R$ 80 milhões em livros suspeitos

Almoxarifado da Educação de Cuiabá sob investigação: livros com erros e disciplina que não existe

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O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sérgio Ricardo, realizou, na manhã desta sexta-feira (29), uma visita técnica ao almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, acompanhado do prefeito Abilio Brunini (PL). A ação foi motivada pelas denúncias de supostas irregularidades na aquisição de materiais didáticos, que podem somar mais de R$ 80 milhões.

Durante a inspeção, foram averiguados cerca de 16 mil livros de Educação Financeira, disciplina que não é ministrada nas escolas da rede municipal. Também foram encontrados livros de Língua Portuguesa com erros gramaticais, além de uma publicação intitulada “Valores para construção do caráter”, apontada pelo prefeito como produzida por inteligência artificial (IA).

Os atos investigados ocorreram entre 2025 e 2026, período em que a Secretaria de Educação era comandada pelo ex-secretário Amauri Monge, que deixou o cargo em abril para coordenar a campanha de Alan Porto (Republicanos) à Assembleia Legislativa. Há suspeitas de que materiais foram adquiridos em quantidades superiores à demanda das escolas, incluindo conteúdos de disciplinas não lecionadas, como Educação Financeira.

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“Não existe educação financeira na grade curricular. Este já é um livro que vou recolher”, disse Sérgio Ricardo, questionando o prefeito sobre a quantidade de exemplares adquiridos, informação que Brunini não soube precisar de imediato. O conselheiro solicitou que um auditor do TCE realize o levantamento completo.

O presidente do TCE também anunciou que investigará se a Secretaria de Estado de Educação, onde Amauri Monge era secretário adjunto, também realizou a compra desse tipo de material. “Quero saber do Estado se também fez aquisição desses livros de educação financeira”, afirmou, levando um exemplar para análise e acrescentando, em tom descontraído, que também quer aprender sobre a disciplina.

Em relação aos livros de Língua Portuguesa, foram detectados erros de concordância, inclusive em exemplares voltados para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). “São produtos comprados com dinheiro público”, ressaltou Sérgio Ricardo.

O prefeito Abilio Brunini destacou que não houve estudo adequado sobre a quantidade de livros adquiridos, o que pode resultar em material não utilizado dentro do ano letivo. “Não somos contra a aquisição, mas é preciso planejamento. Comprar mais do que o necessário é jogar dinheiro fora”, afirmou.

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A inspeção contou ainda com a presença da presidente da Câmara Municipal, Paula Calil (PL), e da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade). As denúncias de suposto rombo em compras de materiais didáticos motivaram a propositura de dois pedidos de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Cuiabá.

Jornalista: Mika Sbardelott

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ATÉ ZUNIL

Prefeitura de Várzea Grande desmente boatos sobre atraso salarial de servidores

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A Prefeitura de Várzea Grande divulgou nesta terça-feira (26) uma nota oficial para desmentir informações que circulam nas redes sociais e grupos de WhatsApp sobre supostos atrasos ou mudanças no pagamento dos servidores municipais.

Segundo a administração municipal, o cronograma de pagamento segue normalmente, sem qualquer alteração por parte da gestão. A Prefeitura destacou ainda que não produz informes ou divulga “cards aleatórios” fora dos canais oficiais de comunicação.

Na nota, o município alertou que conteúdos sem confirmação oficial acabam gerando desinformação e insegurança entre os servidores públicos e a população. Diante da circulação das mensagens falsas, a gestão reforçou a importância de buscar informações apenas nos meios oficiais da Prefeitura.

A administração municipal também reiterou o compromisso com a transparência e afirmou que qualquer comunicado relacionado aos servidores será divulgado exclusivamente pelos canais institucionais do município.

Jornalista: Mika Sbardelott

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