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Justiça anula eleições comunitárias no CPA II e Jardim Brasil e determina novos pleitos em Cuiabá

Decisão aponta irregularidades no cadastro de eleitores e na condução dos processos eleitorais; CPA III terá votação retomada

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O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, determinou a anulação das eleições das associações de moradores do CPA II e do Jardim Brasil, em Cuiabá, e ordenou a realização de novos pleitos. A decisão também determinou a retomada do processo eleitoral da associação comunitária do CPA III – Setores 2 e 5, após a identificação de irregularidades nas eleições realizadas em 2023.

A ação foi proposta pela Defensoria Pública de Mato Grosso contra a União Cuiabana de Associações de Moradores de Bairro e Similares (Ucamb). A instituição buscava a anulação das eleições comunitárias realizadas em 2023 em oito bairros: Três Poderes, Residencial Paiaguás, CPA II, CPA III, Grande Terceiro, Cidade Verde, Jardim Brasil e Planalto.

A Defensoria também pediu que os novos processos eleitorais seguissem as regras previstas no estatuto da Ucamb, principalmente em relação à formação da Comissão Eleitoral Mista, à publicidade das listas de eleitores e candidatos e à unificação dos cadastros das chapas concorrentes.

A Ucamb contestou a ação e sustentou que os pleitos ocorreram de forma regular, alegando falta de provas das irregularidades apontadas e perda do objeto da ação após a posse dos candidatos eleitos.

CPA II teve eleição anulada

Entre os processos analisados, o caso do CPA II foi considerado suficientemente grave pelo magistrado para justificar a anulação da eleição.

Segundo a sentença, foram identificados cadastros de eleitores vinculados a ruas localizadas fora dos limites do bairro. Também foram habilitados 194 votantes por meio de procedimento excepcional, sem que houvesse demonstração de que as exigências documentais estabelecidas pela própria Comissão Eleitoral Mista haviam sido cumpridas.

Para o juiz, as inconsistências atingiram diretamente a composição do colégio eleitoral.

A situação ganhou ainda mais relevância porque a disputa foi apertada: a diferença entre as chapas concorrentes foi de apenas 12 votos.

Diante disso, o magistrado declarou a nulidade do processo eleitoral e determinou a realização de uma nova eleição, seguindo as regras estabelecidas na sentença.

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Jardim Brasil também terá nova eleição

No Jardim Brasil, a irregularidade identificada esteve relacionada à participação de eleitores que não estavam previamente cadastrados.

Conforme a sentença, a própria ata da eleição registrou que parte dos participantes votou mediante autorização discricionária de fiscais e candidatos, além daqueles que já constavam no cadastro.

Outro ponto considerado relevante foi a ausência da lista oficial de votantes.

De acordo com a decisão, a Ucamb foi intimada diversas vezes para apresentar o documento, considerado essencial para verificar a regularidade da eleição, mas não apresentou a relação oficial.

Diante da impossibilidade de verificar a composição do eleitorado, o juiz decidiu pela anulação da eleição e realização de um novo pleito.

CPA III terá processo eleitoral retomado

No caso do CPA III – Setores 2 e 5, a decisão também determinou a retomada do processo eleitoral.

A medida deverá seguir as diretrizes estabelecidas na sentença, com observância das regras eleitorais da entidade.

Grande Terceiro teve irregularidades, mas eleição foi mantida

A sentença também identificou falhas procedimentais na eleição do Grande Terceiro, entre elas a ausência da Comissão Eleitoral Mista, falta de cadastro unificado de eleitores e a não publicidade da lista de votantes.

Apesar disso, o magistrado entendeu que as irregularidades não foram suficientes para comprometer o resultado da votação.

Segundo a decisão, as chapas participaram normalmente do processo, acompanharam a apuração, assinaram a ata final e não houve demonstração de fraude capaz de alterar o resultado.

A diferença entre os concorrentes foi de 88 votos.

Por esse motivo, o pedido de anulação da eleição do Grande Terceiro foi rejeitado.

Três Poderes não teve eleição concluída

No bairro Três Poderes, o processo teve uma situação diferente.

Segundo a sentença, a eleição sequer foi concluída, permanecendo suspensa antes da finalização.

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Embora tenham sido apontadas possíveis falhas na organização do processo, o juiz entendeu que não havia um resultado eleitoral consumado que pudesse ser anulado.

Assim, os pedidos referentes ao bairro foram julgados improcedentes.

Eleições foram mantidas em três bairros

Nos casos de Cidade Verde, Planalto e Residencial Paiaguás, a Justiça concluiu que as provas produzidas não demonstraram irregularidades capazes de comprometer a legitimidade dos resultados.

Testemunhas relataram a existência de fiscalização das chapas, acompanhamento da apuração, recontagem de votos e elaboração das respectivas atas.

Com isso, os pedidos de anulação das eleições desses três bairros foram rejeitados.

Pedidos da Defensoria foram parcialmente rejeitados

O magistrado também rejeitou três pedidos apresentados pela Defensoria Pública nas alegações finais: a limitação futura da atuação eleitoral da Ucamb, o apoio à regularização jurídica das associações filiadas e a condenação da entidade ao pagamento de indenização por danos morais coletivos.

Segundo o juiz, esses pedidos não faziam parte da petição inicial nem de seu aditamento e, portanto, não haviam sido submetidos ao contraditório.

Novas eleições em até 60 dias após decisão definitiva

Ao final, o juiz julgou a ação parcialmente procedente e determinou que a Ucamb:

  • realize uma nova eleição no CPA II;
  • realize uma nova eleição no Jardim Brasil;
  • retome o processo eleitoral da associação de moradores do CPA III – Setores 2 e 5.

As providências deverão ser implementadas no prazo de 60 dias após o trânsito em julgado da sentença, conforme determinado na decisão.

A sentença reforça a necessidade de que os próximos processos eleitorais observem as regras estatutárias da entidade, especialmente quanto ao cadastro de eleitores, publicidade das informações e composição da comissão eleitoral.

Jornalista: Luan Schiavon

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Sons do Araguaia reúne candidatos em competição musical que valoriza a cultura e arte da região

O deputado estadual Dr. Eugênio, viabilizador do projeto, destacou a importância do evento na valorização dos artistas e da música autoral do Araguaia

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O Festival Sons do Araguaia realizará mais uma etapa de seletiva no próximo dia 15 de agosto, em Bom Jesus do Araguaia. Viabilizado pelo deputado estadual Dr. Eugênio, juntamente com o Instituto Brasil e o Governo de Mato Grosso, o evento tem o objetivo de promover a valorização da cultura, da arte e da música regional.

A etapa vai ocorrer na Feira Coberta do município, com a seletiva de candidatos para a competição musical e um show da dupla Vander e Wagner.

O foco do festival, que completa sua terceira edição em 2026, é valorizar os artistas do Araguaia e suas composições autorais. Ao longo das seletivas, os candidatos interpretam canções inéditas de diferentes gêneros musicais, em audições abertas ao público. Além da competição, o público também acompanha a programação cultural do evento, com shows nacionais e regionais.

Na edição deste ano, Bom Jesus do Araguaia é a terceira cidade a receber o evento, que já passou por Canarana e Campinápolis. Após a etapa do próximo dia 15, o festival segue para Querência, com uma última seletiva e a grande final, no dia 22. Serão distribuídos R$ 155 mil em premiações, com o prêmio máximo de R$ 65 mil para o primeiro colocado.

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Quem realiza o evento é o Instituto Brasil, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), mediante a viabilização de recursos e articulação do deputado estadual Dr. Eugênio. Para o parlamentar, o festival incentiva a cultura no interior do estado e abre espaço para os artistas regionais.

“É um evento cultural que tem crescido muito ao longo das três edições que foram realizadas. Eu vejo o Sons do Araguaia como um resgate das raízes culturais da nossa região, um resgate do nosso jeito de compor, de tudo aquilo que nos inspira e da nossa musicalidade. Também é uma grande oportunidade de dar espaço para que os artistas da região mostrem seus talentos e suas composições ao público”, destacou o deputado.

Já para o Gestor de Projetos do Instituto Brasil, Wanderson Magallhães, além de servir como uma vitrine para os artistas, o festival também preserva e promove a produção cultural mato-grossense.

“O Festival Sons do Araguaia representa uma importante oportunidade de incentivar a produção cultural e fortalecer a música autoral que nasce no Araguaia e exalta sua história, suas paisagens, seu povo e sua identidade. O projeto cria espaço para novos talentos, valoriza artistas da região e estimula a criação de obras que preservam e difundem as riquezas culturais do território”, afirmou.

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Inscrições abertas para a última etapa

Os interessados em participar do Festival Sons do Araguaia ainda podem se inscrever para a última etapa de seletivas, que ocorre em Querência no dia 22 de agosto. O candidato deve entrar no site oficial do evento (www.festivalsonsdoaraguaia.com.br) e realizar a inscrição conforme as regras descritas no regulamento. O período de inscrições se estende até o próximo dia 14.

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