A distribuição de recursos do União Brasil entre os candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso apresenta diferenças significativas. Até esta terça-feira (8), Júlio Campos e Michelly Alencar, dois dos nomes mais conhecidos da chapa, ainda não haviam recebido recursos diretamente do partido.
As informações constam no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reúne dados sobre arrecadação e despesas das campanhas eleitorais. Enquanto alguns candidatos já foram contemplados com recursos da legenda, outros seguem financiando as campanhas com doações de terceiros ou recursos próprios.
Entre os maiores repasses identificados está o destinado a Cenira Evangelista, que recebeu R$ 96,6 mil, integralmente provenientes da Direção Nacional do União Brasil.
O candidato Dilmar Dal Bosco recebeu R$ 115,9 mil do partido. Além do recurso da legenda, ele declarou outros R$ 5 mil, totalizando R$ 120,9 mil em receitas.
Já Sebastião Rezende recebeu R$ 86,9 mil do União Brasil. Somados aos R$ 47 mil declarados como recursos próprios, a campanha registra até o momento R$ 133,9 mil em receitas.
Outros candidatos também receberam recursos
O levantamento no DivulgaCand mostra ainda repasses partidários para outros candidatos da sigla.
Sula recebeu R$ 48,3 mil do União Brasil, enquanto Wender Ramon declarou R$ 19,3 mil provenientes da legenda. Já Subtenente Antônio recebeu R$ 9,6 mil.
Nos três casos, os valores registrados no sistema eleitoral foram repassados diretamente pela Direção Nacional do União Brasil.
Júlio Campos tem R$ 150 mil, mas nenhum recurso do partido
Apesar de ser um dos nomes de maior notoriedade da chapa, Júlio Campos ainda não recebeu recursos do União Brasil, segundo os dados disponíveis no TSE.
A campanha já declarou R$ 150 mil em receitas. Desse total, R$ 100 mil são recursos próprios do candidato. Outros R$ 30 mil foram doados por Sylvio Piva, enquanto R$ 20 mil vieram de Kennedy Rodony de Jesus Marques.
Dessa forma, até o momento, nenhum dos R$ 150 mil registrados pela campanha de Júlio Campos teve origem direta no partido.
Michelly também não recebeu verba da sigla
Situação semelhante ocorre com Michelly Alencar, que já declarou R$ 165 mil em receitas, mas também não aparece entre os candidatos que receberam recursos diretamente do União Brasil.
De acordo com os registros disponíveis no DivulgaCand, a campanha recebeu R$ 100 mil de Paulo Roberto Valerio de Castro, R$ 60 mil de Mario Silvio Gonçalves Ferreira e R$ 5 mil de Ricardo Augusto Carola Junior.
Assim como no caso de Júlio Campos, não há, até a data consultada, registro de repasse do União Brasil para a campanha de Michelly.
Distribuição chama atenção dentro da própria chapa
Os números mostram uma distribuição desigual dos recursos partidários entre os candidatos da legenda. Enquanto alguns nomes já receberam valores expressivos diretamente da direção nacional, candidatos com maior exposição pública e histórico eleitoral ainda não tiveram acesso à verba partidária.
Os valores, no entanto, podem sofrer alterações ao longo da campanha, já que novas receitas e transferências podem ser declaradas posteriormente no sistema da Justiça Eleitoral.
Os dados utilizados nesta reportagem são os registrados no DivulgaCand do TSE até 8 de setembro.
Jornalista: Luan Schiavon
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