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Cinco vereadores são alvos de operação que investiga desvio de cestas básicas; Veja quem são

Investigação da Polícia Civil aponta que cerca de 13 mil cestas básicas e kits de higiene destinados a famílias vulneráveis podem ter sido desviados; cinco vereadores são alvos, mas seguem nos cargos

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A Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (3), em Barra do Garças, apura um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 1,95 milhão.

Entre os alvos da operação estão dois dirigentes da AGIRF: Benier Marcos Silva e Renato de Souza Soares, que ocupavam, respectivamente, os cargos de diretor institucional e de comunicação social e coordenador institucional e de comunicação social. Ambos foram afastados das funções por 90 dias, por determinação do juiz Luis Felipe Lara de Souza.

Na mesma decisão, a Justiça negou os pedidos de prisão preventiva contra os dois dirigentes e também contra cinco vereadores da Câmara Municipal de Barra do Garças: Valdeí Leite Guimarães (Pebinha), Adilson Tavares Lopes, Allankley Lopes de Souza (Alan Construtor), Armando José de Brito e Elton Melo.

Além disso, o pedido de afastamento cautelar dos parlamentares de seus mandatos também foi indeferido.

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Apesar de não terem sido presos, os investigados passaram a cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre as restrições, eles estão proibidos de acessar o CRAS de Barra do Garças, a Secretaria Municipal de Inclusão, a sede da SETASC, em Cuiabá, além da sede da Associação Amigos dos Animais, da Cozinha Solidária da Neura, de uma chácara vinculada a Mauro de Melo e de uma residência no bairro Novo Horizonte ligada à família de assistência social de Renato.

As diligências autorizadas pela Justiça incluem mandados de busca e apreensão, quebras de sigilo e outras medidas cautelares. O objetivo é localizar documentos, equipamentos eletrônicos, registros digitais e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos, identificação de todos os envolvidos e rastreamento da destinação dos bens assistenciais.

Segundo a investigação da Polícia Civil, há indícios da prática dos crimes de peculato-desvio, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso.

As apurações apontam que parte das cargas que deveriam seguir o fluxo regular de distribuição teria sido desviada para um esquema paralelo, sem controle institucional e sem a devida prestação de contas.

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Conforme os elementos reunidos até o momento, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits de higiene e limpeza podem ter sido desviados de sua finalidade pública.

Além do prejuízo financeiro milionário, a Polícia Civil destaca o impacto social causado pelo suposto esquema, já que os itens deveriam atender famílias em situação de extrema vulnerabilidade.

Após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público, o Poder Judiciário autorizou o cumprimento das medidas para preservar provas e aprofundar as investigações.

Jornalista: Luan Schiavon

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Vice de Flávio Bolsonaro pode mexer com disputa pelo Governo de MT

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O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), avalia a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques (Republicanos), como uma das principais opções para compor sua chapa nas eleições de 2026. A possibilidade, no entanto, enfrenta resistência dentro do Republicanos, partido ao qual Daniella se filiou recentemente.

Segundo aliados do parlamentar, Flávio teria manifestado a pessoas próximas que Daniella reúne características consideradas favoráveis para ocupar a vaga de vice-presidente. Integrantes do PL e do Republicanos também apontam que aumentaram, nas últimas semanas, as chances de uma aliança entre as duas siglas para a disputa presidencial.

Apesar da aproximação, a eventual indicação da ex-presidente da Caixa tem gerado desconforto entre dirigentes do Republicanos. Daniella oficializou sua filiação ao partido em abril, sem comunicar previamente a direção nacional da legenda, e ainda não se reuniu pessoalmente com o presidente nacional da sigla, deputado federal Marcos Pereira (SP).

Reservadamente, integrantes do Republicanos afirmam que a escolha de uma recém-filiada para ocupar um dos principais postos da chapa presidencial poderia causar insatisfação entre quadros históricos do partido, que defendem maior protagonismo de filiados mais antigos.

Aliança ainda depende de negociações

Na avaliação da cúpula do Republicanos, uma definição sobre eventual aliança com o PL deve ser adiada. Lideranças da legenda entendem que a pré-campanha de Flávio Bolsonaro atravessa um momento de desgaste político, marcado por sucessivas controvérsias.

Entre os episódios recentes está a exposição da relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, além das declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que afirmou ter sido maltratada e humilhada por Flávio, além de sugerir que ele não desejava sua participação na campanha presidencial.

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Na quarta-feira (1º), Flávio respondeu às declarações ao lado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e afirmou que Michelle estaria “completamente desinformada” ao insinuar sua participação em festas promovidas por Vorcaro.

Busca por uma mulher na vice

A definição do candidato a vice tornou-se um dos principais desafios da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Pesquisas internas encomendadas pelo PL indicam que os nomes testados até o momento não agregam votos suficientes à chapa.

Diante desse cenário, dirigentes da legenda passaram a defender a escolha de uma mulher para tentar reduzir a rejeição do eleitorado feminino. A estratégia ganhou ainda mais força após Michelle Bolsonaro deixar a presidência do PL Mulher e ampliar as críticas ao senador.

Daniella Marques tem ocupado espaço crescente na pré-campanha. Em junho, ela pediu licença da gestora de investimentos onde trabalhava para se dedicar integralmente ao projeto eleitoral e passou a coordenar propostas voltadas ao público feminino.

Nesta semana, a ex-presidente da Caixa participou da abertura de um encontro de Flávio Bolsonaro com lideranças femininas e ficou ao lado do senador durante o evento. Ela coordena o programa “Brasil Por Elas”, conjunto de propostas voltadas às mulheres que deverá ser lançado no próximo dia 15.

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Trajetória

Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Daniella Marques foi uma das principais auxiliares do então ministro da Economia, Paulo Guedes. Em julho de 2022, assumiu a presidência da Caixa Econômica Federal após a saída de Pedro Guimarães, investigado por denúncias de assédio sexual e moral.

À frente da instituição, participou do lançamento da linha de crédito consignado para beneficiários do Bolsa Família, programa posteriormente suspenso no início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante dos elevados índices de inadimplência.

Republicanos mantém cautela

Apesar das conversas, dirigentes do Republicanos afirmam que ainda não houve negociação formal com o PL sobre a indicação do vice. A legenda também avalia outros fatores para uma eventual aliança nacional.

Entre as demandas está o apoio do PL ao governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), que disputará a reeleição em 2026. O impasse ocorre porque o PL lançou o senador Wellington Fagundes como pré-candidato ao governo do Estado.

Nos bastidores, integrantes do Republicanos consideram que uma aliança com Flávio Bolsonaro seria eleitoralmente vantajosa em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Entretanto, reconhecem dificuldades em algumas unidades do Nordeste, onde lideranças da legenda mantêm alinhamento político com o presidente Lula ou apoiam candidaturas de outros grupos políticos.

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