O resultado das Eleições Gerais de 2026 em Mato Grosso, apurado neste domingo (4), provocou uma renovação significativa entre os nomes que tradicionalmente ocupam espaço na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Apesar de a nova composição manter uma expressiva presença de parlamentares veteranos, figuras de peso da política estadual ficaram fora da lista dos 24 eleitos.
Entre as derrotas mais emblemáticas está a do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB). Um dos principais nomes do Legislativo mato-grossense e figura de destaque nas articulações políticas de Cuiabá e do estado, Botelho não conseguiu renovar o mandato. Ele terminou a disputa com 37.359 votos.
A ausência de Botelho representa uma das principais mudanças na correlação de forças dentro da Assembleia a partir de 2027.
Outro nome tradicional que não conseguiu retornar ao Parlamento foi Júlio Campos (União). Com décadas de trajetória política e integrante de uma das famílias mais influentes da história política de Mato Grosso, Campos obteve 18.517 votos e ficou fora da relação dos eleitos.
Ex-presidente da Câmara também fica de fora
A lista de derrotados entre os atuais deputados estaduais inclui ainda Juca do Guaraná (PSDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá. O parlamentar recebeu 17.349 votos, mas não alcançou votação suficiente para garantir a permanência na Assembleia na próxima legislatura.
Também não conseguiram renovar seus mandatos os deputados Elizeu Nascimento (Novo) e Paulo Araújo (Republicanos).
Nascimento terminou a eleição com 17.663 votos, enquanto Paulo Araújo obteve 30.338 votos.
O resultado evidencia que, mesmo com a manutenção de diversos nomes conhecidos, a eleição alterou parte da composição da ALMT e retirou do Parlamento políticos que exerciam influência na política estadual e municipal.
Max Russi e Lúdio Cabral lideram votação
Na outra ponta, a eleição consolidou a força de parlamentares e candidatos que conseguiram votações expressivas.
Max Russi (Podemos) foi o deputado estadual mais votado, com 85.806 votos, seguido de Lúdio Cabral (PT), que recebeu 85.441 votos.
Na sequência aparecem Gilberto Cattani (PL), com 69.090 votos, e Samantha do Abilio (PL), com 57.617.
A nova bancada também terá representantes de diferentes correntes políticas, incluindo nomes ligados ao Podemos, PL, MDB, Republicanos, União, PT e PSDB.
Veja os 24 deputados estaduais eleitos
Os parlamentares eleitos para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027:
-
Max Russi (Podemos) – 85.806 votos
-
Lúdio Cabral (PT/Federação PT/PCdoB/PV) – 85.441 votos
-
Gilberto Cattani (PL) – 69.090 votos
-
Samantha do Abilio (PL) – 57.617 votos
-
Ulysses Moraes (Podemos) – 55.825 votos
-
Dr. João (MDB) – 55.601 votos
-
Beto Dois a Um (Podemos) – 55.210 votos
-
Dilmar Dal Bosco (União/Federação União Brasil/PP) – 54.970 votos
-
Alessandra Ferreira (Podemos) – 50.619 votos
-
Leo Bortolin (MDB) – 50.477 votos
-
Thiago Silva (MDB) – 40.185 votos
-
Faissal (PL) – 40.582 votos
-
Diego Guimarães (Republicanos) – 39.881 votos
-
Dr. Eugênio (Republicanos) – 36.615 votos
-
Fabinho Tardin (Podemos) – 35.674 votos
-
Valmir Moretto (Republicanos) – 35.192 votos
-
Nininho (Republicanos) – 33.042 votos
-
Valdir Barranco (PT/Federação PT/PCdoB/PV) – 31.268 votos
-
Sebastião Machado Rezende (União/Federação União Brasil/PP) – 31.563 votos
-
Carlos Avallone (PSDB/Federação PSDB/Cidadania) – 30.280 votos
-
Alcino Barcelos (PL) – 22.310 votos
-
Adelcino Lopo (Podemos) – 21.131 votos
-
Wilson Santos (PSD) – 19.768 votos
-
Chico Guarnieri (PSDB/Federação PSDB/Cidadania) – 18.608 votos
Renovação com permanência de veteranos
O resultado das urnas desenha uma Assembleia que combina continuidade e renovação. Enquanto parlamentares experientes garantiram a permanência no Legislativo, nomes tradicionais como Eduardo Botelho, Júlio Campos e Juca do Guaraná ficaram pelo caminho.
A nova composição também reforça o peso de partidos como Podemos, PL e Republicanos, ao mesmo tempo em que mantém representantes de siglas como MDB, PT, União, PSDB e PSD.
A partir de fevereiro de 2027, os 24 eleitos terão a missão de formar a nova correlação de forças da Assembleia, em um cenário marcado pela saída de nomes que durante anos participaram das principais decisões políticas de Mato Grosso.
Jornalista: Mika Sbardelott
Clique aqui e receba notícias do VOZMT no seu celular