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Cidadania critica falta de diálogo na definição de apoio a Pivetta; Veja o podcast

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O presidente do Cidadania em Cuiabá e vice-presidente estadual da legenda, Neto Marques, afirmou que o anúncio do apoio do PSDB à pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta ao Governo de Mato Grosso foi feito sem discussão prévia com o partido dentro da federação formada pelas duas siglas.

Durante entrevista ao podcast Política de Primeira, Neto classificou a decisão como precipitada e disse que o PSDB “atropelou” o processo de diálogo que deveria ocorrer entre os partidos antes da definição de um posicionamento eleitoral.

“Existe a federação. Então, a gente precisava sentar, porque é um colegiado que discute os caminhos e os rumos da federação. Como a gente não participou desse diálogo, eu acho que foi uma antecipação”, declarou.

Apesar das críticas à condução do processo, o dirigente afirmou que o Cidadania ainda não descartou a possibilidade de apoiar Otaviano Pivetta. Segundo ele, a legenda pretende ouvir as propostas dos pré-candidatos antes de tomar uma decisão definitiva.

“A gente só pode saber se é o melhor nome a partir do momento em que ouve as propostas e os projetos, principalmente aqueles mais emergenciais na área social e que estejam de acordo com a cartilha do Cidadania”, afirmou.

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Questionado sobre a possibilidade de a sigla apoiar outro nome na disputa pelo Palácio Paiaguás, Neto Marques ressaltou que qualquer definição dependerá das próximas conversas entre os integrantes da federação.

“Uma decisão dessa magnitude, de escolher um governo para o estado de Mato Grosso, tem que ser discutida dentro da federação e dos partidos. Não é a vontade própria de A ou de B, mas a vontade da população”, disse.

Durante a entrevista, o dirigente também reconheceu que a relação entre PSDB e Cidadania é marcada por divergências em alguns temas. Ele revelou ainda que o Cidadania chegou a dialogar nacionalmente com outras legendas antes da decisão de manter a federação com os tucanos.

A entrevista completa com Neto Marques está disponível no podcast Política de Primeira.

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Prefeita chora ao expor rombo bilionário e diz que Várzea Grande chegou ao limite financeiro: “Escolhi entre pagar salário, remédio ou precatório”

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), se emocionou e chorou durante entrevista coletiva concedida na manhã desta terça-feira (28), na sede do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), em Cuiabá, ao admitir a gravidade da crise financeira enfrentada pelo município. O desabafo ocorreu durante a instalação de uma mesa técnica de conciliação para discutir a dívida em precatórios da cidade, que já se aproxima de R$ 1,2 bilhão.

Visivelmente abalada, a gestora afirmou que a Prefeitura chegou ao limite da capacidade financeira diante da obrigação constitucional de quitar precatórios e da redução nas principais receitas, como os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Segundo Flávia, a situação impôs decisões consideradas dramáticas para manter a máquina pública funcionando.

“Eu tinha que escolher entre pagar o precatório, pagar o salário ou comprar remédio. Chegamos a uma situação em que não há capacidade financeira para arcar com o valor previsto constitucionalmente sem comprometer os serviços essenciais”, declarou.

A prefeita alertou que, caso não haja uma solução negociada, a administração poderá ser obrigada a adotar medidas ainda mais severas, incluindo cortes no quadro de servidores e novas ações de contenção de despesas para preservar áreas essenciais como saúde, educação e saneamento.

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Dívidas históricas

Flávia Moretti atribuiu grande parte da crise às administrações anteriores. De acordo com ela, mais de 80% dos precatórios correspondem a débitos históricos acumulados ao longo de décadas.

O principal problema, segundo a prefeita, está no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), que concentra mais de R$ 500 milhões em dívidas relacionadas ao fornecimento de energia elétrica, ainda da época da antiga Cemat.

Além disso, a prefeitura responde subsidiariamente por essas obrigações, que se somam a precatórios trabalhistas, indenizações, rescisões e enquadramentos funcionais que permaneceram sem pagamento por anos.

“Somente no DAE são mais de R$ 500 milhões em dívidas de energia. É uma bola de neve que nunca foi paga por gestores passados. Em 2025, já pagamos R$ 40 milhões em precatórios, mais do que foi pago na gestão anterior inteira, e vamos chegar a R$ 80 milhões neste ano. Não temos de onde tirar mais recursos sem a ajuda dos órgãos de controle”, afirmou.

Mesa técnica busca evitar colapso

A mesa técnica instalada no TCE-MT reúne representantes do Tribunal de Contas, da Prefeitura de Várzea Grande e do Poder Judiciário de Mato Grosso com o objetivo de revisar o plano de pagamento dos precatórios e adequar os desembolsos à capacidade real de arrecadação do município.

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A expectativa da administração municipal é conseguir reverter bloqueios judiciais de contas públicas e impedir a interrupção de serviços essenciais, que vêm sendo impactados pelas retenções de recursos.

Investigação por suposta improbidade

Enquanto tenta renegociar a dívida, a prefeita também enfrenta questionamentos na esfera judicial.

No último dia 16 de julho, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, determinou o envio de ofícios ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e ao Tribunal de Contas para que apurem eventual prática de improbidade administrativa por parte da gestora.

A decisão foi motivada pelo acúmulo de aproximadamente R$ 19,7 milhões em precatórios vencidos, situação que resultou no sequestro de valores das contas municipais e na retenção de repasses do FPM e do ICMS.

Agora, a expectativa da Prefeitura é que a mesa técnica encontre uma solução capaz de reequilibrar as finanças municipais sem comprometer o funcionamento dos serviços públicos e o cumprimento das decisões judiciais.

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