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Candidato a deputado estadual registra BO após receber ameaça de morte por celular em Cuiabá

Paulinho do Hipismo afirma que autor demonstrou conhecer locais que ele frequenta e diz que não pretende deixar a campanha

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O candidato a deputado estadual Paulo Alves Palhano, o Paulinho do Hipismo (Republicanos), registrou um boletim de ocorrência nesta terça-feira (8), em Cuiabá, após receber uma ameaça de morte por mensagem no celular.

A mensagem foi recebida por volta das 7h02 e, além de exigir que o candidato deixasse a política, fazia referência a disparos de arma de fogo. O autor também mencionou que Paulinho havia estado em uma igreja no dia anterior.

Segundo o candidato, a referência ao local onde esteve aumentou a preocupação, já que pode indicar que o responsável pela ameaça estaria acompanhando sua rotina.

Na mensagem, o autor escreveu: “filho da puta, sai da política, senão a bala vai comer pro seu lado”. Na sequência, acrescentou: “ontem estava na igreja”.

“Uma coisa é receber um xingamento ou uma provocação política. Outra completamente diferente é alguém falar em bala e mostrar que sabe onde você esteve. Isso deixa de atingir apenas a mim e passa a preocupar também minha família e as pessoas que estão próximas”, afirmou Paulinho.

Ameaças anteriores

No boletim de ocorrência, o candidato relatou que não seria a primeira vez que recebe ameaças e que episódios anteriores já haviam sido comunicados às autoridades.

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Conforme o registro, as ocorrências seriam recorrentes e, em situações recentes, os autores também teriam demonstrado conhecimento sobre a rotina do candidato e os locais frequentados por ele.

Paulinho, que atua como empresário, jornalista e comunicador, informou à Polícia Civil acreditar que as ameaças podem estar relacionadas à sua atividade profissional e à candidatura ao cargo de deputado estadual.

Ele pediu que as autoridades investiguem o caso, identifiquem o responsável pelas mensagens e adotem as medidas necessárias para garantir sua segurança e integridade física.

Candidato diz que não vai deixar campanha

Apesar da ameaça, Paulinho afirmou que não pretende abandonar a disputa eleitoral nem deixar de defender as pautas que apresentou durante a campanha.

O candidato se define como um nome de direita e afirma ter como principais bandeiras a defesa da liberdade, da família, do respeito às mulheres, da segurança pública, do combate à corrupção e da valorização de trabalhadores e empreendedores.

“Não vou aceitar que ameaça ou intimidação determine quem pode ou não participar da política. Sou um homem de direita, defendo a liberdade, a família, o respeito às mulheres, quem trabalha, quem produz e uma sociedade em que as pessoas tenham o direito de expressar aquilo em que acreditam”, declarou.

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Ainda segundo o candidato, a decisão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso está ligada à intenção de contribuir com o estado.

“Entrei nessa campanha porque acredito que posso contribuir com Mato Grosso e não será uma ameaça que vai mudar isso. Confio no trabalho da polícia, espero que o responsável seja identificado e vou continuar levando minhas ideias e propostas à população”, afirmou.

Polícia investiga

O caso foi registrado como ameaça consumada, praticada por meio eletrônico e verbal, e encaminhado à 3ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, responsável pela apuração.

A investigação deverá buscar identificar o autor da mensagem e verificar a eventual relação entre as ameaças relatadas pelo candidato e sua atuação profissional ou política.

Jornalista: Luan Schiavon

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Filha de mulher morta a facadas critica uso de dinheiro público em tratamento psiquiátrico do acusado

Biomédica questionou internação de Daniel Frasson e citou imagens de câmeras de segurança que, segundo ela, contradizem alegação de insanidade

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A biomédica Caroline Fernandes, filha da empresária Gleici Keli Geraldo, morta a facadas pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson, criticou o uso de recursos públicos para custear o tratamento psiquiátrico do acusado, que está internado em uma unidade de saúde de Cuiabá.

Em uma publicação nas redes sociais, feita no domingo (6), Caroline classificou a situação como uma “piada de mau gosto” e questionou os gastos do Estado com a internação.

“Dinheiro de cofre público sendo usado para bancar colônia de férias de criminoso é, no mínimo, piada de mau gosto. Mais de R$ 200.000,00 do Estado gastos com tratamento de alguém com uma esquizofrenia tanto quanto seletiva?”, escreveu.

As declarações foram feitas após o advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa a família de Gleici, divulgar trechos de imagens das câmeras de segurança da residência onde ocorreram os ataques, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.

Ataque aconteceu enquanto vítima dormia

Gleici tinha 42 anos quando foi morta, em 24 de junho de 2025. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, ela foi atingida por 21 golpes de faca enquanto dormia.

Na mesma ocasião, a filha do casal, que tinha 7 anos à época, também foi atacada. A criança sofreu oito golpes de faca, mas sobreviveu e recebeu atendimento médico.

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Em uma série de publicações, Caroline questionou a condição psiquiátrica atribuída ao padrasto. Ela afirmou que imagens registradas momentos antes do crime mostram comportamentos que, na avaliação dela, seriam incompatíveis com a alegação de insanidade mental.

Segundo Caroline, cerca de 40 minutos antes dos ataques, Daniel teria verificado se as vítimas continuavam dormindo, escolhido a arma usada no crime e mexido em uma câmera de segurança na tentativa de desligá-la.

Ela também afirmou que o acusado teria circulado pela residência antes de agir, em um comportamento que, segundo ela, demonstraria que ele estaria criando coragem para cometer o crime.

Ataque contra a filha

Caroline relatou ainda que, após atacar Gleici, Daniel teria deixado o quarto e posteriormente retornado para atacar a própria filha.

De acordo com a publicação, ele teria acordado a menina, pedido desculpas e a abraçado antes de golpeá-la.

A biomédica também afirmou que, após os ataques, o acusado teria desbloqueado o próprio telefone e enviado uma mensagem ao irmão.

Caroline questionou ainda o fato de Daniel, segundo ela, ter relatado detalhes do crime logo após os acontecimentos e posteriormente alegado não se lembrar do que havia feito.

Filha questiona tratamento fora do sistema prisional

Nas redes sociais, Caroline também criticou a utilização de recursos públicos para o tratamento psiquiátrico do acusado.

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Ela defendeu que, caso não existam vagas disponíveis em hospitais públicos, Daniel deveria receber atendimento dentro do sistema prisional.

“Se no hospital público não há vagas, resta 1 alternativa: trate no presídio assim como todos os outros detentos. Ou esse é especial?”, escreveu.

As declarações refletem a posição da filha da vítima e os questionamentos da família sobre a condição psiquiátrica do acusado. A avaliação sobre a saúde mental de Daniel, entretanto, depende de laudos e perícias médicas e judiciais, não podendo ser determinada apenas com base nas imagens ou nas declarações de familiares.

Suposta ameaça antes do crime

Caroline também contestou uma informação relacionada a uma suposta ameaça feita dois dias antes do assassinato.

Segundo ela, a irmã de Daniel teria sido informada sobre a ameaça e, aproximadamente uma hora depois de conversar com Gleici, teria pedido que as facas da residência fossem escondidas.

A biomédica levantou dúvidas sobre o episódio e questionou se a atitude teria relação com alguma informação recebida anteriormente.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades responsáveis pela investigação e pelo processo judicial.

Jornalista: Luan Schiavon

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