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Suspeito de agredir mulher e filho no bairro Quilombo, em Cuiabá, é identificado e presta depoimento

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Um homem apontado como autor da agressão física contra uma mulher de 38 anos e o filho dela, de apenas 5 anos, foi identificado e interrogado na tarde desta quarta-feira (26), na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá. O caso aconteceu no dia 17 de agosto, por volta das 18h, em via pública, no bairro Quilombo.

A identificação do suspeito ocorreu após imagens do ataque serem amplamente divulgadas por emissoras de televisão e outros veículos de comunicação. Poucas horas depois da repercussão das imagens, o homem se apresentou voluntariamente na delegacia.

Segundo o relato da vítima, ela caminhava pela região acompanhada do filho quando foi abordada pelo agressor, que era um completo desconhecido. Conforme o depoimento, o homem a segurou pelos braços e pela cabeça, a enforcou com as duas mãos e a arremessou contra uma parede, enquanto ordenava que ela permanecesse calada.

A situação provocou desespero na mulher e no filho, que passou a gritar. Diante da reação da vítima e dos gritos da criança, o agressor fugiu do local.

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Imagens ajudaram na investigação

Com apoio técnico da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), as imagens registradas por câmeras de monitoramento de um estabelecimento comercial próximo ao local do crime foram analisadas e passaram por tratamento para auxiliar na identificação do suspeito.

Antes mesmo da conclusão do laudo pericial de identificação, o homem compareceu espontaneamente à DEDM, onde foi formalmente interrogado pelos investigadores.

Vítima reconheceu suspeito

Durante os procedimentos realizados na Delegacia da Mulher, a vítima participou de um reconhecimento pessoal formal.

O suspeito foi colocado ao lado de outros quatro homens, seguindo o procedimento padrão de alinhamento policial. De acordo com a investigação, a mulher o reconheceu prontamente e afirmou ter “certeza absoluta” de que ele era o autor da agressão.

Em depoimento, porém, o investigado apresentou uma versão diferente. Ele afirmou ter ouvido a vítima proferir uma injúria racial contra ele e disse que essa teria sido a motivação para empurrá-la contra uma grade.

O homem também declarou não se lembrar de ter segurado a mulher pelo pescoço.

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Ainda segundo o depoimento, ele estava na região para participar de uma entrevista de emprego, mas não conseguiu localizar o endereço. O suspeito afirmou que a situação o deixou extremamente frustrado, principalmente por estar desempregado, endividado e sem recursos financeiros.

Investigação entra na fase final

O suspeito foi ouvido e liberado, uma vez que não estava em situação de flagrante no momento da apresentação.

Com a identificação formal do investigado e o reconhecimento realizado pela vítima, a investigação entra na fase final. A Polícia Civil deverá concluir o inquérito e encaminhá-lo à Justiça, que ficará responsável pela análise dos elementos reunidos e por eventual responsabilização criminal do suspeito.

Jornalista: Luan Schiavon

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Filho de servidora morta pela nora nega que pretendesse se separar da esposa

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O filho da servidora pública Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, morta pela própria nora em Confresa, a 1.145 quilômetros de Cuiabá, negou à Justiça que pretendesse se separar da esposa, Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos. A declaração contraria a versão apresentada pela suspeita, que afirmou ter cometido o crime porque acreditava que a morte da sogra poderia impedir o fim do relacionamento.

Segundo decisão do juiz substituto Nelson Luiz Pereira Júnior, Alessandra teria planejado o assassinato com a intenção de provocar sofrimento no marido e, dessa forma, tentar se reaproximar dele. O homem, entretanto, relatou que mantinha uma boa convivência com a esposa e negou a intenção de colocar fim ao relacionamento.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou a gravidade da suposta motivação apresentada pela investigada. Para o juiz, caso seja confirmada, a utilização da vida da sogra como forma de manipulação emocional do companheiro reforça a necessidade de manter a prisão preventiva.

“A utilização da vida da vítima como instrumento de manipulação emocional do companheiro, se confirmada, reforça a gravidade concreta da imputação e a necessidade de resguardar a ordem pública”, apontou o juiz.

Crime teria sido planejado na noite anterior

Alessandra confessou ter matado a sogra. Conforme o inquérito, o crime teria sido planejado na noite anterior, na sexta-feira (21), quando a suspeita teria separado um pedaço de madeira que posteriormente levou até a casa de Maria Aparecida.

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De acordo com as investigações, Alessandra usou uma chave à qual tinha acesso para entrar no imóvel e aguardou a vítima nos fundos da residência. Maria Aparecida foi atacada com golpes na cabeça e, posteriormente, estrangulada com um fio elétrico.

Segundo o delegado Daniel Moura, o fio teria sido utilizado para “finalizar” o assassinato.

Após o crime, Alessandra procurou espontaneamente um policial militar e afirmou que havia acontecido “uma coisa horrível” com a sogra. Na delegacia, ela confessou a autoria do homicídio.

A prisão em flagrante foi posteriormente convertida pela Justiça em prisão preventiva.

Relembre o caso

Maria Aparecida foi encontrada morta nos fundos de sua residência na manhã de sábado (22), depois que um vizinho ouviu pedidos de socorro. A Polícia Militar foi acionada por volta das 6h30 e encontrou a servidora caída no chão, com grande quantidade de sangue.

Alessandra estava ao lado da vítima quando os policiais chegaram. Ela confessou o crime e foi presa em flagrante.

Conforme o inquérito, Maria Aparecida morreu após ser atingida por golpes de madeira na cabeça. Um pedaço de fio de energia também teria sido utilizado pela suspeita para garantir a morte da servidora.

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A Justiça manteve Alessandra presa preventivamente, considerando, entre outros fatores, o risco que ela representaria à sociedade e a gravidade concreta dos fatos investigados.

As circunstâncias e a motivação do crime ainda serão analisadas no decorrer do processo judicial.

Jornalista: Luan Schiavon

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