aceitar que a nossa vocação, que é produzir e prosperar, seja sufocada pela insegurança. Quando facções se instalam em municípios do interior, elas não apenas trazem a morte e o conflito, elas destroem a economia local, afastam investimentos e intimidam o homem do campo e o pequeno comerciante. A “guerra” que hoje sangra nessas cidades é um aviso de que, se não agirmos agora com firmeza e planejamento, nenhuma cidade estará imune.

A segurança pública não pode ser tratada de forma centralizada. O crime se modernizou, se expandiu e mudou suas táticas. Nós, enquanto sociedade e poder público, precisamos estar dois passos à frente.

Leia Também:  Empreender na educação: liderança, propósito e impacto social

Para combater esse avanço, não bastam discursos; precisamos de uma estratégia de Estado que priorize a inteligência e a presença efetiva.

A segurança é o alicerce fundamental de qualquer sociedade. Se não tivermos o direito de ir e vir, se o medo dominar as nossas praças e comércios, tudo o que construímos até aqui estará em risco.

Não vamos entregar o nosso interior para o crime. Nossas cidades merecem a paz que construímos com tanto suor. É hora de união, de prosperar, de coragem e, acima de tudo, de ação.

Carlos Sirena
Ex-prefeito de Juara e pré-candidato a deputado estadual.

Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos

Por que torcer pelo Brasil? O próximo lance pode mudar a história

Published

on

A cada quatro anos, quando a Seleção Brasileira entra em campo em uma Copa do Mundo, renasce um sentimento que vai muito além do futebol. Não se trata apenas de acompanhar uma partida, discutir escalações ou analisar estatísticas. Torcer pelo Brasil é exercitar algo que a vida exige diariamente de todos nós: a capacidade de acreditar. Porque o que está em jogo é muito mais do que uma partida de futebol. É a certeza de que vale a pena sonhar.

É preciso acreditar. É preciso ter expectativas. É preciso sonhar.

Sonhar com dias melhores, com pequenas e grandes conquistas, com encontros e reencontros, com reconciliações, oportunidades e novos começos. Somos movidos por desejos que nos impulsionam a seguir em frente, mesmo diante das incertezas da vida.

Talvez seja por isso que a Copa do Mundo desperte emoções tão intensas. Durante noventa minutos, milhões de pessoas compartilham um mesmo desejo. O resultado é desconhecido. Os obstáculos são reais. O adversário pode parecer mais forte, mas não deixamos de torcer. A expectativa da vitória aquece os corações e transforma cada lance em motivo para acreditar.

Leia Também:  Por que torcer pelo Brasil? O próximo lance pode mudar a história

Muitas vezes ouvimos que não temos a melhor Seleção, que faltam craques ou que os tempos de glória ficaram para trás. Ainda assim, quando a bola começa a rolar, algo muda. Continuamos esperando um grande lance, um gol improvável, uma vitória capaz de reacender a confiança do torcedor.

E o futebol imita perfeitamente a vida. Nem sempre temos as melhores condições, os melhores recursos ou as maiores certezas. Ainda assim, seguimos em frente. Fazemos planos, buscamos novas oportunidades, enfrentamos desafios e apostamos nossas esperanças em dias melhores. Esse é o retrato da nossa jornada. Estamos sempre em campo, apostando nossas fichas em um resultado que ainda não se escreveu. E, assim como acontece no futebol, seguimos acreditando que o próximo lance pode mudar a história.

Ao torcer pela Seleção, reafirmamos nossa capacidade de sonhar, de esperar e de acreditar que o próximo desafio pode, enfim, ser a oportunidade que mudará nossa história.

Enquanto houver um brasileiro disposto a acreditar, haverá sempre uma razão para torcer. Torcer pela Seleção, pelo Brasil e pelos nossos sonhos.

Leia Também:  Empreender na educação: liderança, propósito e impacto social

(*) ANDRÉA MARIA ZATTAR é Advogada trabalhista e previdenciarista, membro da Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica – ABMCJ; articulista e ativista em causas sociais.

Continue Reading

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

MUNICÍPIOS

MAIS LIDAS DA SEMANA