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Eleições AMM: Juiz determina Neurilan na disputa pela presidência da AMM; pleito será dia 2

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Da Redação / Benedito Albuquerque

ATUALIZADA às 10h39 – Quanto ao impasse se o atual presidente da AMM, Neurilan Fraga, participe ou não das eleições à presidência da casa, o Juiz Yale Sabo Mendes decidiu que o chapa encabeçada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, pode concorrer sim na eleição que será disputada no dia 2 de outubro. Ele disputa a presidência com o prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB).

A defesa do presidente ingressou com um recurso para derrubar a decisão que impugnou sua candidatura para buscar o 5º mandato consecutivo.

Conforme a defesa, a ação apresentada pelo prefeito de Primavera do Leste, já teria perdido objeto, já que as supostas irregularidades já haviam sido sanadas.

A defesa ainda afirma que Leo Bortolin afirmou falsamente que o requerido apresentou somente certidão para fins eleitorais.

Outra questão rebatida por Neurilan, diz respeito ao número de assinaturas para a inscrição da chapa, que no caso do atual presidente, só tinha sua assinatura, e não as 10 mais necessárias

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Segundo documentação constante no recurso, após a liminar que deferiu a chapa de Neurilan, a Comissão Eleitoral deu um prazo de 24 horas para regularizar as assinaturas.

Naquela oportunidade, os demais membros da chapa convalidaram os atos praticados anteriormente, e esclareceram as autorizações para registro de chapa, pontua.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ATÉ ZUNIL

Pivetta pede ajuda para passar a tesoura no Estado enquanto servidores cobram perdas salariais

Governador quer enxugar a máquina pública após campanha marcada pelo discurso de valorização do funcionalismo; categoria reivindica reposição inflacionária estimada em pelo menos 17%

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Reeleito governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) já começou a dar pistas de como pretende conduzir a máquina pública no novo mandato: com a tesoura em uma mão e o discurso de eficiência na outra. Nesta sexta-feira (9), o governador usou o Instagram para convocar a população a apontar onde o Estado pode cortar gastos.

O pedido, porém, chega em um momento delicado. Durante os 45 dias de campanha eleitoral, a valorização dos servidores públicos esteve entre as bandeiras defendidas pelo grupo político de Pivetta, inclusive por meio da vice-governadora Gisela Simona (União). Agora, o governador quer ouvir sugestões para enxugar a estrutura administrativa, enquanto o funcionalismo continua cobrando a reposição de perdas salariais acumuladas ao longo dos anos.

No vídeo publicado nas redes sociais, Pivetta promete serviços públicos melhores, obras de qualidade e mais valorização para quem trabalha. Ao mesmo tempo, convida os próprios servidores a apontarem caminhos para reduzir despesas. Em outras palavras, a missão é encontrar onde cortar sem comprometer os serviços — e, de preferência, sem deixar a prometida valorização apenas no discurso.

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“Nós queremos melhorar os serviços públicos, queremos melhorar as obras públicas, queremos diminuir o custo do Estado sobre o nosso povo. Um Estado mais leve, mais eficiente, com a sua participação. Então escreve aqui a tua sugestão para enxugar a máquina e também para melhorar os serviços, para valorizar mais quem trabalha, para que nós tenhamos um Estado mais justo, mais próspero, melhor para todos os mato-grossenses e as mato-grossenses”, afirmou.

A tesoura de um lado, a cobrança do outro

A convocação abre espaço para sugestões, mas também expõe uma questão que acompanha a relação entre o governo e o funcionalismo: como conciliar o discurso de valorização profissional com a política de controle de gastos?

Os servidores cobram a reposição das perdas inflacionárias acumuladas nos salários, enquanto o Executivo sustenta a necessidade de preservar o equilíbrio das contas públicas e controlar as despesas estaduais.

Uma das principais reivindicações envolve um passivo salarial estimado em pelo menos 17%, percentual que depende dos índices de inflação e dos períodos considerados no cálculo.

Até o momento, Pivetta não detalhou quais áreas poderão sofrer cortes, quais despesas pretende reduzir ou se haverá mudanças no quadro de pessoal. Por enquanto, a população está convocada a participar da caça aos gastos.

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Resta saber se a prometida eficiência virá de uma revisão de contratos, de mudanças administrativas ou de outras medidas — e como a valorização dos servidores entrará nessa conta.

No novo mandato, o desafio de Pivetta será mostrar que enxugar a máquina pública não significa deixar para depois as cobranças de quem mantém os serviços funcionando. Afinal, se a ideia é fazer mais com menos, o funcionalismo quer saber quem vai pagar essa conta.

Jornalista: Mika Sbardelott

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