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Câmera registra últimos momentos de mulher assassinada a facadas em MT

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Uma câmera de segurança registrou os últimos momentos de vida de Mirela dos Santos Kaluzny, de 28 anos, assassinada a facadas na madrugada de domingo (6), em Feliz Natal (536 km de Cuiabá). As imagens mostram a vítima entrando na residência onde, minutos depois, seria morta.

O registro foi feito às 3h19 e mostra Mirela chegando ao imóvel de Carlo Alves Soares, de 43 anos, que foi preso acusado de cometer o homicídio.

Mirela entrou na casa acompanhada de outro homem. Cerca de sete minutos depois, às 3h26, ele deixou o imóvel sozinho. Segundo as informações apuradas, o homem que acompanhava a vítima não é considerado suspeito de participação no crime. Ele teria apenas acompanhado Mirela até a residência, onde Carlo já estava.

Pouco tempo depois da saída do acompanhante, Mirela foi atacada dentro da casa.

Encontro antes do crime

Conforme informações apuradas pela reportagem, Mirela teria conhecido Carlo pouco antes do crime, em uma lanchonete localizada no bairro Bela Vista.

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Os dois não mantinham relacionamento anterior e, até então, não tinham qualquer vínculo de convivência.

De acordo com a Polícia Militar, Carlo teria convidado Mirela para ir até sua residência. Já no imóvel, os dois teriam iniciado uma discussão.

Durante o desentendimento, segundo a versão apresentada pelo suspeito aos policiais, Mirela teria afirmado pertencer a uma facção criminosa e o ameaçado.

Carlo alegou que não aceitaria ser ameaçado e, durante a discussão, teria pegado uma faca e atacado a mulher.

A versão apresentada pelo preso ainda será investigada pela Polícia Civil, que deverá esclarecer as circunstâncias e a motivação do homicídio.

Vizinhança ouviu gritos

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 3h30, após uma moradora ouvir gritos vindos de uma residência na Rua das Orquídeas.

Ao se aproximar do imóvel, a vizinha encontrou Mirela caída e ensanguentada e acionou as autoridades.

Durante as buscas realizadas no local, os policiais encontraram Carlo escondido em um corredor externo da residência. Ele estava embriagado.

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Ainda conforme o registro policial, durante a abordagem, o homem relatou que havia discutido com Mirela e confessou ter desferido golpes de faca contra ela.

O suspeito teria afirmado aos policiais que “subiu o sangue” e que não iria “aguentar desaforo”.

A faca que teria sido utilizada no crime foi localizada durante os trabalhos periciais, no mesmo local onde Carlo havia sido encontrado escondido.

Ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Feliz Natal, onde o caso passou a ser investigado.

As circunstâncias do homicídio, incluindo a dinâmica da discussão e a motivação do ataque, deverão ser esclarecidas no decorrer da investigação.

Vídeo:

Jornalista: Luan Schiavon

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Professora é presa suspeita de facilitar entrada de celulares para facção em presídio de MT

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A professora Karoliny Cardoso Viegas foi presa nesta quarta-feira (9) durante a Operação Insídia, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular um suposto esquema de corrupção envolvendo servidores públicos e a entrada clandestina de celulares e outros objetos no sistema prisional de Mato Grosso.

Karoliny foi localizada nas primeiras horas da manhã em uma residência no bairro Parque Atalaia, em Cuiabá. O mandado de prisão preventiva foi cumprido por equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DRACO). Durante a ação, os policiais também apreenderam o celular da investigada.

Segundo a Polícia Civil, a professora atuava em salas anexas de uma escola estadual instaladas no Centro de Ressocialização de Várzea Grande, na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas. A investigação aponta que ela teria recebido transferências via PIX feitas por reeducandos ou por familiares e visitantes cadastrados no sistema prisional.

Inicialmente, a Polícia Civil informou que Karoliny ainda era contratada da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). A pasta, porém, esclareceu que ela não integra mais a rede estadual de ensino.

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Professora pediu exoneração em março

Em nota encaminhada à imprensa, a Seduc informou que Karoliny deixou oficialmente o cargo em 8 de março de 2026, quando protocolou e teve efetivado o pedido de exoneração.

Dessa forma, segundo a secretaria, a investigada não faz parte dos quadros da Rede Estadual de Ensino há cerca de seis meses.

Apesar do desligamento, a Seduc afirmou que tomou conhecimento da operação e que acompanha o andamento das investigações conduzidas pelas forças de segurança pública.

Policial penal cobraria até R$ 10 mil por celular

Além da professora, um policial penal efetivo também é alvo da Operação Insídia.

Conforme as investigações da Polícia Civil, o servidor cobraria entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por cada aparelho celular introduzido clandestinamente na unidade prisional.

A suspeita é de que os aparelhos fossem destinados a integrantes de uma facção criminosa que estão presos.

Os investigados são apurados por suposta prática de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa.

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Oito ordens judiciais são cumpridas

Ao todo, a Polícia Civil cumpre oito ordens judiciais em Cuiabá durante a operação.

A ação inclui mandados de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão, bloqueios de valores e duas medidas de suspensão cautelar do exercício de funções públicas.

As determinações foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da Capital.

O cumprimento das ordens judiciais é acompanhado pela Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

A investigação busca identificar a participação de cada envolvido, a forma de atuação do suposto esquema e a extensão da entrada clandestina de celulares e outros materiais dentro do sistema prisional.

As acusações ainda estão sob investigação e os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

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