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Ex-esposa denunciou patrimônio milionário; PF age 24 horas antes de julgamento no CNJ

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A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (8) a Operação Gemini, que investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais e ocultação de recursos de origem ilícita em Mato Grosso. Entre os alvos da ação estão o deputado estadual Faissal Calil (PL) e o desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Dirceu dos Santos.

Segundo as investigações, Faissal e Dirceu mantêm uma relação de amizade desde 2017, período em que o parlamentar, então advogado, trabalhou no gabinete do magistrado antes de ingressar na vida política.

Dirceu dos Santos está afastado de suas funções desde 2 de março deste ano por determinação do ministro Mauro Campbell, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A investigação preliminar apontou indícios de que o magistrado teria proferido decisões judiciais mediante supostas vantagens indevidas, utilizando intermediários como empresários e advogados para influenciar atos decisórios. Também há suspeitas de enriquecimento ilícito.

O desembargador responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), cujo julgamento está previsto para esta terça-feira (9).

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Patrimônio milionário veio à tona em processo de divórcio

As suspeitas sobre a evolução patrimonial de Dirceu ganharam destaque em setembro de 2020, quando sua então esposa, a servidora pública Márcia Amâncio de Souza da Silva, revelou durante o processo de divórcio um patrimônio estimado em R$ 18 milhões.

Entre os bens declarados estavam fazendas, terrenos em condomínios de luxo, apartamentos em áreas nobres de Cuiabá, veículos, aplicações financeiras e uma residência em Winter Garden, na Flórida, nos Estados Unidos.

Durante a separação, também surgiu a informação sobre um apartamento avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão, localizado no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá. O imóvel, situado no edifício Vila Real, teria sido adquirido por meio de permuta e estaria vinculado tanto a Dirceu quanto a Faissal Calil.

Entretanto, o apartamento não constava na declaração de bens apresentada por Faissal à Justiça Eleitoral durante as eleições de 2018.

Investigações foram arquivadas e reabertas

O divórcio foi oficializado em 2021. Após as denúncias relacionadas ao patrimônio do magistrado, uma sindicância foi instaurada para investigar possíveis irregularidades envolvendo venda de sentenças.

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Em 2024, o inquérito foi arquivado por falta de indícios suficientes para comprovação de crimes. Contudo, informações apontam que o procedimento investigativo foi reaberto recentemente.

Mandados e medidas cautelares

Na Operação Gemini, a Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão domiciliar, além de buscas pessoais e medidas de afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.

Os envolvidos poderão responder, de acordo com a participação de cada um, pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.

Durante o cumprimento dos mandados, um dos alvos da operação teria sido preso. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou oficialmente os motivos da detenção.

Jornalista: Luan Schiavon

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Mãe de Olga grita e chora ao ver suspeito da morte da filha chegando preso à delegacia; Vídeo

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A morte brutal da adolescente Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira (9). Preso em flagrante por feminicídio, o pai da vítima, Claudinei da Silva, de 42 anos, confessou à Polícia Civil que agrediu a filha após encontrar mensagens trocadas por ela com um menino em uma rede social.

O crime aconteceu na residência do suspeito, no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande. Olga foi encontrada desacordada pela própria mãe, apresentando diversas lesões pelo corpo. A adolescente chegou a ser socorrida e encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá, mas já deu entrada na unidade sem sinais vitais.

Segundo informações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), logo após a morte da menina ser confirmada, Claudinei se apresentou espontaneamente na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 Horas de Várzea Grande. Em seguida, foi encaminhado para a DHPP, onde prestou depoimento ao delegado Nilson Freitas e acabou autuado em flagrante por feminicídio.

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Durante o interrogatório, o suspeito alegou que viu uma conversa da filha com um garoto pelas redes sociais e que essa situação teria motivado as agressões. A versão apresentada por ele ainda será confrontada com os elementos reunidos pela investigação.

Mãe encontrou a filha caída no quarto

Conforme relato da mãe à Polícia Civil, ela foi até a casa do ex-companheiro por volta das 18h para buscar Olga. Após insistir diversas vezes para que o portão fosse aberto, o homem saiu da residência e afirmou que a adolescente não estava no local, alegando que ela estaria brincando na casa de uma vizinha.

Desconfiada da explicação, a mulher entrou no imóvel e encontrou a filha caída no chão de um dos quartos, inconsciente e com marcas de agressão. Pouco depois, o suspeito fugiu da residência.

Equipes da DHPP foram acionadas e realizaram o isolamento da cena do crime para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que deverá apontar as causas exatas da morte e auxiliar na reconstrução dos fatos.

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Desespero na delegacia

Um vídeo gravado na porta da Delegacia da Mulher de Várzea Grande registrou o momento de revolta e desespero da mãe da adolescente ao ver o ex-companheiro deixando a unidade policial já preso.

Nas imagens, ela grita e acusa o homem pela morte da filha.

“Desgraçado, você matou a minha filha”, diz a mãe, visivelmente abalada.

Em outro momento, ela lamenta a perda da adolescente.

“Tô indignada. Ele matou a nossa filha. Uma criança de 12 anos, morta por ele”, declarou.

A Polícia Civil já representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. O caso segue sendo investigado pela DHPP, que aguarda os laudos periciais e a conclusão das diligências para esclarecer todas as circunstâncias do crime.

Vídeo:

Jornalista: Mika Sbardelott

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