Policial

Justiça solta piloto preso por atropelamento em autódromo de Cuiabá

Published

on

O piloto de Stock Car Rodrigo Guerke Vieites Gil, conhecido como Rodrigo Gil, de 44 anos, preso após atropelar uma controladora de acesso durante o evento da Stock Car Pro Series, em Cuiabá, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça após audiência de custódia realizada por videoconferência. Durante o procedimento, ele informou fazer uso de medicamentos controlados para tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e ansiedade.

A decisão foi assinada pelo juiz Valter Fabricio Simioni da Silva, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá. O magistrado homologou a prisão em flagrante, mas acolheu manifestação do Ministério Público e da defesa para conceder a soltura mediante pagamento de fiança equivalente a 3,5 salários mínimos.

Além da fiança, Rodrigo deverá cumprir medidas cautelares, entre elas a proibição de frequentar bares, boates, prostíbulos e estabelecimentos similares enquanto o caso estiver em investigação.

Ameaça antes do atropelamento

Rodrigo foi preso no sábado (21), durante a realização da Stock Car Pro Series. Conforme o boletim de ocorrência, policiais militares que atuavam na segurança do evento foram acionados após uma funcionária relatar que uma colega havia sido atropelada por um motorista que tentava acessar uma área restrita do autódromo.

Leia Também:  Mulher morre após ser esmagada por caminhonete enquanto retirava entulhos

A vítima, identificada como Emanoelly, trabalhava no controle de acesso quando o piloto tentou entrar no local conduzindo uma Chevrolet Spin branca. Segundo testemunhas, ele foi impedido porque não possuía a credencial necessária para acessar a área.

Ainda de acordo com os relatos, Rodrigo teria se exaltado ao ser informado da restrição e insistido para entrar. Em determinado momento, acelerou o veículo e atingiu a controladora de acesso, além de derrubar cones de sinalização.

Quando os policiais chegaram ao local, encontraram a vítima sendo socorrida por colegas de trabalho, enquanto o veículo permanecia parado sobre um dos cones utilizados no bloqueio.

Mensagem comprometedora

O responsável pelo controle de acesso do evento, identificado como Bruno, relatou à polícia que recebeu mensagens enviadas por Rodrigo pedindo a liberação imediata da entrada.

Segundo o depoimento, após ser informado de que precisaria aguardar autorização, o piloto teria enviado uma mensagem afirmando: “Vou passar por cima da menina aqui”.

A declaração passou a integrar os elementos analisados pelas autoridades durante a apuração do caso.

Leia Também:  Defesa de Ulisses Rabaneda diz que honorários foram legais e declarados após operação da PF

Investigação continua

A vítima recebeu atendimento inicial no ambulatório do evento. A equipe médica constatou suspeita de fratura no joelho e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que a encaminhou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão.

Rodrigo foi conduzido à Central de Flagrantes e autuado por tentativa de homicídio.

Na decisão, o juiz destacou que o laudo médico preliminar apontou lesões nos membros inferiores da vítima, sem confirmação de fraturas até o momento, circunstância que ainda deverá ser esclarecida ao longo da investigação.

Como o Ministério Público não solicitou a conversão da prisão em preventiva e se manifestou favoravelmente à liberdade provisória, a Justiça determinou a soltura do investigado mediante o cumprimento das condições impostas.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias do atropelamento e a eventual responsabilidade criminal do piloto.

Advertisement

Policial

Procurador-geral de MT pede exoneração um dia após ser alvo da Operação Heritage

rancisco Lopes foi alvo de medidas autorizadas pelo STF em investigação sobre acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a Oi; governador Pivetta nomeou Felipe Florêncio para comandar a PGE

Published

on

O procurador-geral do Estado de Mato Grosso, Francisco de Assis da Silva Lopes, pediu exoneração do cargo de chefia da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) nesta sexta-feira (7), um dia após ser alvo da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas relacionadas a um acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora de telefonia Oi.

O pedido de exoneração foi aceito pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que nomeou o procurador Felipe Florêncio para assumir o comando da PGE.

Ao anunciar a saída de Francisco Lopes, Pivetta fez um agradecimento público ao ex-procurador-geral e destacou sua trajetória à frente da instituição.

“Nós todos que conhecemos você sabemos o quanto você serviu esse Estado, teu caráter irretocável, a lealdade ao povo de Mato Grosso”, declarou o governador.

Alvo de medidas autorizadas pelo STF

Francisco Lopes foi um dos alvos das medidas cautelares autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da investigação que apura possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada.

A operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Também foram determinadas medidas como quebra de sigilos, bloqueio de bens de até R$ 316 milhões, recolhimento de passaportes e outras cautelares.

Apesar de ter sido alvo da investigação, Francisco Lopes não foi afastado da função por determinação judicial. Ao analisar o pedido da Polícia Federal, Flávio Dino rejeitou o afastamento do então procurador-geral.

“Indefiro o pedido de suspensão do exercício da função pública”, registrou o ministro em sua decisão.

A decisão também alcançou outros investigados.

Acordo de R$ 308 milhões com a Oi

Segundo a decisão do STF, a investigação está relacionada a um termo de autocomposição firmado em abril de 2024 entre o Estado de Mato Grosso e a Oi S.A.

Leia Também:  MP aponta infiltrações, risco de incêndio e pede fechamento da Rodoviária do Coxipó

Pelo acordo, o Estado reconheceu a inconstitucionalidade de uma cobrança tributária e assumiu o compromisso de devolver aproximadamente R$ 308,1 milhões. Conforme descrito na decisão, o pagamento seria realizado diretamente ao escritório Ricardo Almeida Advogados Associados, sem utilização do regime constitucional de precatórios.

O documento contou com a assinatura de Francisco Lopes e de outros procuradores do Estado.

A Polícia Federal sustenta que, durante a negociação, a PGE teria deixado de considerar teses jurídicas favoráveis ao Estado e aponta circunstâncias que, na avaliação dos investigadores, poderiam indicar parcialidade na atuação.

Entre os pontos levantados estão um cálculo de restituição considerado elevado, a rapidez na tramitação do acordo, questionamentos sobre a utilização do regime de precatórios e dúvidas quanto à competência da PGE para formalizar o acordo tributário.

As suspeitas, contudo, fazem parte da investigação e ainda deverão ser analisadas pela Justiça, não representando condenação ou conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos investigados.

Investigação aponta movimentações financeiras

A decisão de Flávio Dino também relata que, após a assinatura do acordo, os pagamentos teriam sido direcionados para fundos de investimento.

Segundo a Polícia Federal, essa estrutura financeira poderia ter dificultado o rastreamento dos recursos.

Para os investigadores, existem indícios de que o acordo possa ter sido utilizado para viabilizar o desvio de mais de R$ 300 milhões em recursos públicos, por meio de uma sequência de operações financeiras.

O caso ainda está sob investigação.

Outros nomes são investigados

Além de Francisco Lopes, a Operação Heritage alcançou outras pessoas ligadas ao acordo e às negociações.

Entre os investigados estão o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), procuradores da PGE, além do desembargador Ricardo Gomes de Almeida e do conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Ulisses Rabaneda dos Santos.

Leia Também:  Advogado preso por suspeita de abuso sexual contra criança morre durante cirurgia em Várzea Grande

Ricardo Gomes de Almeida e Ulisses Rabaneda atuaram como advogados na negociação do acordo antes de assumirem os cargos que ocupam atualmente.

As suspeitas atribuídas a cada investigado ainda serão objeto de apuração no curso da investigação.

APROMAT defende atuação dos procuradores

Em nota, a Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso (APROMAT) afirmou confiar na atuação técnica e ética dos procuradores e ressaltou que os atos praticados no caso decorreram, segundo a entidade, do exercício regular das atribuições constitucionais e legais da carreira.

A associação defendeu que os fatos sejam analisados com serenidade e respeito ao devido processo legal, evitando conclusões antecipadas antes da conclusão das investigações.

A APROMAT também destacou que a PGE tem colaborado com as autoridades responsáveis pela apuração, fornecendo documentos e informações solicitadas.

A entidade afirmou ainda confiar no esclarecimento dos fatos e reforçou a importância da independência técnica dos membros da Advocacia Pública.

PGE afirma que irá colaborar com investigação

Em manifestação oficial, a própria Procuradoria-Geral do Estado declarou confiar nas investigações conduzidas pela Polícia Federal e afirmou que irá fornecer todas as informações solicitadas pelas autoridades.

Nota da PGE:

“Sobre a operação da Polícia Federal, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) esclarece que: Confia nas investigações da Polícia Federal e irá contribuir com tudo que for requerido. Aguarda com naturalidade o desdobramento da investigação, pois acredita que o caso será totalmente esclarecido.”

Com a saída de Francisco Lopes, Felipe Florêncio passa a comandar a Procuradoria-Geral do Estado em meio ao avanço das investigações sobre o acordo firmado com a Oi.

O caso continua sob apuração e deverá avançar conforme a análise das provas e das medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.

Jornalista: Luan Schiavon

📲 Clique aqui e receba notícias do VOZMT no seu celular

Continue Reading

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

MUNICÍPIOS

MAIS LIDAS DA SEMANA