O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e dirigente estadual do Podemos, deputado Max Russi, descartou qualquer possibilidade de disputar o Governo do Estado nas eleições de 2026. A declaração foi feita nesta segunda-feira (3), no Palácio Paiaguás, após seu nome passar a ser cogitado nos bastidores como alternativa para encabeçar uma chapa majoritária.
A especulação ganhou força depois que o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) revelou que um dos cenários discutidos envolvia uma candidatura de Max ao governo, tendo a deputada estadual Janaina Riva (MDB) como candidata a vice-governadora.
No entanto, a hipótese perdeu força após Janaina firmar acordo com o Partido Liberal (PL) para disputar uma vaga ao Senado na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL), seu sogro.
“Não vou entrar nos 45 minutos do segundo tempo”, diz Max
Durante entrevista à imprensa, Max Russi afirmou que foi procurado por lideranças políticas para discutir a possibilidade de disputar o Executivo estadual, mas rejeitou a ideia de iniciar uma campanha sem a construção de um projeto coletivo.
Segundo o parlamentar, o convite partiu da deputada Janaina Riva e do senador Jayme Campos (União), mas ele não considera viável ingressar na disputa de última hora.
“Eu fui procurado. Não pelo Wellington, mas pela Janaina, e o Jayme falou comigo. Eu não vou entrar em uma disputa nos 45 minutos do segundo tempo, sozinho, para formar um grupo e organizar uma campanha gigante como essa sem conversar com meus companheiros. Para você entrar em um processo como esse, tem que ter a desistência de alguém. Impor uma candidatura ou fazer uma dissidência não é a forma que o deputado Max constrói política”, afirmou.
Podemos negocia apoio e reivindica vaga de vice
Apesar de descartar a candidatura ao governo, Max confirmou que o Podemos tem sido procurado pelos dois principais grupos políticos que disputam a sucessão estadual.
De um lado, está o bloco liderado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Do outro, a chapa encabeçada por Wellington Fagundes (PL).
Com mais de 30 prefeitos filiados em Mato Grosso, o Podemos pretende transformar seu peso político em espaço na composição majoritária. A principal exigência da legenda é indicar o candidato a vice-governador.
Partido apresenta quatro nomes
Para ocupar a vaga de vice, o Podemos colocou quatro nomes à disposição das negociações:
- A primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira;
- A vereadora por Cuiabá, Katiuscia Mantelli;
- O empresário Elson Ramos;
- O empresário Paulo Lucion.
Segundo Max Russi, qualquer um dos nomes atende ao perfil buscado pelas alianças e representa o fortalecimento político da legenda.
“Qualquer nome do partido que atender ao perfil serve. Nós temos nomes para vice e para suplência. Se pegar o nome do Podemos, fortalece bastante e faz um reconhecimento à nossa chapa de deputados e a um partido que tem mais de 30 prefeitos.”
O presidente da Assembleia também revelou que mantém diálogo tanto com o grupo governista quanto com dirigentes do PL.
“O Ananias [presidente estadual do PL] eu falei hoje e vou retornar para ele agora. Eles querem muito o Podemos lá, mas me chamaram para conversar aqui [no Governo] também.”
Decisão deve sair nos próximos dias
Com o prazo para definição das alianças partidárias se encerrando nesta semana, Max afirmou que o momento exige cautela e diálogo permanente com os integrantes da legenda.
Segundo ele, qualquer decisão precisa considerar o conjunto do partido, que conta com 25 candidatos à Assembleia Legislativa e nove nomes na disputa por vagas na Câmara dos Deputados.
Ao comentar as negociações em curso e seu estilo de atuação política, o deputado reforçou que pretende manter uma postura baseada no diálogo.
“Eu não tenho padrinho político, não tenho financiador e não vim de origem política. Eu venho do meu trabalho, do meu esforço, do meu diálogo e da minha conversa.”
Com a retirada definitiva de seu nome da disputa pelo Governo do Estado, Max Russi concentra as articulações para garantir protagonismo ao Podemos nas composições majoritárias, tendo a vaga de vice-governador como principal objetivo nas negociações para as eleições de 2026.