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Pivetta minimiza ausência de foto em material de Mauro Mendes

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governador Otaviano Pivetta (Republicanos) negou, nesta terça-feira (25), qualquer desconforto com a ausência de sua imagem nos materiais de campanha do ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) e da esposa dele, a candidata a deputada federal Virgínia Mendes (União).

Questionado sobre a chamada “exclusão” de sua foto das peças publicitárias, Pivetta afirmou que considera a situação natural, já que Mauro disputa uma eleição majoritária.

“Tá tudo bem e isso é natural, o Mauro é candidato a uma majoritária”, afirmou o governador durante coletiva de imprensa.

Nos materiais que vêm sendo utilizados na campanha, Mauro Mendes e Virgínia Mendes aparecem lado a lado. Ela surge envolta na bandeira do Brasil, enquanto o ex-governador veste uma camisa polo azul. Na parte inferior das peças estão os nomes e números dos candidatos.

Apesar da ausência de sua imagem, Pivetta procurou minimizar qualquer sinal de distanciamento político e afirmou que mantém contato frequente com Mauro.

“A gente fala dia sim e dia não. Está tudo bem, ele está no projeto dele e da dona Virgínia, e eu acho que ele está fazendo a parte dele e eu estou fazendo a minha. Nós estamos juntos, não tem dúvida nenhuma. Ele é o meu senador, meu primeiro senador”, declarou.

Relação política

A declaração ocorre em meio ao cenário de maior tensão entre os grupos políticos de Pivetta e Mauro Mendes após a deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal, que atingiu o ex-governador, aliados e familiares.

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A operação também provocou mudanças no grupo político de Pivetta. O governador precisou substituir seu candidato a vice-governador, Fábio Garcia (União), que também foi alvo da investigação.

Segundo informações divulgadas no âmbito da operação, a Polícia Federal investiga uma suposta organização criminosa que teria atuado dentro do Governo de Mato Grosso em crimes como peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro nacional e insider trading — prática relacionada ao uso de informações privilegiadas para obtenção de vantagem no mercado financeiro.

O caso envolve um pagamento de precatórios de aproximadamente R$ 308 milhões à empresa de telefonia Oi. Conforme a investigação, após a saída dos recursos dos cofres públicos, valores teriam sido direcionados a fundos de investimentos supostamente ligados a diferentes núcleos da organização investigada.

A Polícia Federal apura ainda a hipótese de que recursos públicos supostamente desviados tenham sido incorporados ao patrimônio de integrantes das famílias Mendes e Garcia.

Mesmo diante do cenário de desgaste político provocado pela operação, Pivetta reforçou que considera Mauro seu aliado na disputa pelo Senado e afirmou que os dois seguem juntos no projeto eleitoral.

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Jornalista: Luan Schiavon

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ATÉ ZUNIL

Candidata cuiabana critica exclusão de mulheres do primeiro debate presidencial de 2026

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Candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), a cuiabana Clariana Barão criticou a ausência de mulheres no primeiro debate presidencial das eleições de 2026, realizado pela Rede Bandeirantes em parceria com a TV Gazeta de São Paulo, TV Cultura e Jovem Pan News.

Nem Clariana nem Samara Martins (UP) foram convidadas para o encontro. A candidata afirmou que as emissoras estão “calando” candidaturas femininas na disputa pelo Palácio do Planalto.

Nas redes sociais, Clariana também criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de rejeitar recurso apresentado pelo Democracia Cristã contra a ausência de mulheres no debate. Para ela, a decisão revela uma contradição da Justiça Eleitoral, que promove ações para ampliar a participação feminina na política, mas permite que emissoras estabeleçam critérios que resultem na ausência de candidatas.

“O primeiro debate presidencial das eleições deste ano excluiu as mulheres. É isso mesmo que você ouviu, nós mulheres estamos fora e é a primeira vez que isso acontece neste século XXI”, afirmou.

Segundo Clariana, ao negar o recurso, o TSE teria validado a decisão das emissoras de não incluir candidatas no primeiro debate.

“A mesma que no discurso gasta milhões de reais para incentivar a participação feminina na política, mas que na prática referenda a decisão de concessionárias de televisão de não incluir as mulheres no debate”, declarou.

A candidata ainda convocou eleitoras a se mobilizarem nas redes sociais para pressionar pela participação dela e de Samara Martins nos próximos debates presidenciais.

“Eu seguirei firme com a minha candidatura e convocando as brasileiras a se mobilizarem para que não calem a nossa voz”, disse.

Críticas ao formato do debate

Clariana também questionou a composição do primeiro debate. Além dela e de Samara, o empresário Pablo Marçal também ficou fora do encontro.

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A candidata destacou ainda a ausência dos nomes que, segundo ela, estão entre os principais concorrentes na disputa: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).

Na avaliação de Clariana, o formato acabou favorecendo a candidatura de Renan Santos (Missão), um dos participantes do programa.

“Então é um debate para quem? É palco para o Renan”, afirmou.

Para a candidata, a composição do encontro também seria uma forma de demonstrar “quem está protegendo quem” na corrida presidencial.

Critérios para participação

De acordo com a Band, a definição dos participantes levou em consideração os critérios estabelecidos pela Lei nº 9.504/1997, a Lei das Eleições, que regulamenta a participação de candidatos em debates eleitorais.

Pela legislação, as emissoras devem assegurar a participação de candidatos cujos partidos ou federações alcancem o número mínimo de parlamentares estabelecido pela legislação. Os demais candidatos podem ser convidados conforme critérios definidos pelas próprias emissoras, desde que sejam respeitadas as regras eleitorais e a isonomia entre os participantes.

A discussão sobre a presença de candidaturas femininas deve continuar nos próximos debates, enquanto as campanhas avançam e os candidatos buscam ampliar sua exposição junto ao eleitorado.

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Jornalista: Luan Schiavon

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