A Associação Brasileira das Mulheres da Carreira Jurídica – Comissão de Mato Grosso (ABMCJ-MT) divulgou uma nota pública manifestando repúdio às ilações envolvendo os recentes incêndios registrados em Várzea Grande. A entidade defendeu que o debate sobre os casos seja conduzido com responsabilidade e cobrou investigação aprofundada por parte das autoridades competentes.
Segundo a associação, os incêndios registrados no município nos últimos dois anos demonstram que a questão precisa ser tratada como um problema de segurança pública, exigindo ações coordenadas entre os poderes Executivo e Legislativo para proteger a população.
A ABMCJ-MT relembrou uma série de ocorrências recentes na cidade. Em agosto de 2025, um incêndio atingiu o restaurante Japidinho, anexo a um posto de combustível, colocando em risco a vida de diversas pessoas. Em outubro do mesmo ano, o almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde também foi consumido pelas chamas.
Já em novembro de 2025, um ônibus do transporte coletivo municipal, pertencente à empresa União Transporte, pegou fogo após um curto-circuito, colocando passageiros em situação de risco, entre eles uma pessoa com deficiência visual. Em janeiro de 2026, um princípio de incêndio foi registrado no Shopping Popular de Várzea Grande.
O caso mais recente ocorreu no almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação, onde materiais didáticos e outros insumos foram destruídos pelo fogo. O episódio gerou forte repercussão política e levantou questionamentos entre parlamentares do município.
Na avaliação da entidade, o momento exige serenidade e foco na apuração técnica das causas dos incêndios. A associação destacou ainda a dificuldade em reunir dados consolidados sobre ocorrências desse tipo, devido à ausência de um sistema centralizado de registros de sinistros, especialmente em propriedades públicas.
De acordo com a ABMCJ-MT, a fragmentação das informações entre diferentes órgãos — como Corpo de Bombeiros, secretarias municipais e a própria prefeitura — dificulta a análise dos casos e pode gerar inconsistências nos registros.
A entidade também apontou que mudanças de gestão pública podem comprometer a continuidade da coleta e armazenamento de dados, além de destacar que a escassez de recursos financeiros e humanos frequentemente limita o monitoramento adequado dessas ocorrências.
Outro fator citado é que, durante incêndios, a prioridade natural das equipes é conter as chamas e evitar tragédias, o que pode resultar em registros incompletos ou feitos de forma apressada.
Diante do cenário, a ABMCJ-MT apresentou quatro posicionamentos oficiais. O primeiro foi prestar solidariedade à prefeita Flávia Moretti e à secretária de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, diante dos prejuízos causados ao patrimônio público.
A associação também sugeriu que vereadores e vereadoras revisem as políticas de segurança municipal e os protocolos de resposta a incêndios, com supervisão do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e demais órgãos competentes.
Além disso, a entidade parabenizou a Guarda Municipal e o Corpo de Bombeiros pela rápida atuação no combate ao incêndio mais recente, evitando danos ainda maiores.
Por fim, a comissão cobrou que todos os incêndios ocorridos em Várzea Grande nos últimos dois anos sejam investigados com rigor.
“A vida é o maior bem que possuímos e deve ser a principal preocupação de qualquer gestor público”, destacou a presidente da ABMCJ-MT, Tânia Regina de Matos, ao reforçar a necessidade de respostas concretas por parte das autoridades.
VEJA:
nota incêndio – ass
Jornalista: Luan Schiavon
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