A prevenção odontológica na infância será o tema do próximo episódio do Conexão Materna, que recebe a dentista Dra. Meire Heris Martinez Neves Ribeiro para uma conversa sobre os cuidados que devem acompanhar a criança desde os primeiros meses de vida até a adolescência.
Com atuação voltada à odontologia preventiva e ao atendimento infantil, Dra. Meire leva para o programa orientações sobre hábitos que fazem parte da rotina das famílias, como higiene, alimentação, acompanhamento profissional e os cuidados com os primeiros dentes.
A entrevista também aborda uma questão comum entre pais e responsáveis: quando começar a cuidar da saúde bucal da criança. A orientação profissional, segundo a especialista, deve fazer parte do acompanhamento desde cedo, inclusive para esclarecer dúvidas que surgem ainda durante a gestação e nos primeiros meses do bebê.
Primeiros anos exigem atenção
O nascimento dos primeiros dentes costuma trazer uma série de dúvidas para as famílias. Entre elas estão o momento da primeira consulta, os cuidados com a higiene, o uso de produtos para limpeza dos dentes e a influência de hábitos como chupeta, mamadeira e alimentação noturna.
Outro ponto discutido é a importância dos chamados dentes de leite. Apesar de serem temporários, eles exercem funções importantes durante o desenvolvimento infantil e precisam receber cuidados adequados.
A participação dos pais é fundamental nesse processo. Nas primeiras fases da infância, a criança ainda não possui autonomia suficiente para realizar sozinha todos os cuidados de higiene, tornando a supervisão dos adultos parte da rotina.
Alimentação também entra na conversa
Doces, bebidas açucaradas e a frequência com que determinados alimentos são consumidos também fazem parte da discussão.
Para além da escovação, a construção de hábitos alimentares e de higiene desde os primeiros anos pode contribuir para reduzir problemas futuros. A proposta é que os cuidados sejam incorporados ao cotidiano da família, e não apenas lembrados quando surge algum desconforto.
A relação da criança com o dentista
O medo do consultório é outro assunto abordado pela Dra. Meire.
A experiência da criança pode ser influenciada pela forma como os adultos apresentam o profissional e pela frequência das consultas. O acompanhamento preventivo permite que o contato aconteça de maneira gradual, antes que uma situação de urgência seja necessária.
Essa relação também muda conforme a criança cresce. Na adolescência, a autonomia aumenta e surgem novos desafios relacionados à alimentação, higiene e, em alguns casos, ao uso de aparelhos ortodônticos.
Informação para as famílias
Durante o Conexão Materna, Dra. Meire também apresenta sua experiência com ações de educação e prevenção voltadas a diferentes fases do desenvolvimento, incluindo o trabalho desenvolvido por meio do Educare.
A proposta parte de um princípio simples: informação e acompanhamento podem ajudar as famílias a identificar necessidades, estabelecer bons hábitos e procurar atendimento antes que problemas mais complexos apareçam.
A entrevista reúne orientações para gestantes, mães, pais e responsáveis que desejam entender melhor como acompanhar cada etapa do desenvolvimento infantil.
O episódio com Dra. Meire Heris Martinez Neves Ribeiro estará disponível no Conexão Materna, no YouTube.
“Uma criança pode pedir ajuda sem dizer uma palavra”: Dra. Claudia Camargo fala sobre proteção da infância no Conexão Materna
Advogada e conhecida como “Doutora da Proteção”, Claudia Camargo participou do podcast e abordou violência infantil, abuso, internet, saúde mental e os desafios da rede de proteção
Uma mudança repentina de comportamento, o silêncio, o medo ou o isolamento podem ser sinais de que uma criança está enfrentando alguma situação que não consegue verbalizar. Foi a partir dessa reflexão que o Conexão Materna recebeu a advogada Dra. Claudia Camargo, conhecida como “Doutora da Proteção”, para uma conversa sobre os desafios de proteger crianças e adolescentes.
Durante o episódio, Claudia falou sobre sua trajetória profissional dedicada à proteção da infância e destacou a importância de adultos, famílias, escolas e instituições estarem atentos aos sinais apresentados pelas crianças.
Proteção começa antes da violência
Um dos principais pontos da conversa foi a necessidade de trabalhar com prevenção.
Para Claudia, a proteção não deve começar somente depois que uma situação de violência é identificada. A orientação das crianças, a informação das famílias e a preparação dos profissionais que convivem com elas fazem parte de uma rede que precisa funcionar de maneira integrada.
A entrevista também abordou a dificuldade que muitas crianças encontram para contar que estão sofrendo algum tipo de violência.
Nesse contexto, a mudança de comportamento pode se tornar um importante sinal de alerta para pais e responsáveis.
Abuso infantil exige informação e atenção
O abuso sexual infantil também esteve entre os assuntos discutidos no programa.
A conversa destacou a importância de adaptar a orientação à idade da criança, ensinando conceitos relacionados à proteção do corpo, limites e confiança em adultos responsáveis.
Outro ponto levantado foi a necessidade de acreditar e acolher a criança quando ela procura ajuda, evitando atitudes que possam aumentar o medo ou dificultar a busca por proteção.
O perigo também pode estar dentro da tela
A internet trouxe novos desafios para as famílias.
Durante o episódio, Claudia chamou atenção para a necessidade de os pais conhecerem o ambiente digital frequentado pelos filhos. Redes sociais, jogos e aplicativos de comunicação podem expor crianças e adolescentes a diferentes situações de risco.
A discussão também abordou o equilíbrio entre acompanhamento dos filhos e respeito à privacidade, além da responsabilidade dos adultos na educação digital.
Escola como parte da rede de proteção
O papel das escolas também ganhou espaço na entrevista.
Além de ensinar, o ambiente escolar pode ser um local onde mudanças de comportamento são percebidas por professores e outros profissionais que convivem diariamente com crianças e adolescentes.
Para que isso aconteça de maneira adequada, a discussão passa pela capacitação dos profissionais e pela integração entre escola, família, saúde, assistência social, Conselho Tutelar e demais órgãos responsáveis pela proteção.
Saúde mental e o cuidado com quem cuida
Outro tema abordado foi a saúde mental das crianças.
Ansiedade, isolamento, mudanças de comportamento e dificuldades de convivência podem exigir atenção dos adultos e, quando necessário, acompanhamento especializado.
A entrevista também trouxe uma reflexão sobre as pessoas responsáveis pelo cuidado.
Pais, mães, professores e profissionais que trabalham diretamente com crianças também enfrentam sobrecarga e precisam de apoio para exercer suas funções dentro da rede de proteção.
Claudia Camargo também falou sobre sua decisão de entrar para a política.
Advogada, ela disputa uma vaga de deputada estadual por São Paulo, pelo Podemos, com o número 20223.
No episódio, a discussão sobre a candidatura foi relacionada à possibilidade de transformar a experiência acumulada na área de proteção em propostas e políticas públicas voltadas à infância, adolescência e famílias.
A participação política, nesse contexto, abriu espaço para discutir como ações de prevenção, fortalecimento da rede de proteção e políticas públicas podem ser estruturadas para alcançar diferentes comunidades.
Uma pergunta para pais e responsáveis
Ao final da entrevista, o Conexão Materna propôs uma reflexão:
E se uma criança estiver tentando pedir ajuda sem conseguir falar?
A pergunta resume uma das principais mensagens da conversa: observar, ouvir e acolher podem ser atitudes fundamentais para que uma situação de vulnerabilidade seja percebida.
A entrevista completa com a Dra. Claudia Camargo está disponível no canal do Conexão Materna no YouTube.
Conexão Materna é um espaço dedicado a conversas sobre família, filhos, maternidade, paternidade, infância e temas de interesse público que impactam a vida das famílias.
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