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Podemos oficializa apoio a Pivetta e garante segunda suplência de Mauro Mendes ao partido

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O Podemos oficializou, nesta quarta-feira (5), o apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição ao Governo de Mato Grosso. O anúncio foi feito pelo presidente estadual da legenda, deputado Max Russi, encerrando o período de articulações internas e consolidando a aliança política construída entre os dois grupos nos últimos anos.

Como parte do acordo, o Podemos indicará o empresário Elson Ramos de Figueiredo para ocupar a segunda suplência da chapa ao Senado Federal, liderada pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). A primeira suplência ficará com o empresário Cidinho Santos, também filiado ao União Brasil.

Segundo Max Russi, a definição foi construída após uma ampla consulta às bases do partido, envolvendo candidatos, prefeitos, vereadores, convencionais e lideranças de diversas regiões de Mato Grosso.

“Eu sempre deixei claro que sou o líder desse processo, mas não o dono da decisão. Ouvimos a todos e, respeitando a vontade da maioria, decidimos apoiar o Pivetta. É uma decisão firme, democrática e construída com responsabilidade”, afirmou o deputado.

Decisão baseada em diálogo e continuidade

De acordo com o presidente estadual do Podemos, a escolha também levou em consideração a relação política construída ao longo dos últimos anos com Otaviano Pivetta, além da convergência em torno de projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento do Estado.

“Essa parceria não começou agora. São anos de diálogo, trabalho e construção por Mato Grosso. Tomamos uma posição pensando no futuro do Estado, na continuidade dos avanços e, principalmente, na melhoria da vida das pessoas”, destacou Max Russi.

Liberdade para filiados

Apesar da decisão majoritária pelo apoio à candidatura de Pivetta, o Podemos informou que os filiados e lideranças que optarem por acompanhar candidatos de outras coligações na disputa majoritária terão liberdade para fazê-lo.

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Segundo Max, a medida busca preservar a unidade interna da legenda, respeitando posicionamentos diferentes sem comprometer o fortalecimento das chapas proporcionais.

“Definimos o caminho do partido, mas também respeitamos as posições divergentes. Quem tiver outro entendimento terá liberdade para fazer sua escolha. O Podemos segue unido no propósito de fortalecer suas chapas proporcionais e trabalhar por Mato Grosso”, explicou.

Foco na campanha

Com a definição do posicionamento político, Max Russi afirmou que o partido encerra as discussões internas e passa a concentrar esforços na campanha eleitoral de 2026.

“Dialogamos, ouvimos todas as posições e tomamos a nossa decisão. Agora é hora de olhar para a frente, fortalecer nossos candidatos e trabalhar. O Podemos tem projeto, tem liderança e tem compromisso com Mato Grosso”, concluiu.

Jornalista: Mika Sbardelott

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Candidato a vice de Pivetta, Fábio Garcia também é alvo de operação da Polícia Federal

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O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), candidato a vice-governador na chapa à reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos), foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (6), durante a Operação Heritage.

A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada relacionado a um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi. Segundo a Polícia Federal, o prejuízo investigado supera R$ 308 milhões.

Além de Fábio Garcia, também são alvos da operação o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), o desembargador Ricardo Gomes de Almeida, integrantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e outros investigados. O procedimento tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo, a Operação Heritage cumpre 25 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. As ordens judiciais foram expedidas pelo STF.

Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares, entre elas o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bloqueio e indisponibilidade de bens até o limite aproximado de R$ 316 milhões, recolhimento de passaportes, proibição de saída do país e restrição de contato entre os investigados.

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Investigação

De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram origem na análise de um acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa Oi, envolvendo a restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária.

Os investigadores apontam indícios de que a operação financeira teria sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos públicos por meio de uma estrutura formada por fundos de investimento em cascata e empresas interpostas, mecanismo que, segundo a PF, teria servido para ocultar a origem, a movimentação e o destino dos recursos.

Os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada, além de outras infrações que eventualmente sejam identificadas no decorrer das investigações.

Defesa

A reportagem procurou a assessoria de imprensa do deputado Fábio Garcia para comentar o cumprimento do mandado de busca e apreensão. Até a publicação desta matéria, não houve manifestação. O espaço permanece aberto para posicionamento do parlamentar e de sua defesa.

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