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Após polêmica dos auxílios, vereadores criam cartão corporativo

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Os vereadores de Cáceres, município localizado a 218 quilômetros de Cuiabá, instituíram um cartão corporativo para custear despesas da Câmara Municipal. A medida foi oficializada por meio da Resolução nº 05, publicada na edição desta terça-feira (4) do Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios.

Batizado de Cartão de Pagamento de Despesas Institucionais (CPDI), o instrumento será utilizado para o pagamento de despesas administrativas do Poder Legislativo e foi aprovado pelo plenário da Casa antes de ser promulgado pela Mesa Diretora.

De acordo com a resolução, o cartão será emitido em nome da Câmara Municipal e poderá operar nas modalidades débito e crédito. A utilização ficará restrita a servidores efetivos previamente autorizados pela Presidência da Casa.

Cartão poderá ser usado em viagens, assinaturas e compras online

O texto estabelece que o CPDI poderá ser utilizado para despesas de pequeno valor, contratações diretas previstas na Lei de Licitações, pagamento de assinaturas, licenças de softwares, serviços de internet, plataformas digitais, viagens oficiais e compras realizadas em lojas virtuais, desde que previamente autorizadas e dentro das hipóteses previstas em lei.

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A resolução também determina regras para o uso do cartão. Estão proibidos saques em dinheiro, salvo em situações excepcionais e devidamente justificadas, além da utilização para despesas pessoais ou do fracionamento de compras com o objetivo de burlar a legislação.

Para garantir a transparência, todas as despesas efetuadas por meio do cartão deverão ser acompanhadas de notas fiscais e divulgadas mensalmente no Portal da Transparência da Câmara Municipal e no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). A norma entrou em vigor na última segunda-feira (3).

Medida reacende debate após benefícios aos vereadores

A criação do cartão corporativo ocorre poucos meses após uma série de propostas que geraram forte repercussão em Cáceres.

Em junho, vereadores apresentaram um projeto de lei que previa a criação de um auxílio-saúde de R$ 3 mil destinado aos parlamentares. A proposta começou a tramitar logo após a aprovação de um auxílio-alimentação de R$ 1,7 mil para os membros da Câmara.

O vale-alimentação, entretanto, permaneceu em vigor por apenas 12 dias. Após críticas da população e ampla repercussão negativa, a Mesa Diretora recuou e encaminhou um projeto para revogar o benefício.

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Já o projeto que instituía o auxílio-saúde de R$ 3 mil também não prosperou e acabou sendo arquivado definitivamente pela própria Mesa Diretora.

Com a criação do Cartão de Pagamento de Despesas Institucionais, a Câmara afirma buscar mais agilidade na execução de despesas administrativas, ao mesmo tempo em que estabelece mecanismos de controle e transparência sobre os gastos realizados pelo Legislativo municipal.

Jornalista: Luan Schiavon

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ATÉ ZUNIL

Presidente do PL chama prefeito de “traidor”

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A crise interna no Partido Liberal (PL) em Mato Grosso ganhou novos capítulos nesta terça-feira (4). O presidente estadual da legenda, Ananias Filho, reagiu duramente às críticas do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), que condenou a aliança firmada entre o partido e o MDB para as eleições deste ano.

Em entrevista ao Jornal da Verde, Ananias não poupou palavras ao comentar a posição do prefeito e classificou Cláudio Ferreira como “traidor”.

“Esse cidadão aí eu não ouço, eu não vejo e eu não falo nada, porque com esse traidor aí eu não tenho conversa”, disparou o dirigente estadual.

A declaração ocorre após Cláudio Ferreira afirmar que considera incoerente a composição entre PL e MDB, lembrando os embates protagonizados pelas duas legendas nas eleições municipais de 2024. Apesar das críticas, Ananias destacou que, em 2022, os partidos estiveram unidos no mesmo projeto político que garantiu a reeleição do então governador Mauro Mendes.

Acusação de falta de compromisso

Além de rebater as críticas, Ananias afirmou que Cláudio Ferreira nunca esteve alinhado ao projeto político do senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso.

“Esse cidadão aí não estava apoiando o projeto do PL, não estava apoiando o projeto do Wellington Fagundes em momento nenhum. Ele não tem nem direito de ter queixume, não tem nem honradez para falar nada”, afirmou.

Nos bastidores, a insatisfação do prefeito de Rondonópolis já era considerada esperada, uma vez que ele vinha demonstrando simpatia pela pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), principal adversário de Wellington Fagundes na disputa pelo Palácio Paiaguás.

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Tentativa de conter a crise

Apesar do embate com Cláudio Ferreira, Ananias disse que pretende dialogar com outras lideranças do PL que também manifestaram desconforto com a aliança entre o partido e o MDB.

Entre os nomes citados estão o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, ambos integrantes da legenda.

A composição entre PL e MDB foi articulada pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e prevê a deputada estadual Janaina Riva (MDB) como candidata ao Senado na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes. A aliança deve ser oficializada durante a convenção estadual do MDB.

Jornalista: Luan Schiavon

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