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Sons do Araguaia reúne candidatos em competição musical que valoriza a cultura e arte da região

O deputado estadual Dr. Eugênio, viabilizador do projeto, destacou a importância do evento na valorização dos artistas e da música autoral do Araguaia

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O Festival Sons do Araguaia realizará mais uma etapa de seletiva no próximo dia 15 de agosto, em Bom Jesus do Araguaia. Viabilizado pelo deputado estadual Dr. Eugênio, juntamente com o Instituto Brasil e o Governo de Mato Grosso, o evento tem o objetivo de promover a valorização da cultura, da arte e da música regional.

A etapa vai ocorrer na Feira Coberta do município, com a seletiva de candidatos para a competição musical e um show da dupla Vander e Wagner.

O foco do festival, que completa sua terceira edição em 2026, é valorizar os artistas do Araguaia e suas composições autorais. Ao longo das seletivas, os candidatos interpretam canções inéditas de diferentes gêneros musicais, em audições abertas ao público. Além da competição, o público também acompanha a programação cultural do evento, com shows nacionais e regionais.

Na edição deste ano, Bom Jesus do Araguaia é a terceira cidade a receber o evento, que já passou por Canarana e Campinápolis. Após a etapa do próximo dia 15, o festival segue para Querência, com uma última seletiva e a grande final, no dia 22. Serão distribuídos R$ 155 mil em premiações, com o prêmio máximo de R$ 65 mil para o primeiro colocado.

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Quem realiza o evento é o Instituto Brasil, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), mediante a viabilização de recursos e articulação do deputado estadual Dr. Eugênio. Para o parlamentar, o festival incentiva a cultura no interior do estado e abre espaço para os artistas regionais.

“É um evento cultural que tem crescido muito ao longo das três edições que foram realizadas. Eu vejo o Sons do Araguaia como um resgate das raízes culturais da nossa região, um resgate do nosso jeito de compor, de tudo aquilo que nos inspira e da nossa musicalidade. Também é uma grande oportunidade de dar espaço para que os artistas da região mostrem seus talentos e suas composições ao público”, destacou o deputado.

Já para o Gestor de Projetos do Instituto Brasil, Wanderson Magallhães, além de servir como uma vitrine para os artistas, o festival também preserva e promove a produção cultural mato-grossense.

“O Festival Sons do Araguaia representa uma importante oportunidade de incentivar a produção cultural e fortalecer a música autoral que nasce no Araguaia e exalta sua história, suas paisagens, seu povo e sua identidade. O projeto cria espaço para novos talentos, valoriza artistas da região e estimula a criação de obras que preservam e difundem as riquezas culturais do território”, afirmou.

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Inscrições abertas para a última etapa

Os interessados em participar do Festival Sons do Araguaia ainda podem se inscrever para a última etapa de seletivas, que ocorre em Querência no dia 22 de agosto. O candidato deve entrar no site oficial do evento (www.festivalsonsdoaraguaia.com.br) e realizar a inscrição conforme as regras descritas no regulamento. O período de inscrições se estende até o próximo dia 14.

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Júlio Campos diz que Operação Heritage era esperada e defende CPI da Oi na Assembleia Legislativa

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O vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Júlio Campos (União Brasil), afirmou que a deflagração da Operação Heritage pela Polícia Federal, na última quinta-feira (6), não causou surpresa e voltou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi S.A.

Segundo o parlamentar, as denúncias relacionadas ao caso já eram de conhecimento público e haviam sido encaminhadas, ainda em anos anteriores, a diversos órgãos de fiscalização e controle, mas não tiveram desdobramentos no Estado.

“O caso ficou abafado”, afirma deputado

Júlio Campos lembrou que o ex-governador Pedro Taques (PSB) apresentou representações sobre o caso ao Senado Federal, à Procuradoria-Geral da República (PGR), ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), à Assembleia Legislativa e aos Ministérios Públicos Estadual e Federal.

Apesar disso, segundo o deputado, nenhuma providência efetiva foi adotada em Mato Grosso.

“Lamentavelmente, aqui em Mato Grosso, esse fato ficou abafado. Nenhuma autoridade, que seja do Legislativo, do Ministério Público ou da Justiça, tomou providências”, declarou.

Deputado quer retomada da CPI

Questionado sobre a possibilidade de a Assembleia Legislativa voltar a discutir uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o caso, Júlio Campos respondeu que considera a medida necessária.

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Ele afirmou, porém, que a proposta ainda depende da obtenção de uma ou duas assinaturas para atingir o número mínimo exigido para instalação da comissão.

Segundo o parlamentar, além das investigações envolvendo o acordo com a Oi, a CPI também poderá abordar as denúncias relacionadas aos empréstimos consignados.

“Com certeza. Mas, por exemplo, eu acho que ainda falta uma ou duas assinaturas, segundo a informação. Não só da Oi, como também dos consignados”, afirmou.

Consignados também preocupam

Durante a entrevista, Júlio Campos classificou o caso dos empréstimos consignados como outro assunto que merece investigação e sugeriu que novas operações policiais podem ocorrer nos próximos dias.

“Vai explodir nos próximos dias”, resumiu.

“Se o dinheiro chegou à conta, tem que haver responsabilização”

Ao comentar as investigações conduzidas pela Polícia Federal, o deputado defendeu que, caso as suspeitas sejam confirmadas, os responsáveis sejam punidos.

“Se for verdade, como é verdade, nós sabendo que o dinheiro chegou na conta, não tem como, vai ter que ter responsabilização. As punições das pessoas responsáveis pelo desvio de R$ 308 milhões, através do escândalo da Oi”, declarou.

Operação investiga suposto desvio de R$ 308 milhões

A Operação Heritage apura suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e uso indevido de informação privilegiada.

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De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que uma operação financeira ligada ao acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa Oi S.A. tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos.

Na operação, a PF cumpre 25 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.

Também foram determinadas medidas cautelares, como bloqueio e indisponibilidade de bens, quebra dos sigilos bancário e fiscal de investigados, recolhimento de passaportes e proibição de contato entre os alvos da investigação.

A apuração segue em andamento e busca reunir elementos para confirmar ou descartar as suspeitas relacionadas ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora de telefonia.

Jornalista: Luan Schiavon

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