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Wellington Fagundes confirma Marcelo Maluf como vice após perda do apoio do Podemos

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O senador Wellington Fagundes (PL) oficializou nesta quarta-feira (5) o empresário Marcelo Maluf (Novo) como candidato a vice-governador em sua chapa na disputa pelo Palácio Paiaguás. A definição ocorre após o Podemos retirar o apoio ao projeto liderado pelo parlamentar e anunciar adesão à candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A composição da chapa também contará com a deputada estadual Janaina Riva (MDB) como candidata ao Senado. A parlamentar, que é nora de Wellington Fagundes, integra a aliança construída entre os partidos que permanecem na base de apoio do senador.

A confirmação da chapa foi anunciada poucas horas depois de o presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, oficializar o apoio da legenda à candidatura de Pivetta. Com a mudança de posicionamento do partido, o empresário Elson Ramos de Figueiredo, que chegou a ser cotado para ocupar a vaga de vice de Wellington, passou a integrar a chapa adversária como segundo suplente do ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado.

Ao comentar a escolha, Marcelo Maluf afirmou que sua indicação foi resultado de um entendimento entre as siglas envolvidas na coligação e demonstrou confiança no projeto eleitoral.

“A expectativa é muito grande. Foi bem discutido pela manhã, discutido constantemente. Chegamos ao consenso que faríamos uma chapa vitoriosa”, declarou.

Maluf também confirmou a participação do senador Jayme Campos (União Brasil) na campanha. Segundo ele, o parlamentar, que rompeu politicamente com o grupo do ex-governador Mauro Mendes após ser preterido na disputa pelo Governo do Estado, terá papel estratégico na coordenação da candidatura.

“O senador Jayme está incluído em fazer uma campanha junto conosco, de discutir com a população. Vai andar junto conosco pelo Estado. Está muito animado. Ele e o deputado Júlio Campos. Vai ser um dos coordenadores, sim, da nossa campanha”, afirmou.

A escolha de Marcelo Maluf já era sinalizada por Wellington Fagundes desde a convenção do PL, realizada em 22 de julho. Na ocasião, o senador revelou que o empresário era seu nome preferido para compor a chapa, mas destacou que a definição dependeria do consenso entre os partidos aliados.

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Wellington também ressaltou a relação de longa data com Maluf e elogiou a trajetória da família do empresário em Mato Grosso. Segundo o senador, Maluf chegou a ser convidado para integrar sua chapa como suplente em sua primeira disputa ao Senado, mas acabou impedido por questões partidárias. Posteriormente, tornou-se suplente do senador Jayme Campos.

“Eu conheço o Marcelo, a família. É uma das famílias mais respeitadas empresarialmente, com tradição aqui e com obras no Mato Grosso inteiro. Para mim, seria muito desejável ter uma pessoa como o Marcelo”, afirmou Wellington durante a convenção do partido.

Com a confirmação de Marcelo Maluf na vice e Janaina Riva na disputa ao Senado, Wellington Fagundes consolida a formação de sua chapa para as eleições estaduais, em meio à reorganização das alianças políticas após a saída do Podemos de sua base.

Jornalista: Mika Sbardelott

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Candidato a vice de Pivetta, Fábio Garcia também é alvo de operação da Polícia Federal

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O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), candidato a vice-governador na chapa à reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos), foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (6), durante a Operação Heritage.

A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada relacionado a um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi. Segundo a Polícia Federal, o prejuízo investigado supera R$ 308 milhões.

Além de Fábio Garcia, também são alvos da operação o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), o desembargador Ricardo Gomes de Almeida, integrantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e outros investigados. O procedimento tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo, a Operação Heritage cumpre 25 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. As ordens judiciais foram expedidas pelo STF.

Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares, entre elas o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bloqueio e indisponibilidade de bens até o limite aproximado de R$ 316 milhões, recolhimento de passaportes, proibição de saída do país e restrição de contato entre os investigados.

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Investigação

De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram origem na análise de um acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa Oi, envolvendo a restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária.

Os investigadores apontam indícios de que a operação financeira teria sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos públicos por meio de uma estrutura formada por fundos de investimento em cascata e empresas interpostas, mecanismo que, segundo a PF, teria servido para ocultar a origem, a movimentação e o destino dos recursos.

Os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada, além de outras infrações que eventualmente sejam identificadas no decorrer das investigações.

Defesa

A reportagem procurou a assessoria de imprensa do deputado Fábio Garcia para comentar o cumprimento do mandado de busca e apreensão. Até a publicação desta matéria, não houve manifestação. O espaço permanece aberto para posicionamento do parlamentar e de sua defesa.

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