GILMAR, NÃO; MORAES, SIM

Nos bastidores, Medeiros admite filtro contra STF e faz exceção para Alexandre de Moraes

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A campanha de José Medeiros (PL) ao Senado ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (21), depois que veio a público um áudio no qual o deputado federal explica a um interlocutor próximo de Gilmar Mendes por que evita colocar o Supremo Tribunal Federal (STF) no centro de seus ataques eleitorais.

A conversa foi enviada ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União Brasil), irmão do ministro Gilmar Mendes. No áudio, Medeiros afirma que chegou a determinar à sua equipe de comunicação que retirasse dos materiais de campanha qualquer referência ao Supremo.

A justificativa apresentada pelo candidato, porém, vem acompanhada de uma exceção bastante clara: Alexandre de Moraes.

Medeiros afirma que não costuma atacar o STF como instituição e que também evita citar nominalmente Gilmar Mendes ou outros ministros. Quando o assunto é Moraes, entretanto, o tom muda completamente.

Segundo o próprio deputado, se receber autorização para atacar o ministro, não precisa nem esperar o horário comercial.

“Se vocês pedirem para eu esculhambar com Alexandre de Moraes, pode me ligar até no meio da noite, que eu faço isso”, afirma Medeiros na gravação.

A declaração cria um contraste dentro da própria estratégia apresentada pelo candidato: preservar a imagem institucional do STF, mas manter críticas duras direcionadas especificamente a um de seus integrantes.

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GILMAR FICA FORA DO ALVO

No áudio, Medeiros também faz questão de afirmar que nunca utilizou Gilmar Mendes como alvo de seus discursos.

O deputado relata que já teria sido questionado por essa postura e diz ter orientado sua equipe a não inserir o nome do ministro em textos preparados para suas gravações.

A escolha ganha uma dimensão particular pelo destinatário da mensagem: Chico Mendes, irmão de Gilmar.

Depois da repercussão, Medeiros confirmou que o áudio é verdadeiro e afirmou que sua intenção é preservar o STF enquanto instituição.

O candidato, entretanto, sustentou que isso não significa deixar de defender medidas contra ministros quando entender que suas decisões ou condutas ultrapassaram os limites constitucionais.

“NÃO ATACAR O STF” NÃO SIGNIFICA POUPAR MINISTROS

Medeiros afirmou que já apresentou pedidos de impeachment contra ministros do Supremo, citando Flávio Dino, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.

Em relação a Alexandre de Moraes, o deputado também lembrou que já apresentou pedido de prisão contra o ministro.

A justificativa apresentada pelo parlamentar é que a instituição deve ser preservada, mas seus integrantes podem ser responsabilizados individualmente quando, segundo sua avaliação, houver motivos para isso.

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“Qualquer ministro que, porventura, trabalhe contra a Constituição, esse, com certeza, vou votar o impeachment”, declarou.

ÁUDIO COLOCA CAMPANHA DE MEDEIROS NOVAMENTE SOB OS HOLOFOTES

A gravação surge em meio a uma disputa acirrada pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado em 2026.

Medeiros está entre os dez candidatos que disputam as cadeiras destinadas ao Estado, em uma eleição que reúne nomes conhecidos da política mato-grossense, como Janaina Riva (MDB), Carlos Fávaro (PSD), Margareth Buzetti (PP), Mauro Mendes (União Brasil) e Pedro Taques (PSB).

O episódio acrescenta um novo elemento ao debate eleitoral: a própria estratégia de comunicação de Medeiros e a maneira como o candidato estabelece diferenças entre críticas ao STF e ataques direcionados a determinados ministros.

No centro da repercussão está uma frase que resume o tom da conversa: enquanto o STF, segundo Medeiros, deve ser preservado, Alexandre de Moraes continua sendo uma exceção assumida pelo candidato.

E, pelo que foi dito no áudio, para falar de Moraes, não importa nem a hora do telefone tocar.

Jornalista: Luan Schiavon

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ATÉ ZUNIL

Sandy defende fim dos “intocáveis” e propõe mandato de 8 anos para ministros do STF: “Não é monarquia”

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Sandy defende fim dos “intocáveis” e propõe mandato de 8 anos para ministros do STF: “Não é monarquia”

Segundo ela o Supremo Tribunal Federal precisa de renovação e regras claras de responsabilização, incluindo a possibilidade de demissão sumária pelo Senado em caso de desvio institucional.

A candidata a deputada federal Sandy levantou um debate urgente sobre o equilíbrio entre os Poderes da República e defendeu mudanças profundas na estrutura do Supremo Tribunal Federal (STF). Com o lema “Chega de intocáveis”, Sandy sustenta que o modelo atual de mandatos vitalícios para a Corte Suprema não condiz com os princípios de um Estado democrático de direito.

Para a candidata, a solução para oxigenar o STF e garantir maior representatividade e segurança jurídica ao país é clara e direta: estabelecer mandatos fixos de 8 anos para os ministros, coincidindo com o tempo de atuação de um senador da República.

“O STF não é monarquia. A perpetuação de poder em uma corte constitucional gera distorções graves e afasta a Justiça do cidadão comum. Precisamos de rotatividade e de sangue novo periodicamente”, afirma Sandy.

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Segundo a candidata, se um ministro optar por ultrapassar suas atribuições constitucionais e enveredar pelo caminho da politicagem, a resposta do Poder Legislativo deve ser imediata.

“Se o ministro trocar a Constituição pela politicagem, a demissão tem que ser rápida e automática. O cargo público no topo do Judiciário existe para servir à nação e à lei, não a interesses particulares ou partidários”, reforça.

A pauta da reforma no Judiciário e do fim dos mandatos vitalícios tem ganhado força na plataforma de campanha de Sandy, que busca representar no Congresso Nacional uma voz firme em defesa da moralidade institucional, do respeito à Constituição e do equilíbrio entre os Poderes.

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