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Sandy de Paula aborda feminicídio e violência contra mulheres e crianças em entrevista ao podcast Conexão Materna

Mãe, advogada e candidata a deputada estadual, Sandy de Paula defende o fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência contra mulheres e crianças e maior participação feminina na política

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A maternidade, a defesa das mulheres e a proteção das crianças estão entre os principais temas que Sandy de Paula pretende levar para o debate eleitoral em Mato Grosso. Mãe, advogada e candidata a deputada estadual, ela afirma que sua trajetória pessoal também influencia a forma como enxerga a política e as prioridades que pretende defender.

Entre as bandeiras apresentadas por Sandy estão o combate à violência infantil, o enfrentamento à violência contra a mulher, a prevenção ao feminicídio e o combate à misoginia.

Para a candidata, a discussão sobre violência precisa ultrapassar a reação depois que o crime acontece e avançar para políticas de prevenção, identificação de sinais e fortalecimento da rede de proteção.

Violência contra a mulher é uma das prioridades

O cenário de violência contra as mulheres em Mato Grosso é uma das preocupações que Sandy pretende colocar em evidência durante a campanha.

O feminicídio, muitas vezes, é resultado de uma sequência de agressões que começa muito antes do crime. Ameaças, violência psicológica, controle, perseguição e agressões físicas podem ser sinais de um ciclo que precisa ser interrompido.

Nesse contexto, Sandy defende políticas públicas capazes de garantir que mulheres vítimas de violência tenham acesso a atendimento, proteção e condições para romper com relacionamentos abusivos.

A candidata também chama atenção para a necessidade de ampliar a discussão sobre violência para além da punição. Para ela, prevenir pode significar salvar vidas.

Proteção das crianças

Outra bandeira destacada por Sandy é o combate à violência contra crianças e adolescentes.

A preocupação ganha uma dimensão ainda mais pessoal por ela ser mãe. A proteção da infância, segundo a candidata, precisa envolver família, escola, profissionais da saúde, assistência social, segurança pública e os demais integrantes da rede de proteção.

A identificação precoce de sinais de violência também deve fazer parte das estratégias de prevenção.

Para Sandy, uma criança que sofre violência precisa encontrar adultos preparados para ouvir, acolher e agir.

Combate à misoginia

A candidata também pretende colocar no debate político o enfrentamento à misoginia.

Para Sandy, mulheres ainda enfrentam julgamentos e ataques relacionados ao gênero, inclusive quando decidem ocupar espaços de poder.

Na política, segundo essa visão, a mulher muitas vezes é submetida a uma cobrança que ultrapassa sua atuação pública e alcança sua aparência, vida pessoal, maternidade e escolhas.

O combate à misoginia, portanto, também passa por mudanças culturais e pela educação para o respeito às mulheres desde a infância.

Mais mulheres na política

Outro ponto defendido por Sandy é o aumento da participação feminina nos espaços de decisão.

A discussão sobre “mulher votar em mulher” também aparece como parte desse debate.

A proposta não seria simplesmente escolher uma candidata pelo fato de ser mulher, mas ampliar a atenção do eleitorado para a representatividade feminina e para as propostas apresentadas pelas candidatas.

Sandy defende que mais mulheres precisam participar das decisões políticas porque temas como maternidade, proteção infantil, violência doméstica, saúde e segurança também precisam estar presentes de forma permanente nas decisões do poder público.

A mãe por trás da candidata

Além da trajetória política, Sandy busca apresentar ao eleitorado o lado pessoal de sua caminhada.

A maternidade ocupa um espaço importante nessa construção.

Ser mãe, para ela, significa também pensar no futuro que será deixado para as próximas gerações — especialmente para meninas que estão crescendo em um cenário ainda marcado pela violência e pela desigualdade.

A candidatura, nesse sentido, procura unir a experiência política às pautas que envolvem diretamente mulheres, mães, crianças e famílias.

Da indignação para propostas

Ao colocar a proteção de mulheres e crianças entre suas prioridades, Sandy de Paula entra em um debate que exige não apenas discursos, mas também propostas concretas.

O desafio será transformar a preocupação com a violência em ações de prevenção, fortalecer a rede de atendimento às vítimas e garantir que políticas públicas cheguem também aos municípios do interior.

Para a candidata, a política precisa ser utilizada como instrumento de transformação da realidade.

E a mensagem que pretende levar à campanha é direta: proteger mulheres e crianças não pode ser uma pauta secundária. Deve ser uma prioridade.

Jornalista: Luan Schiavon

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Natasha Slhessarenko abre o jogo no Conexão Materna sobre mulheres, saúde e Governo de MT

Médica, professora e candidata ao Governo do Estado também fala sobre maternidade, mulheres, crianças e os desafios de entrar na política pela primeira vez

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A médica, professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), pesquisadora e empresária da saúde Natasha Slhessarenko (PSD) foi a convidada do podcast Conexão Materna, apresentado por Mírian Marques. Na entrevista, ela falou sobre sua trajetória pessoal e profissional, maternidade, saúde pública, violência contra a mulher, feminicídio e as propostas que pretende defender na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Cuiabana, de 58 anos, Natasha é mãe de duas filhas e construiu uma carreira de mais de três décadas na medicina. Filha da ex-deputada estadual e ex-senadora Serys Slhessarenko, ela também cresceu em um ambiente familiar marcado pela educação e pela atuação no serviço público.

Esta é a primeira vez que Natasha disputa um cargo eletivo. Durante a conversa, ela foi questionada sobre a decisão de ingressar na política justamente em uma disputa pelo comando do Estado.

A entrevistada explicou as razões que a levaram a colocar seu nome à disposição e falou sobre como pretende utilizar a experiência acumulada na medicina, na docência, na pesquisa e na gestão para contribuir com a administração pública.

Maternidade e políticas para as mulheres

Como o podcast tem como foco questões relacionadas à maternidade, Natasha também falou sobre a experiência de ser mãe e sobre os desafios enfrentados pelas mulheres que precisam conciliar família, trabalho e carreira.

A conversa abordou ainda mães solo, acesso a creches, geração de emprego e renda e a necessidade de políticas públicas que ofereçam maior autonomia às mulheres.

Para Natasha, discutir políticas para as mães significa também discutir o futuro das crianças e das famílias.

Saúde das crianças e atendimento pelo SUS

A experiência da candidata como médica também foi explorada durante a entrevista.

Entre os assuntos abordados estiveram as dificuldades enfrentadas por famílias que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente para conseguir consultas, exames, especialistas e cirurgias.

Natasha também falou sobre a necessidade de ampliar o atendimento especializado para crianças, incluindo aquelas com deficiência e transtornos do desenvolvimento, além de discutir saúde mental de crianças e adolescentes.

Outro ponto levantado foi a diferença de acesso aos serviços de saúde entre a capital e os municípios do interior.

Feminicídio: “Onde estamos errando?”

Um dos momentos centrais da entrevista foi a discussão sobre a violência contra a mulher e os índices de feminicídio em Mato Grosso.

Durante o programa, Natasha foi confrontada com uma pergunta direta sobre a situação do Estado: onde estamos errando?

A discussão envolveu a responsabilidade do poder público, a estrutura da rede de proteção, a prevenção da violência e a influência de uma cultura que ainda reproduz comportamentos machistas.

A candidata também foi questionada sobre quais medidas pretende adotar para evitar que mulheres vítimas de violência cheguem ao extremo e sobre como fortalecer o atendimento às vítimas nos municípios do interior.

Outro ponto abordado foi a situação dos filhos de mulheres assassinadas em casos de feminicídio e a necessidade de garantir proteção e acompanhamento para essas crianças.

Violência contra a mulher exige prevenção

Durante a conversa, também foi discutida a importância de políticas que permitam às mulheres romper relacionamentos abusivos.

A dependência financeira, a falta de moradia e a ausência de uma rede de apoio estão entre os fatores que podem dificultar a saída de uma situação de violência.

Natasha falou sobre a necessidade de ampliar mecanismos de proteção e criar condições para que mulheres vítimas de violência possam reconstruir suas vidas com segurança e autonomia.

A entrevista também abordou a importância de trabalhar a prevenção com os homens e combater comportamentos machistas antes que eles evoluam para situações de violência.

Misoginia e mulheres na política

Outro tema tratado foi a violência política contra as mulheres.

Natasha relatou os desafios enfrentados por mulheres que ingressam na vida pública e são frequentemente alvo de ataques relacionados não apenas às suas posições políticas, mas também à aparência, à vida pessoal, à família e à maternidade.

A discussão levantou a necessidade de ampliar a participação feminina nos espaços de poder e combater a misoginia tanto na política quanto nas redes sociais.

Propostas para Mato Grosso

Ao longo da entrevista, Natasha também foi questionada sobre suas prioridades caso seja eleita governadora.

Entre os temas discutidos estão:

  • melhoria da saúde pública;
  • redução das filas do SUS;
  • atendimento especializado para crianças;
  • saúde da mulher;
  • combate ao feminicídio;
  • proteção às vítimas de violência;
  • políticas para mães solo;
  • educação e creches;
  • segurança pública;
  • geração de emprego e renda;
  • fortalecimento das políticas públicas no interior.

A candidata também foi questionada sobre quais seriam suas prioridades nos primeiros 100 dias de governo e como pretende permitir que a população acompanhe e cobre o cumprimento das propostas apresentadas durante a campanha.

“Por que o eleitor deveria confiar em você?”

No encerramento, a entrevista ganhou um tom mais direto.

Como Natasha disputa pela primeira vez um cargo eletivo, ela foi questionada sobre o motivo pelo qual o eleitor deveria confiar nela para administrar Mato Grosso.

A pergunta final colocou a candidata diante de um dos principais desafios da campanha: apresentar ao eleitor as razões pelas quais sua experiência profissional e seu projeto político seriam suficientes para conquistar a confiança da população.

“Por que o eleitor deve votar em Natasha Slhessarenko para governadora de Mato Grosso?”, foi uma das perguntas feitas no programa.

A candidata também teve espaço para deixar uma mensagem diretamente às mulheres, mães e famílias mato-grossenses.

O episódio completo do Conexão Materna está disponível no YouTube, com a entrevista completa e os detalhes das propostas apresentadas por Natasha Slhessarenko.

Assistam:

Jornalista: Mika Sbardelott

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