LUTO NO JORNALISMO

Jornalista morre aos 51 anos e deixa legado na comunicação mato-grossense

Published

on

Faleceu na madrugada desta terça-feira (3), em Cuiabá, a jornalista Neila Gonçalves, aos 51 anos. Ela estava internada em estado grave em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da capital após passar por uma cirurgia de emergência realizada no último fim de semana.

Segundo informações de familiares e amigos, Neila apresentou complicações após o procedimento cirúrgico. Durante a internação, chegou a ser entubada, mas não resistiu.

Reconhecida por sua atuação no jornalismo mato-grossense, Neila construiu uma trajetória profissional marcada pela dedicação à informação, ética e compromisso com a comunicação. Ao longo de décadas de carreira, atuou em diversos veículos de imprensa e assessorias de comunicação no estado.

Na TV Vila Real, destacou-se como editora dos telejornais Jornal do Meio-Dia e Cidade Alerta, contribuindo para a produção de conteúdo jornalístico e para a formação de profissionais da área. Sua atuação também se estendeu a portais de notícias e ao setor de comunicação institucional.

Entre os trabalhos desenvolvidos fora das redações, Neila integrou equipes de assessoria de imprensa, incluindo a comunicação do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso, onde também deixou sua marca pelo profissionalismo e dedicação.

Leia Também:  Almoxarifado da Educação de Cuiabá sob investigação: livros com erros e disciplina que não existe

Colegas de profissão lamentaram a perda e ressaltaram a importância de sua contribuição para o fortalecimento do jornalismo regional. Nas redes sociais, jornalistas, amigos e ex-companheiros de trabalho prestaram homenagens e lembraram momentos compartilhados ao longo de sua trajetória.

O velório será realizado na tarde desta terça-feira, no município de Poxoréu, a 251 quilômetros ao sul de Cuiabá, onde familiares, amigos e colegas poderão se despedir e prestar as últimas homenagens.

A morte de Neila Gonçalves provoca comoção entre profissionais da imprensa mato-grossense e pessoas que conviveram com ela, deixando um legado de trabalho, amizade e dedicação à comunicação.

Jornalista: Luan Schiavon

📲 Clique aqui e receba notícias do VOZMT no seu celular

Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ATÉ ZUNIL

Almoxarifado da Educação de Cuiabá sob investigação: livros com erros e disciplina que não existe

Published

on

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sérgio Ricardo, realizou, na manhã desta sexta-feira (29), uma visita técnica ao almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, acompanhado do prefeito Abilio Brunini (PL). A ação foi motivada pelas denúncias de supostas irregularidades na aquisição de materiais didáticos, que podem somar mais de R$ 80 milhões.

Durante a inspeção, foram averiguados cerca de 16 mil livros de Educação Financeira, disciplina que não é ministrada nas escolas da rede municipal. Também foram encontrados livros de Língua Portuguesa com erros gramaticais, além de uma publicação intitulada “Valores para construção do caráter”, apontada pelo prefeito como produzida por inteligência artificial (IA).

Os atos investigados ocorreram entre 2025 e 2026, período em que a Secretaria de Educação era comandada pelo ex-secretário Amauri Monge, que deixou o cargo em abril para coordenar a campanha de Alan Porto (Republicanos) à Assembleia Legislativa. Há suspeitas de que materiais foram adquiridos em quantidades superiores à demanda das escolas, incluindo conteúdos de disciplinas não lecionadas, como Educação Financeira.

Leia Também:  Almoxarifado da Educação de Cuiabá sob investigação: livros com erros e disciplina que não existe

“Não existe educação financeira na grade curricular. Este já é um livro que vou recolher”, disse Sérgio Ricardo, questionando o prefeito sobre a quantidade de exemplares adquiridos, informação que Brunini não soube precisar de imediato. O conselheiro solicitou que um auditor do TCE realize o levantamento completo.

O presidente do TCE também anunciou que investigará se a Secretaria de Estado de Educação, onde Amauri Monge era secretário adjunto, também realizou a compra desse tipo de material. “Quero saber do Estado se também fez aquisição desses livros de educação financeira”, afirmou, levando um exemplar para análise e acrescentando, em tom descontraído, que também quer aprender sobre a disciplina.

Em relação aos livros de Língua Portuguesa, foram detectados erros de concordância, inclusive em exemplares voltados para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). “São produtos comprados com dinheiro público”, ressaltou Sérgio Ricardo.

O prefeito Abilio Brunini destacou que não houve estudo adequado sobre a quantidade de livros adquiridos, o que pode resultar em material não utilizado dentro do ano letivo. “Não somos contra a aquisição, mas é preciso planejamento. Comprar mais do que o necessário é jogar dinheiro fora”, afirmou.

Leia Também:  Almoxarifado da Educação de Cuiabá sob investigação: livros com erros e disciplina que não existe

A inspeção contou ainda com a presença da presidente da Câmara Municipal, Paula Calil (PL), e da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade). As denúncias de suposto rombo em compras de materiais didáticos motivaram a propositura de dois pedidos de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Cuiabá.

Jornalista: Mika Sbardelott

Continue Reading

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

MUNICÍPIOS

MAIS LIDAS DA SEMANA