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Irritado, secretário da Sinfra abandona audiência sobre obras do BRT

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O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo de Oliveira, deixou de forma antecipada a audiência pública realizada nesta segunda-feira (13) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), onde havia sido convocado para prestar esclarecimentos sobre o andamento das obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande.

Visivelmente irritado, o secretário fez um discurso marcado por críticas às obras inacabadas do extinto Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e deixou a sessão antes mesmo de responder aos questionamentos dos parlamentares.

“Eu sou muito nervoso. Tem coisa que eu quero falar e isso vai me infartar. Porque são coisas que aconteceram, que todo mundo sabe”, declarou Marcelo Oliveira ao pedir licença para deixar a audiência, delegando as respostas técnicas à equipe da Sinfra e aos representantes jurídicos da pasta.

A convocação do secretário foi proposta pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que cobra explicações sobre os contratos relacionados ao BRT, cujo custo já ultrapassa R$ 530 milhões, além de questionamentos sobre trechos do projeto que ainda não foram contratados.

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Entre os principais pontos levantados pelo parlamentar está o aumento expressivo nos valores previstos para a construção das estações do modal. Segundo Lúdio, uma licitação inicial previa investimento de R$ 68 milhões para a implantação de 77 estações. Após a desclassificação da empresa vencedora, uma nova contratação foi realizada cerca de 75 dias depois, elevando o custo para R$ 120 milhões.

Antes de deixar o plenário, Marcelo Oliveira voltou a criticar o histórico do VLT e fez duras declarações sobre o uso de recursos públicos.

“O Brasil precisa ser mudado. A gente precisa mudar emenda PIX, orçamento secreto, bandalheira. Todo dia você abre jornal e a primeira coisa que vê é roubalheira. O dinheiro público precisa ser respeitado”, afirmou.

O secretário também defendeu a execução das obras do BRT, argumentando que o percentual reduzido de conclusão de algumas etapas está relacionado à ausência de pagamentos.

“As estações estão com 1% executado porque é 1% que está pago. Os terminais estão 0% terminados porque não tem um centavo pago”, disse.

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Em outro momento, ele comparou a atual gestão das obras ao antigo projeto do VLT.

“Se esse pessoal estivesse na Secopa, esses trens não teriam chegado aqui”, declarou.

Marcelo Oliveira já havia sido convocado anteriormente pela Assembleia, mas não compareceu à primeira chamada. Após deixar a audiência desta segunda-feira, o secretário saiu do local sem conceder entrevistas à imprensa.

Apesar da saída antecipada do titular da Sinfra, o deputado Lúdio Cabral afirmou que os trabalhos da comissão terão continuidade.

“Nós vamos dar continuidade porque é importante ouvirmos o posicionamento da Sinfra sobre os questionamentos que fizemos. A partir daí, poderemos tomar providências, caso haja necessidade”, afirmou o parlamentar.

A audiência integra uma série de discussões sobre o andamento das obras do BRT, projeto que substituiu o VLT e que segue sendo alvo de cobranças por parte de deputados, diante dos atrasos e do aumento dos custos previstos para sua conclusão.

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Encontro reservado entre Pivetta e Jayme movimenta bastidores da sucessão em Mato Grosso

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O governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Jayme Campos (União Brasil), ambos apontados como pré-candidatos ao Governo de Mato Grosso em 2026, se reuniram no último sábado (11), em Cuiabá, para discutir uma possível composição política visando a sucessão estadual.

O encontro ocorreu no edifício Royal President, no bairro Quilombo, onde os dois líderes políticos residem. Apesar da conversa, não houve definição sobre uma eventual aliança, mas ambos assumiram o compromisso de manter o diálogo nas próximas semanas.

A reunião aconteceu um dia após Pivetta e Jayme participarem da abertura oficial da 58ª Expoagro, na Capital. Na ocasião, os dois conversaram rapidamente sobre o cenário político estadual e acertaram o encontro reservado para o dia seguinte.

Nos bastidores, Otaviano Pivetta trabalha para reeditar a aliança vitoriosa formada em 2018 e 2022, quando integrou a chapa liderada pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) na condição de vice-governador. A estratégia do republicano é unir Republicanos e União Brasil em torno de um projeto comum para a disputa pelo Palácio Paiaguás.

Em um dos cenários debatidos, Pivetta seria o candidato ao Governo do Estado, enquanto Mauro Mendes e Jayme Campos disputariam as duas vagas ao Senado Federal em 2026. O Progressistas (PP), que integra federação com o União Brasil, ficaria responsável pela indicação do candidato a vice-governador, tendo a ex-senadora Margareth Buzetti como um dos nomes mais cotados.

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MDB entra no radar das articulações

Apesar das tratativas, o cenário político ainda é considerado complexo. Jayme Campos mantém sua pré-candidatura ao Governo do Estado e já declarou publicamente que está disposto a dialogar com diferentes grupos políticos, sem abrir mão de seu projeto de disputar o comando do Palácio Paiaguás.

A eventual candidatura do senador também encontra respaldo em parte das lideranças do União Brasil e do MDB. A deputada estadual Janaina Riva (MDB), que também é apontada como pré-candidata ao Senado, defende a participação do MDB na chapa majoritária e vê Jayme como um aliado natural em uma possível composição eleitoral.

Contudo, a definição sobre o posicionamento do MDB deverá ocorrer apenas durante o período das convenções partidárias, previsto entre os dias 20 de julho e 5 de agosto.

Convenção do União Brasil pode definir rumos da disputa

Enquanto as negociações avançam, Jayme Campos segue fortalecendo sua pré-candidatura dentro do União Brasil. O senador afirma contar com o apoio da maioria dos convencionais do partido em Mato Grosso.

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A convenção estadual da sigla está marcada para o próximo dia 30 de julho e pode ser decisiva para o futuro político do grupo governista.

Interlocutores de Jayme afirmam que, caso obtenha vitória na convenção, o senador estaria disposto a liberar os dissidentes do partido para apoiar uma eventual candidatura de Pivetta ao Governo do Estado. Por outro lado, se for derrotado, pretende recorrer ao Diretório Nacional do União Brasil para defender a tese de candidatura própria da legenda em Mato Grosso.

Com as convenções partidárias se aproximando, o encontro entre Pivetta e Jayme sinaliza que as articulações para a disputa de 2026 começam a ganhar intensidade, embora o desenho final das alianças ainda permaneça indefinido.

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