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Operação Cerberus mira grupo suspeito de planejar ataques contra policiais

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Uma operação da Polícia Civil deflagrada na quarta-feira (26) investiga um grupo suspeito de planejar ataques contra policiais e outros agentes das forças de segurança pública em Primavera do Leste, a 239 quilômetros de Cuiabá. A Operação Cerberus foi conduzida pela Delegacia de Homicídios e Delitos Gerais do município.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão.

Segundo a Polícia Civil, os alvos são investigados por suposta participação em uma facção criminosa e por envolvimento no planejamento de ações violentas contra agentes de segurança que atuam na região.

Ataques seriam retaliação

As investigações apontaram que os suspeitos teriam participado de reuniões e tratativas destinadas à preparação dos ataques. As ações, no entanto, não chegaram a ser executadas.

De acordo com a apuração, os ataques seriam uma forma de retaliação à atuação das forças de segurança contra integrantes de uma facção criminosa que atua em Mato Grosso.

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Durante o avanço das investigações, a Polícia Civil também identificou outros possíveis integrantes do grupo envolvidos na obtenção de armas de fogo.

Buscas autorizadas pela Justiça

Além das prisões preventivas, a Justiça autorizou buscas em endereços ligados aos investigados. A intenção é localizar celulares, computadores, mídias digitais, documentos, anotações, dinheiro e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

A decisão judicial também permitiu o acesso e a análise dos dados armazenados nos dispositivos eletrônicos apreendidos. Entre os conteúdos que poderão ser analisados estão mensagens, registros de chamadas, arquivos de mídia e informações presentes em aplicativos de comunicação.

Investigação continua

A Polícia Civil informou que as investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Delitos Gerais de Primavera do Leste.

A apuração busca identificar outros possíveis envolvidos, ampliar a coleta de provas e esclarecer toda a dinâmica do suposto planejamento dos ataques contra os agentes de segurança.

Jornalista: Luan Schiavon

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Filho de servidora morta pela nora nega que pretendesse se separar da esposa

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O filho da servidora pública Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, morta pela própria nora em Confresa, a 1.145 quilômetros de Cuiabá, negou à Justiça que pretendesse se separar da esposa, Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos. A declaração contraria a versão apresentada pela suspeita, que afirmou ter cometido o crime porque acreditava que a morte da sogra poderia impedir o fim do relacionamento.

Segundo decisão do juiz substituto Nelson Luiz Pereira Júnior, Alessandra teria planejado o assassinato com a intenção de provocar sofrimento no marido e, dessa forma, tentar se reaproximar dele. O homem, entretanto, relatou que mantinha uma boa convivência com a esposa e negou a intenção de colocar fim ao relacionamento.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou a gravidade da suposta motivação apresentada pela investigada. Para o juiz, caso seja confirmada, a utilização da vida da sogra como forma de manipulação emocional do companheiro reforça a necessidade de manter a prisão preventiva.

“A utilização da vida da vítima como instrumento de manipulação emocional do companheiro, se confirmada, reforça a gravidade concreta da imputação e a necessidade de resguardar a ordem pública”, apontou o juiz.

Crime teria sido planejado na noite anterior

Alessandra confessou ter matado a sogra. Conforme o inquérito, o crime teria sido planejado na noite anterior, na sexta-feira (21), quando a suspeita teria separado um pedaço de madeira que posteriormente levou até a casa de Maria Aparecida.

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De acordo com as investigações, Alessandra usou uma chave à qual tinha acesso para entrar no imóvel e aguardou a vítima nos fundos da residência. Maria Aparecida foi atacada com golpes na cabeça e, posteriormente, estrangulada com um fio elétrico.

Segundo o delegado Daniel Moura, o fio teria sido utilizado para “finalizar” o assassinato.

Após o crime, Alessandra procurou espontaneamente um policial militar e afirmou que havia acontecido “uma coisa horrível” com a sogra. Na delegacia, ela confessou a autoria do homicídio.

A prisão em flagrante foi posteriormente convertida pela Justiça em prisão preventiva.

Relembre o caso

Maria Aparecida foi encontrada morta nos fundos de sua residência na manhã de sábado (22), depois que um vizinho ouviu pedidos de socorro. A Polícia Militar foi acionada por volta das 6h30 e encontrou a servidora caída no chão, com grande quantidade de sangue.

Alessandra estava ao lado da vítima quando os policiais chegaram. Ela confessou o crime e foi presa em flagrante.

Conforme o inquérito, Maria Aparecida morreu após ser atingida por golpes de madeira na cabeça. Um pedaço de fio de energia também teria sido utilizado pela suspeita para garantir a morte da servidora.

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A Justiça manteve Alessandra presa preventivamente, considerando, entre outros fatores, o risco que ela representaria à sociedade e a gravidade concreta dos fatos investigados.

As circunstâncias e a motivação do crime ainda serão analisadas no decorrer do processo judicial.

Jornalista: Luan Schiavon

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