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Impasse em Mato Grosso trava aliança entre PL e Republicanos para chapa presidencial de Flávio Bolsonaro

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A definição da aliança entre o PL e o Republicanos para a disputa da Presidência da República enfrenta um impasse devido às divergências políticas em Mato Grosso e Roraima. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles nesta sexta-feira (17).

No centro das negociações está a possível indicação da ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques (Republicanos), para compor como candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).

Entretanto, segundo a reportagem, a direção nacional do Republicanos condiciona seu apoio ao projeto presidencial do PL à retirada da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. A cúpula do partido de Jair Bolsonaro, no entanto, já teria informado que não pretende abrir mão da candidatura do senador mato-grossense.

A disputa em Mato Grosso tem se tornado um dos principais entraves para a consolidação da aliança nacional. O Republicanos aposta na candidatura do atual governador Otaviano Pivetta, que assumiu o comando do Estado em março deste ano após a desincompatibilização de Mauro Mendes (União Brasil) para disputar uma vaga ao Senado.

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Por outro lado, o PL argumenta que já apoiou Pivetta nas eleições de 2022 e, agora, pretende lançar candidatura própria ao Palácio Paiaguás.

Além de Mato Grosso, a situação política em Roraima também dificulta as negociações. No estado, PL e Republicanos estiveram em lados opostos na eleição suplementar realizada em junho e seguem disputando espaço político para o pleito de outubro.

Vice mulher é aposta de Flávio

Apesar do impasse, Daniella Marques segue sendo um dos nomes mais cotados para ocupar a vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro. A ex-presidente da Caixa atualmente coordena o núcleo econômico da pré-campanha do senador e tem participado de agendas políticas ao lado do pré-candidato.

Durante uma transmissão ao vivo realizada na quinta-feira (16), Flávio voltou a defender a presença feminina na composição da chapa.

“Eu já falei várias vezes a minha preferência de que seja uma mulher. Estão falando muito do nome da Dani. Então vai ser importante vocês conhecerem ela”, declarou.

A estratégia de indicar uma mulher para a vice-presidência é vista por aliados como uma tentativa de ampliar a aproximação do pré-candidato com o eleitorado feminino, especialmente após desgastes políticos envolvendo a relação pública entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

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Convenções se aproximam

A convenção nacional do PL está marcada para o próximo dia 25 de julho, na Arena Pacaembu, em São Paulo, quando a legenda deverá oficializar seus candidatos para as eleições de 2026.

Já o Republicanos realizará sua convenção em 1º de agosto, também na capital paulista. O período oficial das convenções partidárias ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto.

Após a definição das candidaturas e coligações, os partidos terão até as 19h do dia 15 de agosto para registrar oficialmente os nomes junto à Justiça Eleitoral.

Jornalista: Luan Schiavon

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Dilemário rompe com bloco governista e retoma candidatura independente à Presidência da Câmara de Cuiabá

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O vereador Dilemário Alencar (União Brasil) oficializou nesta quarta-feira (16) o rompimento com o bloco governista e confirmou a retomada de sua candidatura independente à Presidência da Câmara Municipal de Cuiabá para o biênio 2027-2028. A decisão foi anunciada após o fim do prazo de um acordo político que condicionava seu apoio à reeleição da atual presidente, Paula Calil (PL), à aprovação de uma mudança no Regimento Interno da Casa.

Pelo entendimento firmado nos bastidores, Dilemário e a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) apoiariam a candidatura de Paula caso ela conseguisse reunir os 18 votos necessários para aprovar a alteração regimental que permitiria sua recondução ao cargo. No entanto, a votação prevista para esta quarta-feira foi suspensa por decisão liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), inviabilizando o cumprimento do acordo.

Ao justificar sua decisão na tribuna, Dilemário afirmou que o compromisso perdeu efeito diante da impossibilidade de realização da votação.

“Existia um entendimento de que, até o dia 16, caso a atual presidente conseguisse mudar o regimento com 18 votos, eu e a Baixinha apoiaríamos ela. Com essa decisão judicial, não tem como fazer essa votação. Portanto, eu recoloco a minha candidatura”, declarou.

Câmara dividida

Durante o pronunciamento, o parlamentar também revelou o atual cenário de forças na Câmara de Cuiabá, indicando que a disputa pela Presidência está aberta e sem maioria consolidada.

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Segundo Dilemário, o grupo de oposição, liderado pelo vereador Ilde Taques (PSB), conta atualmente com 13 votos, enquanto o bloco de apoio à presidente Paula Calil reúne 12 parlamentares. Nesse contexto, ele e Baixinha Giraldelli, que somam dois votos, passam a ocupar posição estratégica nas negociações para a composição da futura Mesa Diretora.

Críticas aos bastidores

Em tom crítico, Dilemário afirmou que a eleição da Mesa Diretora costuma ser definida apenas nos últimos dias de articulação política e ironizou demonstrações antecipadas de força por parte de candidatos.

“Eu só tenho a saliva para convencer cada vereador. Eu não vou fazer parte de nenhuma Mesa Diretora lá na frente. Vou pedir voto para os outros 25. Já participei de oito eleições de Mesa e garanto: isso se resolve na última semana. Já vi candidato bater foto com 18 apoiadores e, no dia da apuração, ter apenas 3 votos. Eleição é postura e comportamento”, afirmou.

O vereador também defendeu que a eleição ocorra sem interferências do Executivo Municipal, argumentando que a autonomia do Legislativo deve ser preservada para evitar desgastes institucionais.

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Disputa em três frentes

Com o rompimento de Dilemário com o bloco governista, a eleição para a Presidência da Câmara de Cuiabá passa a ter três candidaturas colocadas: Ilde Taques (PSB), Paula Calil (PL) e o próprio Dilemário Alencar (União Brasil).

A suspensão da votação sobre a mudança do Regimento Interno pelo TJMT adiou as definições políticas e intensificou as negociações nos bastidores. A expectativa entre os articuladores é de que a composição da Mesa Diretora seja definida apenas nos dias que antecedem a eleição, mantendo o cenário de indefinição e disputa acirrada entre os grupos políticos da Casa.

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