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MP pede à Justiça suspensão de corte de árvores em Cuiabá

Ação civil pública questiona gestão da arborização urbana e cobra paralisação imediata da supressão de árvores na Avenida Fernando Corrêa

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A 29ª Promotoria de Justiça Cível, especializada em Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística, ajuizou nesta quinta-feira (2) uma Ação Civil Pública com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e retirada de árvores na capital.

Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso pede a suspensão imediata da emissão de novas autorizações para supressão arbórea, além da suspensão dos efeitos das autorizações já concedidas, até que o município adote critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção.

Em caráter emergencial, o Ministério Público também solicitou a paralisação imediata da retirada e supressão das árvores remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis.

A ação ocorre em meio à polêmica sobre a retirada de árvores para a construção de uma alça de retorno na Fernando Corrêa. O projeto, executado pela Prefeitura de Cuiabá, tem como objetivo reorganizar o trânsito e melhorar o acesso aos residenciais Florais do Cerrado e Parque do Cerrado, mas passou a ser alvo de críticas devido aos impactos ambientais causados pela supressão da vegetação.

Na quinta-feira (2), o prefeito Abilio Brunini (PL) rebateu as críticas da vereadora Drª Mara (Podemos), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, que anunciou a intenção de acionar a Justiça para pedir a paralisação das obras por 30 dias.

Segundo a parlamentar, cerca de 20 árvores já foram derrubadas, incluindo espécies nativas do Cerrado, e outras 50 ainda podem ser removidas.

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Em resposta, Abilio afirmou que a obra prioriza a segurança viária e garantiu que a intervenção possui todas as autorizações ambientais necessárias. O prefeito também argumentou que empreendimentos privados promovem supressão vegetal sem o mesmo nível de questionamento público. A Prefeitura sustenta ainda que a compensação ambiental será realizada com o plantio de novas mudas.

Pedidos do Ministério Público

No mérito da ação, o Ministério Público requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a retirada de árvores sem observância dos princípios de proteção e prevenção ambiental.

O órgão pede ainda a responsabilização do município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil.

Além disso, o MPMT solicita que o Município seja obrigado a instituir um protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos ambientais, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente viável e monitoramento contínuo.

A ação também requer a recomposição das árvores adultas removidas em obras viárias e a revisão de autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados. O município deverá apresentar um relatório detalhando todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos.

De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana.

Entre os casos citados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, cuja autorização administrativa passou a ser questionada posteriormente.

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Outro episódio envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos por causa das obras na Avenida Fernando Corrêa.

Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.

Na ação, o promotor destacou a importância da arborização para o equilíbrio ambiental urbano.

“A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirmou.

Carlos Eduardo Silva ressaltou que os benefícios são ainda mais relevantes em uma cidade de clima extremo como Cuiabá.

“Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5°C regiões densamente urbanizadas.”

Para o promotor, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não compensa, no curto prazo, a perda dos serviços ambientais prestados pela vegetação consolidada.

Na avaliação do representante do Ministério Público, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”.

“Chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”, concluiu.

Jornalista: Luan Schiavon

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ATÉ ZUNIL

Jaqueline Rodrigues assume vice-presidência regional da Fecomércio-MT

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A empresária e farmacêutica Jaqueline Rodrigues, proprietária de uma farmácia em Nortelândia, assumiu a vice-presidência regional da Fecomércio-MT para a gestão 2026–2030. A nova dirigente afirma que pretende aproximar ainda mais a Federação dos empreendedores da região, fortalecendo a representatividade do setor e ampliando o acesso à capacitação.

Empresária, farmacêutica e pós-graduada em Farmacologia Clínica e Saúde Pública, Jaqueline destaca que empreender no Brasil exige resiliência diante da elevada carga tributária, das constantes mudanças do mercado e da responsabilidade de gerar empregos e movimentar a economia.

Segundo ela, a atuação da Fecomércio será pautada pelo diálogo com os empresários e pela busca de soluções que contribuam para o desenvolvimento econômico regional.

“Nosso papel é estar ao lado do empresário, compreender suas necessidades e construir soluções que gerem desenvolvimento econômico para toda a região. Quando fortalecemos quem empreende, fortalecemos também a geração de empregos, a renda e o crescimento dos municípios”, afirmou.

Fórum de Conexão Empresarial

Entre as primeiras ações da nova gestão está a realização do 1º Fórum de Conexão Empresarial da região, previsto para agosto. O evento terá como foco a qualificação profissional, a inovação e a transformação digital das empresas.

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A programação reunirá empresários, colaboradores e profissionais de diferentes segmentos em oficinas e palestras sobre Inteligência Artificial, marketing digital, posicionamento nas redes sociais, vendas, gestão empresarial e ferramentas tecnológicas voltadas ao fortalecimento dos negócios.

Para Jaqueline Rodrigues, investir em conhecimento é essencial para que empresas de todos os portes acompanhem as rápidas mudanças do mercado.

“O conhecimento se tornou um dos maiores ativos de uma empresa. Queremos preparar empresários e suas equipes para utilizar a Inteligência Artificial de forma estratégica, fortalecer sua presença digital, ampliar suas vendas, desenvolver novas competências e tornar seus negócios mais competitivos”, destacou.

Desenvolvimento regional

A nova vice-presidente regional afirma que o Fórum de Conexão Empresarial marca um novo momento para a região ao aproximar tecnologia, inovação e empreendedorismo de forma acessível, especialmente para micro, pequenas e médias empresas.

Ela também ressaltou que a Fecomércio-MT, em parceria com o Sesc e o Senac, continuará investindo em iniciativas voltadas à qualificação profissional e ao fortalecimento do ambiente de negócios.

“Acreditamos que investir no empresário é investir no desenvolvimento regional. Nosso compromisso é construir uma gestão participativa, responsável e voltada para resultados que gerem impacto real na vida de quem empreende”, concluiu.

Vídeo:

Jornalista: Luan Schiavon

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