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Gilmar Mendes evita entrevistas em Cuiabá em meio às repercussões do caso Banco Master

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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), evitou falar com a imprensa durante sua passagem por Cuiabá nesta segunda-feira (21), em meio à repercussão das investigações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Gilmar participou do Seminário de Soluções Fundiárias: Atividade Jurisdicional e Conciliatória, realizado na Seção Judiciária da Justiça Federal em Mato Grosso. O evento reúne magistrados e representantes de instituições para discutir conflitos fundiários, regularização de terras, mediação e conciliação. A participação do ministro já constava da programação oficial.

Apesar da presença de jornalistas no local, a organização informou previamente que Gilmar Mendes não concederia entrevistas. Após sua participação no seminário, o ministro deixou o prédio acompanhado por seguranças.

Na saída, jornalistas tentaram abordá-lo para questionamentos. Gilmar, entretanto, limitou-se a afirmar que precisava seguir para o “aeroporto correndo”, encerrando rapidamente a interação com a imprensa.

Repercussão do caso Master

A passagem do ministro por Mato Grosso ocorre em um momento de forte repercussão do caso Banco Master, após a divulgação de mensagens e documentos apreendidos pela Polícia Federal que registram contatos de Daniel Vorcaro com integrantes e pessoas próximas a ministros do STF.

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Entre os episódios que vieram a público está uma reunião entre Gilmar Mendes e Daniel Vorcaro, realizada em 11 de abril de 2024, no gabinete do ministro, no STF. O encontro foi confirmado pelo próprio magistrado.

Segundo a manifestação do gabinete, a audiência ocorreu em ambiente institucional e contou com a presença de advogados do Banco Master. O assunto tratado estava relacionado a uma causa envolvendo empresas do setor sucroalcooleiro e precatórios.

A divulgação da reunião ganhou repercussão porque Vorcaro teria procurado Gilmar em busca de apoio em uma causa de grande impacto financeiro para empresas que tinham créditos relacionados ao Banco Master. Reportagens apontam que o ministro, posteriormente, votou em sentido contrário aos interesses defendidos pelo banco nesse processo.

Gilmar também afirmou que não tinha conhecimento de eventuais tratativas privadas envolvendo Vorcaro e seu então cunhado, Chiquinho Feitosa, e declarou que não responde por relações profissionais ou privadas de seu ex-parente.

Silêncio em Cuiabá

Diante do cenário, a passagem de Gilmar por Cuiabá ocorreu sob atenção da imprensa, mas sem entrevista ou pronunciamento específico sobre as recentes revelações relacionadas ao Banco Master.

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O ministro participou normalmente da programação do seminário e, ao final do compromisso, deixou o local rapidamente, sem responder aos questionamentos dos jornalistas sobre o caso.

A cena foi registrada em vídeo e mostra a tentativa de abordagem da imprensa e a resposta rápida do ministro antes de seguir para o aeroporto.

Vídeo:

Jornalista: Mika Sbardelott

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ATÉ ZUNIL

Sandy defende fim dos “intocáveis” e propõe mandato de 8 anos para ministros do STF: “Não é monarquia”

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Sandy defende fim dos “intocáveis” e propõe mandato de 8 anos para ministros do STF: “Não é monarquia”

Segundo ela o Supremo Tribunal Federal precisa de renovação e regras claras de responsabilização, incluindo a possibilidade de demissão sumária pelo Senado em caso de desvio institucional.

A candidata a deputada federal Sandy levantou um debate urgente sobre o equilíbrio entre os Poderes da República e defendeu mudanças profundas na estrutura do Supremo Tribunal Federal (STF). Com o lema “Chega de intocáveis”, Sandy sustenta que o modelo atual de mandatos vitalícios para a Corte Suprema não condiz com os princípios de um Estado democrático de direito.

Para a candidata, a solução para oxigenar o STF e garantir maior representatividade e segurança jurídica ao país é clara e direta: estabelecer mandatos fixos de 8 anos para os ministros, coincidindo com o tempo de atuação de um senador da República.

“O STF não é monarquia. A perpetuação de poder em uma corte constitucional gera distorções graves e afasta a Justiça do cidadão comum. Precisamos de rotatividade e de sangue novo periodicamente”, afirma Sandy.

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Segundo a candidata, se um ministro optar por ultrapassar suas atribuições constitucionais e enveredar pelo caminho da politicagem, a resposta do Poder Legislativo deve ser imediata.

“Se o ministro trocar a Constituição pela politicagem, a demissão tem que ser rápida e automática. O cargo público no topo do Judiciário existe para servir à nação e à lei, não a interesses particulares ou partidários”, reforça.

A pauta da reforma no Judiciário e do fim dos mandatos vitalícios tem ganhado força na plataforma de campanha de Sandy, que busca representar no Congresso Nacional uma voz firme em defesa da moralidade institucional, do respeito à Constituição e do equilíbrio entre os Poderes.

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