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Júlio Campos chama eleição de MT de “sem alma” e cobra reação de Wellington

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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) fez duras críticas, nesta quarta-feira (9), à falta de movimentação nas ruas durante a campanha eleitoral de 2026 em Mato Grosso. Para o parlamentar, a disputa deste ano está marcada pela ausência de entusiasmo e de mobilização, principalmente entre os candidatos ao Governo do Estado e à Câmara Federal.

Júlio classificou o cenário como uma eleição “sem alma” e afirmou que nunca havia presenciado uma campanha com tão pouca vibração.

“Nunca vi uma campanha tão sem graça, tão sem vibração, tão sem alma, tão sem coração e tão esquisita como esta de 2026. Não tem campanha majoritária praticamente”, afirmou.

Segundo o deputado, apesar de haver quatro ou cinco candidatos ao Governo, praticamente não é possível perceber a presença deles nas ruas.

“Os candidatos a governador do Estado, sei que existem quatro ou cinco candidatos, mas não se vê movimentação nas ruas”, disse.

Na avaliação de Júlio, a disputa pelas duas vagas ao Senado apresenta uma movimentação um pouco maior. A maior presença nas ruas, entretanto, estaria concentrada entre os candidatos a deputado estadual.

“A campanha de senador está um pouco mais disputada, deputado federal também muito pouco e apenas os deputados estaduais estão na rua com a campanha. Praticamente parece que vai ter eleição apenas para a Assembleia Legislativa. Essa há uma movimentação muito grande”, afirmou.

Cobrança a Wellington

A declaração de Júlio ocorre em meio às próprias críticas que o deputado já havia feito à estrutura da campanha de Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo e apoiado por ele.

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Recentemente, em uma publicação nas redes sociais, Júlio classificou como “pobreza de lascar” a situação da campanha de Wellington e reclamou da falta de materiais eleitorais, incluindo santinhos.

Questionado nesta quarta-feira se o problema havia sido solucionado, o deputado afirmou que parte do material finalmente chegou, mas deixou claro que ainda considera a estrutura insuficiente.

“Até que, enfim, chegou um pouquinho, né?”, respondeu, em tom descontraído.

Apesar das críticas, Júlio demonstrou confiança no desempenho de Wellington na disputa pelo Governo. Para o deputado, o candidato do PL continua liderando as intenções de voto, mesmo com uma campanha que, segundo ele, ainda apresenta pouca estrutura nas ruas.

“Eu já não entendo mais muito de política. Mesmo sem campanha, sem material, só na mídia social, o senador Wellington está liderando, com certa folga, a eleição de governador”, afirmou.

Força do bolsonarismo

Na avaliação do deputado, um dos principais fatores que explicam a vantagem de Wellington é a força do bolsonarismo entre o eleitorado mato-grossense.

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Júlio afirmou acreditar que a identificação do eleitor com o número e o campo político associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro pode ser determinante para o desempenho do candidato do PL.

“Acredito que o 22 do bolsonarismo está impregnado na alma do eleitor mato-grossense”, completou.

A declaração reforça a aposta da campanha de Wellington na força do eleitorado conservador no Estado, enquanto a disputa pelo Palácio Paiaguás segue marcada, segundo Júlio Campos, por uma baixa mobilização nas ruas.

Vídeo:

Jornalista: Luan Schiavon

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União Brasil distribui recursos de forma desigual e deixa Júlio Campos e Michelly sem verba do partido

União Brasil distribui recursos de forma desigual e deixa Júlio Campos e Michelly sem verba do partido

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A distribuição de recursos do União Brasil entre os candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso apresenta diferenças significativas. Até esta terça-feira (8), Júlio Campos e Michelly Alencar, dois dos nomes mais conhecidos da chapa, ainda não haviam recebido recursos diretamente do partido.

As informações constam no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reúne dados sobre arrecadação e despesas das campanhas eleitorais. Enquanto alguns candidatos já foram contemplados com recursos da legenda, outros seguem financiando as campanhas com doações de terceiros ou recursos próprios.

Entre os maiores repasses identificados está o destinado a Cenira Evangelista, que recebeu R$ 96,6 mil, integralmente provenientes da Direção Nacional do União Brasil.

O candidato Dilmar Dal Bosco recebeu R$ 115,9 mil do partido. Além do recurso da legenda, ele declarou outros R$ 5 mil, totalizando R$ 120,9 mil em receitas.

Sebastião Rezende recebeu R$ 86,9 mil do União Brasil. Somados aos R$ 47 mil declarados como recursos próprios, a campanha registra até o momento R$ 133,9 mil em receitas.

Outros candidatos também receberam recursos

O levantamento no DivulgaCand mostra ainda repasses partidários para outros candidatos da sigla.

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Sula recebeu R$ 48,3 mil do União Brasil, enquanto Wender Ramon declarou R$ 19,3 mil provenientes da legenda. Já Subtenente Antônio recebeu R$ 9,6 mil.

Nos três casos, os valores registrados no sistema eleitoral foram repassados diretamente pela Direção Nacional do União Brasil.

Júlio Campos tem R$ 150 mil, mas nenhum recurso do partido

Apesar de ser um dos nomes de maior notoriedade da chapa, Júlio Campos ainda não recebeu recursos do União Brasil, segundo os dados disponíveis no TSE.

A campanha já declarou R$ 150 mil em receitas. Desse total, R$ 100 mil são recursos próprios do candidato. Outros R$ 30 mil foram doados por Sylvio Piva, enquanto R$ 20 mil vieram de Kennedy Rodony de Jesus Marques.

Dessa forma, até o momento, nenhum dos R$ 150 mil registrados pela campanha de Júlio Campos teve origem direta no partido.

Michelly também não recebeu verba da sigla

Situação semelhante ocorre com Michelly Alencar, que já declarou R$ 165 mil em receitas, mas também não aparece entre os candidatos que receberam recursos diretamente do União Brasil.

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De acordo com os registros disponíveis no DivulgaCand, a campanha recebeu R$ 100 mil de Paulo Roberto Valerio de Castro, R$ 60 mil de Mario Silvio Gonçalves Ferreira e R$ 5 mil de Ricardo Augusto Carola Junior.

Assim como no caso de Júlio Campos, não há, até a data consultada, registro de repasse do União Brasil para a campanha de Michelly.

Distribuição chama atenção dentro da própria chapa

Os números mostram uma distribuição desigual dos recursos partidários entre os candidatos da legenda. Enquanto alguns nomes já receberam valores expressivos diretamente da direção nacional, candidatos com maior exposição pública e histórico eleitoral ainda não tiveram acesso à verba partidária.

Os valores, no entanto, podem sofrer alterações ao longo da campanha, já que novas receitas e transferências podem ser declaradas posteriormente no sistema da Justiça Eleitoral.

Os dados utilizados nesta reportagem são os registrados no DivulgaCand do TSE até 8 de setembro.

Jornalista: Luan Schiavon

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