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Conexão Materna recebe mãe de jovem morto pela BM: “Eu chamei ajuda, não para matar meu filho”

Evolmara Vargas, mãe de Herick Cristian da Silva Vargas, relembrou a morte do filho, falou sobre saúde mental e contou por que continua cobrando esclarecimentos sobre o caso

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A história de uma mãe que pediu ajuda para proteger o filho e acabou vivendo uma das maiores tragédias de sua vida foi tema de uma entrevista emocionante no podcast Conexão Materna.

Evolmara Vargas, mãe de Herick Cristian da Silva Vargas, de 29 anos, participou do programa e falou sobre a morte do filho durante uma abordagem da Brigada Militar, em Porto Alegre (RS), em setembro de 2025.

Durante a conversa, Evolmara relembrou momentos anteriores à tragédia, falou sobre a convivência com os problemas de saúde mental enfrentados pelo filho e contou o que aconteceu no dia em que decidiu pedir ajuda.

A frase que marcou o caso voltou a ser lembrada durante a entrevista:

“Eu chamei ajuda, não para matar meu filho.”

Para Evolmara, aquele telefonema representava um pedido de socorro. A expectativa, segundo seu relato, era que Herick recebesse ajuda diante de uma situação de crise.

Evolmara fala sobre quem era Herick

Um dos pontos destacados no Conexão Materna foi a preocupação de Evolmara em mostrar que Herick não pode ser lembrado apenas pelo momento de sua morte ou pelo diagnóstico de saúde mental.

Durante a entrevista, ela falou sobre o filho, sua personalidade, a convivência familiar e os momentos vividos antes da tragédia.

A mãe também relatou as dificuldades enfrentadas por familiares de pessoas que passam por crises psiquiátricas e questionou a preparação existente para atender situações desse tipo.

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A entrevista amplia o debate sobre saúde mental, família, segurança pública e atendimento durante crises psiquiátricas.

Caso voltou a ser analisado

A morte de Herick passou inicialmente por investigação da Polícia Civil e da Corregedoria da Brigada Militar. As apurações concluíram que os policiais envolvidos haviam agido em legítima defesa.

O Ministério Público chegou a solicitar o arquivamento do caso.

Posteriormente, porém, a Justiça não encerrou a questão e o caso voltou a ser analisado, com novas diligências e perícias.

As câmeras corporais utilizadas pelos policiais também passaram a ser analisadas novamente.

Entre os pontos examinados está a dinâmica da ocorrência e a movimentação dos policiais e de Herick nos momentos que antecederam os disparos.

As novas perícias esclareceram parte da sequência dos acontecimentos, mas também deixaram questões sem resposta definitiva.

Até a atualização mais recente, o Ministério Público ainda analisava o material produzido nas novas diligências.

Uma mãe que continua buscando respostas

No Conexão Materna, Evolmara falou não apenas sobre o processo de investigação, mas principalmente sobre a experiência de perder um filho em uma circunstância que, segundo ela, poderia ter sido diferente.

A entrevista também abordou o impacto do luto sobre a família e a decisão de Evolmara de continuar falando publicamente sobre o caso.

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Para ela, manter a história de Herick em evidência é uma forma de preservar a memória do filho e também de provocar uma discussão sobre como o poder público deve agir diante de pessoas em crise de saúde mental.

“Eu chamei ajuda, não para matar meu filho” tornou-se, para Evolmara, mais do que uma frase sobre o passado. É a síntese de uma pergunta que ela continua levando às autoridades: como uma família deve pedir ajuda quando alguém está em uma crise psiquiátrica?

Conexão Materna aborda histórias que envolvem famílias

A entrevista com Evolmara faz parte da proposta do Conexão Materna de abrir espaço para histórias relacionadas à família, maternidade, saúde, proteção e questões de interesse público.

Ao receber Evolmara, o podcast colocou em discussão um tema que ultrapassa o caso específico de Herick: a preparação da sociedade e do poder público para lidar com situações de emergência em saúde mental.

A entrevista completa com Evolmara Vargas está disponível no Conexão Materna.

O público pode acompanhar o episódio e conhecer, pelas palavras da própria mãe, a história de Herick, os acontecimentos daquele dia e a luta da família por respostas.

Veja o podcast

Jornalista: Mika Sbardelott

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73 diagnósticos de câncer: Hilária Mireski revela como transformou dor em força para continuar vivendo

Hilária Mireski convive há anos com uma síndrome genética rara, passou por diversas cirurgias e afirma que a fé e a vontade de viver são fundamentais para continuar

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Ser diagnosticada com câncer uma vez já é uma experiência capaz de mudar uma vida. Imagine passar por esse diagnóstico dezenas de vezes.

Essa é a realidade vivida por Hilária Mireski, que já enfrentou 73 tumores ao longo de sua trajetória e precisou passar por inúmeras cirurgias, incluindo procedimentos que resultaram na perda de um olho e de parte do nariz.

Mas a história de Hilária não se resume aos diagnósticos.

Mesmo diante das transformações provocadas pela doença, ela continua trabalhando, fazendo planos e encontrando motivos para agradecer pela vida. A fé é uma das principais forças que, segundo ela, ajudam a seguir em frente.

Uma batalha que mudou o corpo e a rotina

Hilária convive com a síndrome de Gorlin-Goltz, uma condição genética rara associada ao desenvolvimento de tumores, especialmente na pele.

Ao longo dos anos, foram tratamentos, cirurgias e períodos de recuperação que transformaram sua rotina e também sua relação com a própria imagem.

A perda de um olho e parte do nariz trouxe mudanças profundas. Além da recuperação física, Hilária precisou enfrentar outro desafio: aprender a lidar com o olhar das outras pessoas.

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O preconceito por trás das cicatrizes

A aparência de Hilária também se tornou alvo de comentários e julgamentos.

Nas redes sociais, ela já relatou ter sido chamada por nomes ofensivos por causa das mudanças provocadas pela doença.

Para ela, porém, as cicatrizes representam uma parte de sua história — e não aquilo que define quem ela é.

A experiência levanta uma questão que ultrapassa o câncer: por que tantas pessoas ainda julgam alguém pela aparência sem conhecer a história que existe por trás dela?

Não é uma história de tristeza

Apesar de todos os desafios, Hilária faz questão de mostrar que sua trajetória não deve ser vista apenas pelo sofrimento.

Ela continua trabalhando, sonhando e acreditando no futuro.

A cada novo dia, a mensagem que procura transmitir é de gratidão pela oportunidade de continuar vivendo.

Mais do que falar sobre os 73 diagnósticos, sua história fala sobre fé, autoestima, preconceito, recomeços e a escolha de continuar.

Hilária no Conexão Materna

No Conexão Materna, Hilária abre o coração e conta detalhes de uma trajetória marcada por desafios, mas também por muita força.

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Na entrevista, ela fala sobre a infância, família, doença, cirurgias, mudanças no rosto, autoestima, preconceito, fé, trabalho e os sonhos que ainda deseja realizar.

A conversa também mostra a mulher que existe por trás das cicatrizes e dos números.

Assita o vídeo:

 

Depois de tudo o que viveu, Hilária deixa uma mensagem que resume sua trajetória: a doença pode transformar o corpo, mas não precisa determinar o fim da história.

Sua caminhada mostra que, mesmo diante de circunstâncias extremamente difíceis, ainda pode existir espaço para fé, sonhos, trabalho e vontade de viver.

Conexão Materna — histórias que precisam ser ouvidas.

Jornalista: Mika Sbardelott

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