Política Nacional

CAS adia votação de regulamentação da acupuntura

Published

on

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) decidiu nesta quarta-feira (27) adiar a votação da regulamentação da profissão de acupunturista (PL 5.983/2019) . O presidente do colegiado, Humberto Costa (PT-PE), sugeriu vista coletiva para que os senadores tenham mais tempo para analisar o parecer apresentado pela relatora, Teresa Leitão (PT-PE), que é favorável à proposta.

O senador Dr. Hiran (PP-RR) pediu que o projeto fosse retirado da pauta por não estar “maduro”. Ele afirmou que se trata de uma especialidade médica e que não deveria ser exercida por técnicos ou por quem não possui formação específica — o que é autorizado pelo projeto. Para ele, essas pessoas não possuem conhecimentos profundos sobre anatomia e outras matérias médicas. Hiran afirmou que há “interesses econômicos” por trás da pressão para aprovação do texto.

— O interesse maior não é dessas pessoas que estão fazendo os cursos [de acupuntura], é dos donos dos cursos. Isso é um grande negócio. 

Teresa Leitão, por outro lado, afirmou que postergar a análise não resolverá a falta de regulamentação legal da atividade, que já é realizada em diversas clínicas.

— É um projeto que vem tramitando [há] tanto tempo, e a gente não querendo se debruçar sobre a realidade que é praticada. É uma atividade milenar. São 370 mil acupunturistas no Brasil. Esse projeto já foi objeto até de audiência pública. São posições que se confrontam, e só se consegue discutindo.

Diante do impasse, Humberto Costa decidiu pela vista coletiva. Ele considera que os senadores sofrem “pressão terrível” de pessoas favoráveis e contrárias ao texto — cuja versão original foi proposta em 2003 na Câmara dos Deputados. 

A CAS, único colegiado que votará o projeto antes de ele ir a Plenário, realizou duas audiências públicas em 2023 para debater o tema. À época, o senador Paulo Paim (PT-RS) era o relator, função que foi transferida depois para Teresa Leitão.

Habilitados

O texto assegura a acupuntura a quem tiver alguma das seguintes qualificações:

  • Diploma de graduação em Acupuntura
  • Diploma em nível técnico em Acupuntura, expedido por instituição reconhecida pelo governo
  • Atuação como acupunturista de forma ininterrupta há pelo menos cinco anos, mesmo sem formação na área
  • Graduação em curso superior equivalente no exterior, após validação nos órgãos brasileiros
  • Título de especialista em acupuntura, reconhecido pelos conselhos federais

A proposta também autoriza o uso de procedimentos próprios da acupuntura durante outros atendimentos na área de saúde, conforme previsão legal dos respectivos conselhos profissionais. Para isso, o profissional deverá submeter-se a curso de extensão específico, oferecido por instituição de ensino devidamente reconhecida.

Competência

Diversos conselhos profissionais da área da saúde – como os de fisioterapia e terapia ocupacional e de enfermagem, por exemplo – já disciplinam o exercício da acupuntura para seus profissionais. Porém, o Conselho Federal de Medicina (CFM) defende que a prática seja restrita a médicos.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) criticou o que ele considera um tratamento desigual entre as classes profissionais quando se trata de benefícios e regulamentação.

— Quando é projeto para beneficiar juiz e promotor, estendemos tapete vermelho. [Quando é para] a classe médica, estendemos tapete vermelho. Quando vem aqui enfermeiro, fonoaudiólogo, fechamos as portas. Eu sempre fico preocupado quando esta Casa faz uma certa hierarquização em determinadas profissões.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Advertisement

Política Nacional

Comissão aprova regras para importação de veículos antigos e de servidores que retornam do exterior

Published

on

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que autoriza a importação de veículos usados com pelo menos 30 anos de fabricação e os pertencentes a pessoas que retornem ao Brasil após cumprir missão oficial no exterior.

Pelo texto, será permitida a entrada no país de veículos antigos, originais ou modificados, com mais de 30 anos e valor histórico, para fins culturais ou de coleção. A importação também abrangerá peças e acessórios destinados à restauração desses modelos. A classificação desses veículos seguirá o Código de Trânsito Brasileiro.

Servidores no exterior
O projeto estabelece ainda regras específicas para servidores públicos que estiveram a serviço do Brasil no exterior por pelo menos dois anos ininterruptos. Poderão importar um automóvel, com isenção de impostos federais, os chefes de missão diplomática, integrantes do Serviço Exterior Brasileiro, adidos militares e servidores públicos federais. Cônjuges e companheiros também terão direito ao benefício.

Isenção de impostos
O texto deixa claro que a isenção de tributos prevista no projeto, incluindo Imposto de Importação (II), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS e Cofins, vale apenas para os veículos importados por servidores públicos que retornam de missão oficial no exterior e seus dependentes. A regra não se aplica às importações de carros antigos realizadas por colecionadores ou particulares, que continuarão sujeitas à tributação regular.

O automóvel importado com isenção de imposto só poderá ser vendido após dois anos da entrada no país, salvo autorização da Receita Federal. A venda antecipada acarretará o pagamento integral dos tributos dispensados, exceto quando o proprietário for novamente designado para missão no exterior.

Mudanças
Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), ao Projeto de Lei 1409/25, do deputado David Soares (União-SP). O parecer de Leal enfatiza a importação de veículos antigos com valor histórico e cultural (mínimo 30 anos de fabricação). Além de incluir regras específicas para servidores que retornam do exterior após missão oficial.

O texto original, por sua vez, permitia a importação de carros usados relativamente novos (mínimo três anos de fabricação) por qualquer pessoa física, com o objetivo de ampliar o acesso a veículos importados usados, mesmo não sendo antigos. Isso foi excluído pelo relator.

Hugo Leal argumentou que a indústria automobilística nacional tem capacidade de atender ao mercado interno e manifestou preocupação com a importação indiscriminada de carros usados. “Ainda não temos um sistema de inspeção veicular e ambiental na maioria das unidades da federação com capacidade para avaliar a qualidade desses veículos”, destacou o deputado.

Próximos passos
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

Continue Reading

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

MUNICÍPIOS

MAIS LIDAS DA SEMANA