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Prints revelam perseguição e histórico de agressões antes de mulher ser morta pelo ex em Cáceres

Mensagens extraídas do celular de Noeli Simsen mostram relatos de violência, ameaças e medo constante do ex-companheiro, Ricardo de Souza Pessoa, preso após o crime

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Prints de conversas retirados do celular de Noeli Simsen, de 50 anos, revelam o histórico de violência que ela teria enfrentado durante o relacionamento com o ex-companheiro, Ricardo de Souza Pessoa, de 62 anos. Os relatos mostram episódios de agressão, ciúmes, ameaças e perseguição que, segundo a vítima, teriam marcado o período em que os dois permaneceram juntos.

Noeli foi assassinada a tiros no dia 28 de setembro, dentro do quarto de um hotel em Cáceres, a 220 quilômetros de Cuiabá. Ricardo, apontado como autor do crime, foi preso em flagrante. Armas de fogo foram apreendidas.

Nas mensagens, Noeli descreve situações em que teria sido vítima de violência praticada pelo ex-companheiro, que era policial civil aposentado. Em um dos episódios relatados, ela afirma ter levado um tapa no rosto depois que Ricardo demonstrou ciúmes de um garçom durante uma ida do casal a um restaurante.

Em outro relato, a mulher afirma que o ex teria colocado uma substância venenosa em uma comida preparada para ela. As mensagens também fazem referência a outros episódios de violência ocorridos ao longo da relação.

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‘O único sentimento era medo’

Um dos pontos que mais chamam atenção nos relatos é a maneira como Noeli descrevia o comportamento do ex-companheiro. Mesmo após o fim do relacionamento, ela demonstrava temor diante da insistência de Ricardo em manter contato.

Segundo as conversas, Noeli deixava claro que não queria reatar a relação, mas continuava recebendo mensagens do ex. O conteúdo indica que a insistência teria aumentado a sensação de insegurança da mulher.

O medo chegou ao ponto de Noeli deixar o Brasil e viajar para a França, onde permaneceu por aproximadamente 90 dias.

A fuga, segundo os relatos, estaria relacionada justamente ao receio que ela tinha do ex-companheiro.

Retorno a Cáceres terminou em tragédia

Noeli teria retornado a Cáceres para tratar da negociação envolvendo a venda de seu hotel. Foi durante esse período que, conforme as informações do caso, Ricardo teria ido até a propriedade.

Segundo a investigação, ele teria invadido o quarto onde Noeli estava e efetuado disparos contra a vítima.

A mulher não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

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Ricardo foi localizado e preso em flagrante. As armas de fogo que estavam em sua posse foram apreendidas pelas autoridades.

Os relatos encontrados no celular de Noeli passam a integrar o conjunto de elementos que ajudam a reconstruir o relacionamento entre os dois e o contexto de violência e perseguição relatado pela vítima antes de sua morte.

A investigação deverá esclarecer a dinâmica do assassinato, a motivação e as circunstâncias que antecederam o crime.

Jornalista: Mika Sbardelott

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A gente não vive mais direito”, diz irmão de jovem desaparecido há uma semana em Várzea Grande

Família de Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, busca informações sobre o paradeiro do servidor público e faz apelo por ajuda nas redes sociais

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Uma semana sem notícias de Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, tem sido marcada por angústia e incertezas para a família do jovem, que desapareceu no último sábado (26), após sair de casa no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande.

Neste sábado (3), o irmão gêmeo de Breno, Bruno Humberto, fez um novo apelo para que informações sobre o desaparecimento sejam compartilhadas e possam ajudar nas buscas.

Segundo Bruno, os dias sem qualquer notícia do irmão têm sido especialmente difíceis por causa da relação próxima entre os dois.

“Quanto mais os dias passam, a saudade vai aumentando e não está sendo fácil para mim, que sou irmão dele, que vivi a vida inteira com ele”, relatou.

Servidor público, Breno trabalha no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Jayr Luíza. O irmão conta que acompanhou de perto a trajetória de estudos e os planos que Breno tinha para o futuro.

Bruno também destacou o sofrimento da mãe, que, segundo ele, tenta manter a força enquanto aguarda alguma informação sobre o filho.

“Hoje faz uma semana que a gente não vive mais direito”, desabafou.

Apesar da angústia, a família mantém a esperança de encontrar Breno. Bruno agradeceu o trabalho da Polícia Civil e pediu que qualquer informação seja repassada às autoridades.

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“Eu tenho fé que esteja perto de acabar tudo isso logo”, afirmou.

Desaparecimento

De acordo com informações repassadas à Polícia Civil, a mãe de Breno procurou as autoridades depois de perceber mudanças no comportamento das mensagens enviadas pelo celular do filho. Ela também tentou ligar diversas vezes, mas não conseguiu falar diretamente com ele.

Breno havia saído de casa dizendo que retornaria pouco tempo depois. Com a demora, a mãe recebeu uma mensagem informando que ele estaria em um motel acompanhado de outra pessoa. Segundo o relato feito à polícia, a maneira como as mensagens foram escritas não correspondia ao comportamento habitual do jovem.

A família conta que, antes do desaparecimento, Breno havia saído para tomar sorvete e retornado para casa. Depois, teria saído novamente para encontrar uma pessoa e levado um capacete emprestado da irmã.

Imagens de câmeras de segurança registraram o jovem deixando o bairro em uma motocicleta. Conforme os familiares, o condutor utilizava calça jeans azul e camisa ou casaco preto. A moto seria antiga e estaria sem placa.

A família também passou a desconfiar que outra pessoa pudesse estar utilizando o celular de Breno devido às respostas consideradas incomuns. Em determinado momento, os familiares pediram uma fotografia para confirmar que ele estava bem, mas receberam uma imagem que, segundo eles, apresentava características que levantaram a suspeita de ter sido produzida ou modificada por inteligência artificial. A informação, no entanto, é uma suspeita da família e será apurada durante a investigação.

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Quando desapareceu, Breno vestia short preto, camisa regata marrom e chinelos de dedo. Ele foi visto pela última vez nas proximidades da Avenida Apolonio E. da Silva, no bairro Capela do Piçarrão.

Família pede ajuda

Enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer o desaparecimento, os familiares reforçam o pedido para que qualquer pessoa que tenha informações sobre Breno entre em contato com as autoridades.

“Qualquer tipo de informação que vocês tiverem, por favor, não hesitem em nos ajudar”, pediu Bruno.

Informações podem ser comunicadas à Polícia Civil pelo telefone 197 ou diretamente ao Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), pelo (65) 98173-0565.

A família também pede que imagens e informações sobre o caso sejam compartilhadas para ampliar o alcance das buscas.

Jornalista: Mika Sbardelott

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