A maternidade, a defesa das mulheres e a proteção das crianças estão entre os principais temas que Sandy de Paula pretende levar para o debate eleitoral em Mato Grosso. Mãe, advogada e candidata a deputada estadual, ela afirma que sua trajetória pessoal também influencia a forma como enxerga a política e as prioridades que pretende defender.
Entre as bandeiras apresentadas por Sandy estão o combate à violência infantil, o enfrentamento à violência contra a mulher, a prevenção ao feminicídio e o combate à misoginia.
Para a candidata, a discussão sobre violência precisa ultrapassar a reação depois que o crime acontece e avançar para políticas de prevenção, identificação de sinais e fortalecimento da rede de proteção.
Violência contra a mulher é uma das prioridades
O cenário de violência contra as mulheres em Mato Grosso é uma das preocupações que Sandy pretende colocar em evidência durante a campanha.
O feminicídio, muitas vezes, é resultado de uma sequência de agressões que começa muito antes do crime. Ameaças, violência psicológica, controle, perseguição e agressões físicas podem ser sinais de um ciclo que precisa ser interrompido.
Nesse contexto, Sandy defende políticas públicas capazes de garantir que mulheres vítimas de violência tenham acesso a atendimento, proteção e condições para romper com relacionamentos abusivos.
A candidata também chama atenção para a necessidade de ampliar a discussão sobre violência para além da punição. Para ela, prevenir pode significar salvar vidas.
Proteção das crianças
Outra bandeira destacada por Sandy é o combate à violência contra crianças e adolescentes.
A preocupação ganha uma dimensão ainda mais pessoal por ela ser mãe. A proteção da infância, segundo a candidata, precisa envolver família, escola, profissionais da saúde, assistência social, segurança pública e os demais integrantes da rede de proteção.
A identificação precoce de sinais de violência também deve fazer parte das estratégias de prevenção.
Para Sandy, uma criança que sofre violência precisa encontrar adultos preparados para ouvir, acolher e agir.
Combate à misoginia
A candidata também pretende colocar no debate político o enfrentamento à misoginia.
Para Sandy, mulheres ainda enfrentam julgamentos e ataques relacionados ao gênero, inclusive quando decidem ocupar espaços de poder.
Na política, segundo essa visão, a mulher muitas vezes é submetida a uma cobrança que ultrapassa sua atuação pública e alcança sua aparência, vida pessoal, maternidade e escolhas.
O combate à misoginia, portanto, também passa por mudanças culturais e pela educação para o respeito às mulheres desde a infância.
Mais mulheres na política
Outro ponto defendido por Sandy é o aumento da participação feminina nos espaços de decisão.
A discussão sobre “mulher votar em mulher” também aparece como parte desse debate.
A proposta não seria simplesmente escolher uma candidata pelo fato de ser mulher, mas ampliar a atenção do eleitorado para a representatividade feminina e para as propostas apresentadas pelas candidatas.
Sandy defende que mais mulheres precisam participar das decisões políticas porque temas como maternidade, proteção infantil, violência doméstica, saúde e segurança também precisam estar presentes de forma permanente nas decisões do poder público.
A mãe por trás da candidata
Além da trajetória política, Sandy busca apresentar ao eleitorado o lado pessoal de sua caminhada.
A maternidade ocupa um espaço importante nessa construção.
Ser mãe, para ela, significa também pensar no futuro que será deixado para as próximas gerações — especialmente para meninas que estão crescendo em um cenário ainda marcado pela violência e pela desigualdade.
A candidatura, nesse sentido, procura unir a experiência política às pautas que envolvem diretamente mulheres, mães, crianças e famílias.
Da indignação para propostas
Ao colocar a proteção de mulheres e crianças entre suas prioridades, Sandy de Paula entra em um debate que exige não apenas discursos, mas também propostas concretas.
O desafio será transformar a preocupação com a violência em ações de prevenção, fortalecer a rede de atendimento às vítimas e garantir que políticas públicas cheguem também aos municípios do interior.
Para a candidata, a política precisa ser utilizada como instrumento de transformação da realidade.
E a mensagem que pretende levar à campanha é direta: proteger mulheres e crianças não pode ser uma pauta secundária. Deve ser uma prioridade.
Jornalista: Luan Schiavon
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