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Operação Dupla Face mira suposto apoio de advogada a facção criminosa em MT

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou nesta quinta-feira (17) a Operação Dupla Face, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão em Nova Mutum e na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em uma residência, em um escritório de advocacia localizado em Nova Mutum e também na unidade prisional da Capital.

Além das buscas, a pedido do Gaeco, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos investigados, bem como a extração e análise pericial de dados armazenados em aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação.

Segundo as investigações, há indícios de que uma advogada estaria prestando apoio a uma organização criminosa. Durante a apuração, os investigadores reuniram elementos considerados suficientes para embasar as medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário.

O Gaeco informou que, durante o cumprimento do mandado no escritório de advocacia, foram observadas todas as garantias legais previstas no Estatuto da Advocacia. A diligência ocorreu mediante comunicação prévia e com o acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), conforme determinação judicial.

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Todo o material recolhido durante a operação será submetido à perícia técnica e deverá auxiliar no aprofundamento das investigações, que seguem sob sigilo judicial.

A operação contou ainda com o apoio do 14º Comando Regional e do 26º Batalhão da Polícia Militar, ambos sediados em Nova Mutum.

O Gaeco é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e integrada por membros da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e do Sistema Socioeducativo. O grupo atua de forma especializada no enfrentamento às organizações criminosas e na investigação de delitos de maior complexidade.

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Último ato de amor: mãe salva filha da morte e perde a própria vida em rio

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A professora Bruna de Souza Silva, de 30 anos, morreu na manhã desta quarta-feira (16) após salvar a filha, de apenas 4 anos, de um afogamento no Rio Manso, em uma fazenda localizada no município de Nova Brasilândia, a 201 quilômetros de Cuiabá.

Segundo informações da Polícia Civil, o acidente aconteceu por volta das 10h30. A criança tomava banho em um trecho considerado raso do rio quando acabou sendo arrastada pela força da correnteza.

Ao perceber o risco, Bruna entrou imediatamente na água para resgatar a filha. Testemunhas relataram que, pouco depois, a professora foi encontrada desacordada sobre as pedras do rio, enquanto a menina permanecia agarrada às roupas da mãe.

A criança foi retirada da água em segurança e não sofreu ferimentos graves. Já Bruna foi resgatada por pessoas que estavam no local, mas não resistiu. A morte foi confirmada ainda na fazenda.

Prefeitura lamenta morte

A morte da professora gerou grande comoção em Campo Verde, onde ela atuava na rede de ensino. Em nota oficial, a Prefeitura lamentou a perda e destacou a dedicação de Bruna à educação.

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“Profissional exemplar, Bruna foi sinônimo de dedicação aos seus alunos e de comprometimento com a educação. Sua trajetória deixa para a comunidade escolar e para todos que com ela conviveram um legado de inspiração, afeto e profissionalismo”, diz trecho da homenagem.

Investigação

O corpo da professora foi encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para os procedimentos legais.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do afogamento. As causas do acidente serão investigadas, embora as informações iniciais indiquem que Bruna perdeu a vida ao tentar salvar a filha da correnteza.

A atitude da professora foi destacada por testemunhas como um ato de coragem e amor materno, que garantiu a sobrevivência da criança.

Jornalista: Mika Sbardelott

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