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Sinjusmat pede sessão extraordinária para votação de veto ao reajuste de servidores do TJMT

Sindicato afirma que Assembleia não cumpriu integralmente decisão judicial ao deixar de votar veto durante sessão esvaziada e pede nova convocação do plenário

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A votação do veto do Governo de Mato Grosso ao projeto de lei que concede reajuste de 6,8% aos servidores do Poder Judiciário ainda está longe de chegar ao fim. Mesmo após decisão judicial que determinou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) a apreciação da matéria em regime de urgência, o veto não chegou a ser efetivamente votado em plenário.

A sessão ordinária em que a matéria deveria ser apreciada foi esvaziada e contou com a presença de apenas nove deputados. Diante da falta de quórum, a votação acabou sendo postergada para 7 de outubro, após o período eleitoral.

Nesta quinta-feira (10), o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat) protocolou uma petição junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) solicitando a convocação de uma sessão extraordinária da Assembleia para que o veto seja finalmente apreciado.

Para o sindicato, houve descumprimento da decisão judicial, uma vez que a determinação não se limitava à inclusão da matéria na pauta, mas buscava assegurar a realização da votação, com manifestação dos parlamentares por meio de voto aberto.

Conforme documento obtido pela reportagem, o veto foi incluído na Ordem do Dia da sessão plenária, conforme determinado pela Justiça. No entanto, a apreciação não ocorreu devido à ausência da maioria dos deputados.

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Na avaliação do Sinjusmat, a simples inclusão da matéria na pauta não representa o cumprimento integral da ordem judicial, já que o objetivo da decisão era garantir que o projeto fosse submetido novamente à votação.

Sindicato questiona falta de quórum

Na petição, o Sinjusmat também questiona as circunstâncias que levaram à falta de quórum. A entidade reconhece que o presidente da ALMT, Max Russi (PODE), não possui poder para obrigar os deputados a comparecer às sessões ou determinar o conteúdo dos votos.

O sindicato, porém, sustenta que a Presidência da Assembleia poderia ter adotado medidas para tentar assegurar a realização da votação, como novas convocações, comunicação formal aos parlamentares e até mesmo a convocação de uma sessão extraordinária.

A entidade afirma que pretende esclarecer se a ausência de deputados foi apenas uma impossibilidade momentânea ou se houve um eventual esvaziamento deliberado da sessão com o objetivo de impedir a apreciação do veto.

Por isso, o Sinjusmat pediu ao TJMT que determine à Assembleia a apresentação da ata integral da sessão, do registro audiovisual dos trabalhos, da lista nominal de presença, de eventuais justificativas apresentadas pelos deputados ausentes e das comunicações realizadas pela Presidência ou pela Mesa Diretora aos parlamentares.

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Pedido de nova sessão em até 24 horas

Como alternativa, caso o Tribunal de Justiça entenda que a ausência de quórum impediu apenas momentaneamente a realização da votação, o sindicato solicita que seja determinada a convocação de uma nova sessão plenária extraordinária.

A preferência da entidade é que a sessão ocorra em até 24 horas e tenha como pauta específica a apreciação do veto ao projeto de reajuste, com votação aberta.

O Sinjusmat também pede que, caso uma nova sessão seja encerrada novamente por falta de quórum, a Assembleia seja convocada em prazo curto para uma nova tentativa, até que a votação seja efetivamente realizada.

A disputa envolve o projeto de lei encaminhado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso à Assembleia Legislativa, que prevê reajuste de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. O Governo do Estado, entretanto, vetou a proposta, e cabe agora ao Legislativo decidir pela manutenção ou derrubada do veto.

Com o pedido apresentado pelo Sinjusmat, caberá ao TJMT analisar se houve descumprimento da decisão anterior e se serão adotadas novas medidas para assegurar que a Assembleia aprecie a matéria.

Jornalista: Luan Schiavon

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Delegada aposentada acusa Janaina Riva de violência política de gênero após ser retirada de chapa

Ana Cristina Feldner afirma que foi substituída como suplente sem comunicação prévia e questiona se conduta da candidata ao Senado pode configurar crime

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A delegada aposentada Ana Cristina Feldner publicou um vídeo nas redes sociais em que acusa a deputada estadual e candidata ao Senado, Janaina Riva (MDB), de ter cometido violência política de gênero contra ela. Feldner havia sido anunciada como suplente da parlamentar, mas acabou substituída durante as articulações para as eleições deste ano, segundo ela, sem ter sido comunicada previamente.

No vídeo, a ex-servidora pública afirma que se sentiu desrespeitada e questiona se a situação poderia ser enquadrada na legislação que protege mulheres contra a violência política de gênero.

“Em toda a minha trajetória, em meus 25 anos de serviço público, eu nunca fui tão desrespeitada enquanto mulher”, declarou.

Na sequência, Feldner questionou se mulheres também podem ser responsabilizadas pela prática desse tipo de violência.

“Diante de tudo o que eu vivi, hoje me pergunto: será que eu não fui vítima do crime de violência de gênero? Porque a gente acha que essa violência política é praticada apenas pelos homens […] Mas eu me questiono hoje: pela lei, uma mulher também pode ser autora deste [crime?”, afirmou.

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Crítica às bandeiras defendidas por Janaina

A delegada aposentada afirmou que aceitou o convite para integrar a chapa por acreditar nas pautas defendidas publicamente por Janaina Riva, principalmente relacionadas à defesa e ao empoderamento feminino.

Segundo Feldner, porém, a experiência nos bastidores das articulações eleitorais teria sido diferente do discurso público.

“A primeira farinha dessa padaria é a ‘defesa’ das mulheres, o ‘empoderamento feminino’, a ‘luta das mulheres’. E eu posso dizer para vocês: eu não vi nada disso, não foi assim que eu fui tratada”, criticou.

Ela também afirmou que sua insatisfação não estaria relacionada exclusivamente à perda da posição na chapa.

“Não se trata de lugar na fila do pão… O cargo pouco interessa, indicações vêm, cargos passam […] A candidata ao Senado, Janaina Riva não me representa como mulher”, declarou.

Promessa de novas acusações

Ao final da publicação, Feldner afirmou que pretende fazer novas declarações sobre questões éticas envolvendo o grupo político ligado à candidata.

“Esqueci de falar da segunda farinha desse pão: a farinha da honestidade do combate à corrupção, mas vamos deixar… Depois do dia 17 a gente grava a segunda farinha”, disse.

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A troca na composição da chapa ocorreu durante as definições para as eleições ao Senado por Mato Grosso. A vaga de suplência que havia sido destinada a Feldner acabou sendo preenchida pelo empresário Rafael Yamada Torres.

Novo suplente

Rafael Yamada Torres é filho do empresário Wanderley Facheti Torres, proprietário da construtora Trimec. O empresário foi citado em investigações relacionadas à Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal.

Yamada Torres também é apontado em reportagens e apurações como tendo ligações com o fundo de investimento Coliseu, que figurou em investigações envolvendo transações financeiras relacionadas à operadora de telefonia Oi.

As citações a pessoas e empresas nesta matéria se referem a informações e acusações presentes em investigações e documentos mencionados no contexto eleitoral, não significando, por si só, comprovação de irregularidades ou condenação.

A reportagem não localizou, até o momento, manifestação de Janaina Riva sobre as acusações feitas por Ana Cristina Feldner. O espaço permanece aberto para manifestação da candidata.

Jornalista: Luan Schiavon

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